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12 de maio: Dia de Beata Joana de Portugal

12 DE MAIO -  Beata-Joana-de-Portugal

 

Infância

Joana nasceu em Lisboa no dia 6 de fevereiro de 1452.

Era filha do rei de Portugal, Afonso V, o Africano, e da rainha Isabel.

A menina foi acompanhada na formação cristã e acadêmica pela tia Filipa, uma fidalga muito devota, que a preparou para ser rainha.

Joana cresceu graciosa e muito bonita, demonstrando forte inclinação religiosa, e um temperamento dócil e perseverante.

O nome de Joana, que recebeu no batismo, fora em memória de S. João Evangelista, a que sua mãe consagrava cordial afeto. A princesa fez-se digna da admiração de todos pelas suas elevadas virtudes, e pela forma com que ao decoro da sua pessoa unia os rigores da maior austeridade. Em público ostentava pompa e fausto senhoril, e no interior ocultava por baixo delas um tecido grosseiro, cilício e outros instrumentos de penitência.

Nas festas e danças apresentava-se com o semblante alegre, mas não perdia um só momento de se entregar com humildade ao jejum, à oração, e sobretudo às muitas esmolas que repartia com sua própria mão aos pobres.

Juventude no Convento

Alguns príncipes desejaram tê-la por esposa. Porém a santa princesa a todos rejeitou, porque o seu maior desejo era consagrar-se a Deus.

Em 1471, voltando seu pai, D. Afonso V, da tomada de Arzila e de Tanger, determinou Santa Joana desembaraçar-se de tudo que se oferecesse contra a sua vocação, e tomar o hábito de religiosa.

Esperou o pai, vestida ricamente e adornada com as melhores jóias, beijou-lhe reverente a mão, declarou sua vontade, requereu como paga do triunfo que ele ganhara contra os mouros, e conseguiu o que ela mais desejava, a entrada no claustro. Passou primeiro ao mosteiro de Odivelas para a companhia de D. Filipa de Lencastre, sua tia; sentindo, porém, abrasar-se em desejos de mais austera observância, resolveu recolher-se ao convento de Jesus de Aveiro, da ordens de S. Domingos, por sua grande austeridade, preferindo-o ao de Santa Clara, de Coimbra, que seu pai lhe indicava.

Fez entrada solene no referido convento de Aveiro com a mesma D. Filipa, sua tia, a 3 de Agosto de 1472. Desejosa de professar, passados dois anos e meio depois da sua entrada, a 25 de Janeiro de 1475, vestiu o hábito com todas as cerimônias da religião.

A deliberação da piedosa princesa causou o maior desgosto a seu irmão, o príncipe D. João, que se opusera energicamente, assim como os grandes do reino, levando os povos a protestar, por seus procuradores, à porta do mosteiro, alegando que podia resultar graves perigos para o reino em vista da falta de sucessores à Coroa no caso da morte do príncipe.

Mas esses rogos e nem a doença de que esteve quase sendo vítima antes de terminar o ano de noviciado, fizeram a princesa desistir do seu propósito. Não pôde, contudo, professar, porque uma junta de teólogos congregada na presença do soberano para decidir tão importante assunto, resolveu que a princesa estava obrigada em consciência a deixar essa pretensão. D. Joana, vendo que não podia realizar o seu desejo, contentou-se em ficar no convento como secular, não havendo meio de a resolver a voltar à corte.

Voto solene de castidade até a morte

No ano de 1479, porém, sobreveio-lhe nova tribulação com a peste que se desenvolveu em Aveiro, e a santa princesa foi constrangida a sair do convento a 7 de Setembro e a retirar-se à vila de Avis, e depois a Abrantes. Cessando o mal, passados 11 meses, recolheu-se outra vez ao seu convento. Com a morte do rei seu pai em 1481 e tendo sido aclamado rei seu irmão D. João II, fez voto solene de castidade a 25 de Novembro do referido ano, continuando com maior fervor os seus costumados exercícios com todos os rigores de religiosa, até que faleceu. Foi sepultada no coro. Em 1577 D. Ana Manique de Lara, duquesa de Caminha, mandou fazer-lhe um túmulo de ébano, marchetado de bronze dourado.

Corpo incorrupto e beatificação

Consta que à passagem do seu enterro pelos jardins do convento, as flores que ela havia tratado em vida caíram sobre o seu caixão.

Após este primeiro milagre, muitos outros lhe foram atribuídos. No ano de 1626 abriu-se o túmulo, e encontrou-se o corpo como se tivesse ali sido depositado naquela hora.

Foi beatificada em 4 de Abril de 1693, por Inocêncio XII, concedendo que no reino e seus domínios se pudesse rezar a esta virgem, pudessem ser veneradas as suas imagens, e invocar a proteção, como bem-aventurada. 0 monarca, D. Pedro II, lhe mandou fazer um suntuoso mausoléu de jaspe finíssimo. Sobre o mausoléu estão as “quinas” portuguesas, e na face a coroa de espinhos que a santa adotara por divisa. 0 mausoléu estava cercado de lâmpadas, e o duque de Aveiro, D. Gabriel de Lencastre, lhe ajuntou cinco primorosos candeeiros de prata de grande valor, que doou ao mosteiro.

Beata Joana de Portugal, mas chamada, pelos devotos, de princesa santa Joana, foi declarada padroeira de Aveiro em 1965.

Fonte: http://www.derradeirasgraças.com

Este post foi publicado em 11/05/2014 às 11:37 PM. Ele está arquivado em Sem categoria e marcado . Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.
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