MULTIDATAS COMEMORATIVAS

Festas Juninas

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INÍCIO

 

O mês de Junho é caracterizado por danças, comidas típicas, bandeirinhas, além das peculiaridades de cada região. É a festa junina, que se inicia no dia 12 de Junho, véspera do dia de Santo Antônio e encerra no dia 29, dia de São Pedro. O ponto mais elevado da festa ocorre nos dias 23 e 24, o dia de São João. Durante os festejos acontecem quadrilhas, forrós, leilões, bingos e casamentos caipiras.

A tradição de comemorar o dia de São João veio de Portugal, onde as festas são conhecidas pelo nome de Santos Populares e correspondem a diversos feriados municipais: Santo Antônio, em Lisboa; São Pedro, no Seixal; São João, no Porto, em Braga e em Almada.

O nome “junina” é devido à sua procedência de países europeus cristianizados. Os portugueses foram os responsáveis por trazê-la ao Brasil, e logo foi inserida aos costumes das populações indígenas e afro-brasileiras.

A festa de São João brasileira é típica da Região Nordeste. Em Campina Grande, na Paraíba, a festa junina atrai milhares de pessoas. A canjica e a pamonha são comidas tradicionais da festa na região, devido à época ser propícia para a colheita do milho. O lugar onde ocorrem os festejos juninos é chamado de arraial, onde há barracas ou um galpão adaptado para a festa.

As festas de São João são ainda comemoradas em alguns países europeus católicos, protestantes e ortodoxos. Em algumas festas europeias de São João são realizadas a fogueira de São João e a celebração de casamentos reais ou encenados, semelhantes ao casamento fictício, que é um costume no baile da quadrilha nordestina.

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Origem das Festas Juninas

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O calendário das festas católicas é marcado por diversas comemorações de dias de santos. Seu ciclo mais importante se inicia com o nascimento de Jesus Cristo e se encerra com sua paixão e morte. Na tradição brasileira, as maiores festas são Natal, Páscoa e São João. As comemorações de cunho religioso foram apropriadas de tal forma pelo povo brasileiro que ele transformou o Carnaval – ritual de folia que marca o início da Quaresma, período que vai da quarta-feira de Cinzas ao domingo de Páscoa – em uma das maiores expressões festivas do Brasil no decorrer do século XX.

Do mesmo modo, as comemorações de São João (24 de junho) fazem parte de um ciclo festivo que passou a ser conhecido como festas juninas e homenageia, além desse, outros santos reverenciados em junho: Santo Antônio (dia 13) e São Pedro e São Paulo (dia 29).

Se pesquisarmos a origem dessas festividades, perceberemos que elas remontam a um tempo muito antigo, anterior ao surgimento da era cristã. De acordo com o livro O ramo de ouro, de sir James George Frazer, o mês de junho, tempo do solstício de verão (no dia 21 ou 22 de junho o Sol, ao meio-dia, atinge seu ponto mais alto no céu; esse é o dia mais longo e a noite mais curta do ano) no Hemisfério Norte, era a época do ano em que diversos povos – celtas, bretões, bascos, sardenhos, egípcios, persas, sírios, sumérios – faziam rituais de invocação de fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, promover a fartura nas colheitas e trazer chuvas.

Na verdade, os rituais de fertilidade associados ao cultivo das plantas, incluindo todo o ciclo agrícola – a preparação do terreno, o plantio e a colheita -, sempre foram praticados pelas mais diversas sociedades e culturas em todos os tempos. Das tradições estudadas por Frazer destacam-se os ritos celebrados nas terras do Mediterrâneo oriental (Egito, Síria, Grécia, Babilônia) com o objetivo de regular as estações do ano, especialmente a passagem da primavera para o verão, que sela a superação do inverno.

 

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QUADRILHAS

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As quadrilhas vieram da Europa para o Brasil
Na época da colonização do Brasil, após o ano de 1500, os portugueses introduziram em nosso país muitas características da cultura europeia, como as festas juninas.

Mas o surgimento dessas festas foi no período pré-gregoriano, como uma festa pagã em comemoração à grande fertilidade da terra, às boas colheitas, na época em que denominaram de solstício de verão. Essas comemorações também aconteciam no dia 24 de junho, para nós, dia de São João.

Essas festas eram conhecidas como Joaninas e receberam esse nome para homenagear João Batista, primo de Jesus, que, segundo as escrituras bíblicas, gostava de batizar as pessoas, purificando-as para a vinda de Jesus.

Assim, passou a ser uma comemoração da igreja católica, onde homenageiam três santos: no dia 13 a festa é para Santo Antônio; no dia 24, para São João; e no dia 29, para São Pedro.

Os negros e os índios que viviam no Brasil não tiveram dificuldade em se adaptar às festas juninas, pois são muito parecidas com as de suas culturas.

Aos poucos, as festas juninas foram sendo difundidas em todo o território do Brasil, mas foi no nordeste que se enraizou, tornando-se forte na nossa cultura. Nessa região, as comemorações são bem acirradas – duram um mês, e são realizados vários concursos para eleger os melhores grupos que dançam a quadrilha. Além disso, proporcionam uma grande movimentação de turistas em seus Estados, aumentando as rendas da região.

Com o passar dos anos, as festas juninas ganharam outros símbolos característicos. Como é realizada num mês mais frio, enormes fogueiras passaram a ser acesas para que as pessoas se aquecessem em seu redor. Várias brincadeiras entraram para a festa, como o pau de sebo, o correio elegante, os fogos de artifício, o casamento na roça, entre outros, com o intuito de animar ainda mais a festividade.

As comidas típicas dessa festa tornaram-se presentes em razão das boas colheitas na safra de milho. Com esse cereal são desenvolvidas várias receitas, como bolos, caldos, pamonhas, bolinhos fritos, curau, pipoca, milho cozido, canjica, dentre outros.

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As lendas de Tamuz e Adônis

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“Na literatura religiosa da Babilônia, Tamuz surge como o jovem esposo ou amante de Istar, a grande deusa-mãe, a personificação das energias reprodutivas da natureza. […] Tamuz morria anualmente […] e todos os anos sua amante divina viajava, em busca dele, ?para a terra de onde não há retorno, para a mansão das trevas, onde o pó se acumula na porta e no ferrolho?. Durante sua ausência, a paixão do amor deixava de atuar: homens e animais esqueciam de reproduzir-se, toda a vida ficava ameaçada de extinção. Tão intimamente ligadas à deusa estavam as funções sexuais de todo o reino animal que, sem a sua presença, elas não podiam ser realizadas. […] A inflexível rainha das regiões infernais, Alatu ou Eresh-Kigal, permitia, não sem relutância, que Istar fosse aspergida com a água da vida e partisse, provavelmente em companhia do amante Tamuz, para o mundo superior e que, com esse retorno, toda a natureza revivesse.”

“Refletida no espelho da mitologia grega a divindade oriental, Adônis surge como um belo jovem, amado de Afrodite. Em sua infância, a deusa o ocultou numa arca, que confiou a Perséfone, rainha dos infernos. Mas, quando Perséfone abriu a arca e viu a beleza da criança, recusou-se a devolvê-la a Afrodite […]. A disputa entre as deusas do amor e da morte foi resolvida por Zeus, que determinou que Adônis devia viver parte do ano com Perséfone no mundo inferior, e com Afrodite, no mundo superior ou na terra, durante a outra parte. […] a luta entre Afrodite e Perséfone pela posse de Adônis reflete claramente a luta entre Istar e Alatu na terra dos mortos, ao passo que a decisão de Zeus de que Adônis devia passar parte do ano no mundo inferior e parte do ano no mundo superior é apenas uma versão grega do desaparecimento e reaparecimento anual de Tamuz” (Frazer, 1978, p. 123).

Com o tempo os homens, além de desfrutar o ciclo da natureza coletando seus frutos, passaram a domesticar animais e a cultivar plantas para sua alimentação. O cultivo de raízes e legumes, juntamente com a caça, a pesca e a coleta, representa o conjunto das atividades produtivas que tornaram possível a adaptação da espécie humana em todas as regiões do planeta, mas foi a produção de grãos e a domesticação de animais que ampliaram essa capacidade adaptativa.

Imitando o ciclo anual da natureza, o homem descobriu as sementes que podia guardar a cada colheita e replantar no ano seguinte, quando seriam fertilizadas pela incidência solar e irrigadas pelas chuvas. As sementes dos grãos germinam e crescem. O homem colhe, debulha, seca e tritura os grãos para que eles se tornem seu alimento.

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Rituais de fertilidade

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Com o cultivo da terra pelo homem, surgiram os rituais de invocação de fertilidade para ajudar o crescimento das plantas e proporcionar uma boa colheita.

Na Grécia, por exemplo, Adônis era considerado o espírito dos cereais. Entre os rituais mais expressivos que o homenageavam estão os jardins de Adônis: na primavera, durante oito dias, as mulheres plantavam em vasos ou cestos sementes de trigo, cevada, alface, funcho e vários tipos de flores. Com o calor do sol, as plantas cresciam rapidamente e, como não tinham raízes, murchavam ao final dos oito dias, quando então os pequenos jardins eram levados, juntamente com as imagens de Adônis morto, para ser lançados ao mar ou em outras águas.

Os rituais de fertilidade perduraram através dos tempos. Na era cristã, mesmo que fossem considerados pagãos, não era mais possível acabar com eles. Segundo Frazer, é por esse motivo que a Igreja Católica, em vez de condená-los, os adapta às comemorações do dia de São João, que teria nascido em 24 de junho, dia do solstício.

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O dia de São João na Sardenha

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Conta Frazer que, no início do século XX, na Sardenha, os jardins de Adônis ainda eram plantados na festa do solstício de verão, que lá tem o nome de festa de São João: “No final de março ou 1º de abril, um jovem da aldeia se apresenta a uma moça, pede-lhe para ser a sua comare (comadre ou namorada) e oferece-se para ser o seu compare. O convite é considerado como honra pela família da moça e aceito com satisfação. No fim de maio, a moça faz um vaso com a casca de um sobreiro, enche-o de terra e nele semeia um punhado de trigo e cevada. Como o vaso é colocado ao sol e regado com freqüência, os grãos brotam com rapidez e, na véspera do solstício (véspera de São João, 23 de junho), já está bem desenvolvido. […] No dia de São João, o rapaz e a moça, vestidos com suas melhores roupas, acompanhados por uma grande comitiva e precedidos de crianças que correm e brincam, vão em procissão até uma igreja da aldeia. Ali quebram o vaso, lançando-o contra a porta do templo. Sentam-se em seguida em círculo na grama e comem ovos e verduras ao som da música de flautas. O vinho é misturado numa taça servida a todos, que dela vão bebendo, passando-a adiante. Em seguida dão-se as mãos e cantam ‘Namorados de São João’ (Compare e comare di San Giovanni) várias vezes, enquanto as flautas tocam durante todo o tempo. Quando se cansam de cantar, levantam-se e dançam alegremente em círculo até a noite” (Frazer, 1978, p. 133).

Outro aspecto que aproxima a festa de São João às de Adônis e Tamuz é o costume de tomar banhos no mar, em rios, nascentes ou no sereno na noite da véspera. Também perdura, desde os tempos antigos, o costume de acender fogueiras e tochas, que devem livrar as plantas e colheitas dos espíritos maus que podem impedir a fertilidade.

 

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As Comemorações Juninas no Brasil

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Na Europa, os festejos do solstício de verão foram adaptados à cultura local, de modo que em Portugal foi incluída a festa de Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua, em 13 de junho. A tradição cristã completou o ciclo com os festejos de São Pedro e São Paulo, ambos apóstolos da maior importância, homenageados em 29 de junho.

Quando os portugueses iniciaram o empreendimento colonial no Brasil, a partir de 1500, as festas de São João eram ainda o centro das comemorações de junho. Alguns cronistas contam que os jesuítas acendiam fogueiras e tochas em junho, provocando grande atração sobre os indígenas.

Mesmo que no Brasil essa época marcasse o início do inverno, ela coincidia com a realização dos rituais mais importantes para os povos que aqui viviam, referentes à preparação dos novos plantios e às colheitas. O período que vai de junho a setembro é a época da seca em muitas regiões do Brasil, quando os rios estão baixos e o solo pronto para enfrentar o plantio. Derruba-se a mata, queimam-se as ramagens para limpar o terreno, que é adubado com as cinzas, e a seguir começa o plantio. É a técnica da oivara, tão difundida entre os povos do continente americano.

Nessa época os roçados velhos, do ano anterior, ainda estão em pleno vigor, repletos de mandioca, cará, inhame, batata-doce, banana, abóbora, abacaxi, e a colheita de milho, feijão e amendoim ainda se encontra em período de consumo. Esse é um tempo bom para pescar e caçar. Uma série ritual, que dura todo o período, inclui um conjunto muito variado de festas que congregam as comunidades indígenas em danças, cantos, rezas e muita fartura de comida. Deve-se agradecer a abundância, reforçar os laços de parentesco (as festas são uma ótima ocasião para alianças matrimoniais), reverenciar as divindades aliadas e rezar forte para que os espíritos malignos não impeçam a fertilidade. O ato de atear fogo para limpar o mato, além de fertilizar o solo, serve principalmente para afastar esses espíritos malignos.

Houve, portanto, certa coincidência entre o propósito católico de atrair os índios ao convívio missionário catequético e as práticas rituais indígenas, simbolizadas pelas fogueiras de São João. Talvez seja por causa disso que os festejos juninos tenham tomado as proporções e a importância que adquiriram no calendário das festas brasileiras.

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As relações sociais e o compadrio

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Outro fato que ajuda a compreender a importância desses festejos está relacionado com a forma de sociabilidade que foi característica da sociedade brasileira. Desde o período colonial até meados do século XX, a maioria da população de todas as regiões do Brasil vivia no campo (até 1950, 70% da população brasileira vivia na zona rural; hoje, mais de 70% vive nas cidades). Fossem colonos e agregados das fazendas agrícolas ou vaqueiros em grandes fazendas de gado, fossem pescadores nas regiões litorâneas ou seringueiros na Amazônia, fossem sitiantes por esse Brasil afora, os brasileiros viviam integrados em grupos familiares, entendendo-se como família o conjunto de pais e filhos, tios e primos, avós e sogros.

As relações familiares eram complementadas pela instituição do compadrio, que servia para integrar outras pessoas à família, estreitando assim os laços entre vizinhos e entre patrões e empregados. Até mesmo os escravos podiam ser apadrinhados pelos senhores de terra.

Havia duas formas principais de tornar-se compadre e comadre, padrinho e madrinha: uma era, e ainda é, pelo batismo; a outra, por meio da fogueira. Nas festas de São João, os homens, principalmente, formavam duplas de compadres de fogueira: ficavam um de cada lado da fogueira e deveriam pular as brasas dando-se as mãos em sentido cruzado. Era comum recitarem versos como estes:

São João dormiu,
São Pedro acordô,
vamo sê cumpadre
que São João mandô.
(Nordeste sertanejo.)

Ou:
São João disse,
São Pedro confirmou,
que nosso Senhor Jesus Cristo mandou
a gente ser compadre
nesta vida e na outra também.
(Amazônia cabocla.)

Os laços de compadrio eram muito importantes, pois os padrinhos podiam substituir os pais na ausência ou na morte destes, os compadres integravam grupos de cooperação no trabalho agrícola e os afilhados eram devedores de obrigações aos padrinhos. A instituição beneficiava os patrões, que tinham um séquito de compadres e afilhados leais tanto nas relações de trabalho como nas campanhas políticas, quando se beneficiavam do voto de cabresto.

O compadrio ainda vigora em muitas localidades, mas o processo de urbanização que hoje atinge todas as regiões do país enfraquece essa instituição e promove diversas mudanças nas formas de sociabilidade. Atualmente, os favores (doações, pagamentos, promessas) têm sido mais importantes nas eleições do que a lealdade advinda dos laços de compadrio.

 

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As Comemorações Juninas no Brasil: São João em Caruaru e Campina Grande

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Hoje as festas juninas possuem cor local. De acordo com a região do país, variam os tipos de dança, indumentária e comida. A tônica é a fogueira, o foguetório, o milho, a pinga, o mastro e as rezas dos santos.

No Nordeste sertanejo, o São João é comemorado nos sítios, nas paróquias, nos arraiais, nas casas e nas cidades. A importância dessa festa pode ser avaliada pelo número de nordestinos e turistas que escolhem essa época do ano para sair de férias e participar dos festejos juninos. As cidades de Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Paraíba, são as que mais atraem gente curiosa em conhecer as maiores festas de São João do mundo.

Caruaru criou uma cidade cenográfica, a Vila do Forró, que é a réplica de uma cidade típica do sertão, com casas coloridas de arquitetura simples habitadas pela rainha do milho, pela rezadeira, pela rendeira, pela parteira. Ali há também correio, posto bancário, delegacia, igreja, restaurantes, teatro de mamulengo. Atores encenam nas ruas o cotidiano dos habitantes da região. O maior cuscuz do mundo, segundo o Livro Guinness de Recordes, é feito lá, numa cuscuzeira que mede 3,3 metros de altura e 1,5 metro de diâmetro e comporta 700 quilos de massa. Uma das grandes atrações da festa é o desfile junino na véspera de São João de mais de vinte carros alegóricos, carroças ornamentadas com cortejo de bacamarteiros, bandas de pífaros, quadrilhas, casamentos matutos e grupos folclóricos.

Campina Grande construiu um Forródromo que recebe todos os anos milhões de pessoas. Elas se divertem assistindo a apresentações do tradicional forró pé-de-serra, de quadrilhas, cantores, bandas e desfiles de jegues, participam de jogos e brincadeiras e deleitam-se com as comidas típicas vendidas nas barracas.

 

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Na Região Norte

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Na Amazônia cabocla, a tradição de homenagear os santos possui um calendário que tem início em junho, com Santo Antônio, e termina em dezembro, com São Benedito. Cada comunidade homenageia seus santos preferidos e padroeiros, com destaque para os santos juninos. São festas de arraial que começam no décimo dia depois das novenas e nas quais estão presentes as fogueiras, o foguetório, o mastro, banhos, muita comida e folia.

No eixo Belém/Parintins/Manaus, desde os tempos coloniais, a criação do boi, introduzida pelos portugueses, deu lugar a manifestações culturais que lhe são típicas: o boi-bumbá, dançado em diversas ocasiões, transformou-se atualmente em grande espetáculo, cujo ápice é a disputa entre os grupos Caprichoso e Garantido no Bumbódromo de Parintins, nos dias 28, 29 e 30 de junho.

 

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No Sudeste

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A tradição caipira, especialmente a do Sudeste do Brasil, caracteriza-se pelas festas realizadas em terreiros rurais, onde não faltam os elementos típicos dos três santos de junho. Mas elas também se espalharam pelas cidades e hoje as festas juninas acontecem, principalmente, em escolas, clubes e bairros. Como em outras partes do Brasil, o calendário das festas paulistas destaca os rodeios e as festas de peão boiadeiro como eventos ou espetáculos mais importantes, que se realizam de março a dezembro.

As festas juninas, com maior ou menor destaque, ainda são realizadas em todas as regiões do Brasil e representam uma das manifestações culturais brasileiras mais expressivas.

 

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Brincadeiras típicas

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Época de Festa Junina é tempo bom para brincar! Junto com os tradicionais jogos nas barracas, como Pescaria, Argolas e Toca do Coelho, são muito populares também as gincanas, com os mais variados jogos de terreiro: Corrida de sacos, Ovo na colher, Corrida de três pés e muitos outros. São brincadeiras que reúnem a família, integram turmas e divertem gente de todas as idades! Veja como realizar os jogos mais conhecidos:

 

Pesca da maçã
Cada competidor tem à sua frente um balde grande, cheio de água e com uma maçã boiando. Suas mãos devem ficar para trás e, ao aviso do juiz, deve tentar pegar a maçã com a boca. O primeiro que tirar a maçã da água e colocar na mão do juiz é o vencedor.

 

Ovo na colher
Cada competidor deve equilibrar, segurando com a boca, uma colher com um ovo em cima. Todos partem em direção à linha de chegada a partir do apito do juiz. Os que derrubarem o ovo no caminho são desclassificados. Ganha quem alcançar primeiro a linha de chegada com o ovo na colher. Dica: para evitar sujeira, os ovos devem ser cozidos.

 

Carrinho de mão
Essa brincadeira é feita em duplas: um competidor é o carrinho e o outro é o motorista (que segura as pernas do “carrinho”, e este fará a corrida com as mãos). As duplas ficam alinhadas até o sinal do juiz e vencem aqueles que alcançarem primeiro a linha de chegada.

 

Corrida de funis
Em uma corda comprida, introduzir dois funis com a parte mais estreita voltada para um laço feito no centro. Os funis devem ser estar um em cada ponta e os jogadores ficam atrás deles, voltados para o centro da corda. O objetivo é soprar os funis até o laço: ganha quem fizer isso primeiro.

 

Corrida do saci
Os competidores ficam lado a lado, voltados para a linha de chegada. Ao apito do juiz, todos devem sair pulando em um pé só. Quem trocar de pé no meio do caminho é desclassificado.

 

Corrida de sacos
Podem ser usados sacos de lixo, de cebola ou de batata. Dentro de cada saco, um competidor. Todos dão a largada ao sinal do juiz, pulando. O primeiro que alcançar a linha de chegada será o vencedor.

 

Corrida de três pés

Também é feita em duplas: lado a lado os integrantes de cada dupla têm uma perna amarrada à do amigo. Juntos, eles precisam alcançar a linha de chegada, a partir do apito do juiz. Vale correr ou pular, mas se a dupla se soltar está desclassificada!

 

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COMIDAS TÍPICAS DE FESTA JUNINA

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Toda Festa Junina deve contar com os pratos típicos, pois eles fazem parte da tradição desta importante festa da cultura popular brasileira. São doces, salgados e bebidas que estão relacionados, principalmente, à cultura do campo e da região interior do Brasil. Podemos destacar que muitos cereais (milho, arroz, amendoim) estão na base de grande parte das receitas destas comidas. O coco também aparece em grande parte das receitas, principalmente dos doces.

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As principais bebidas e comidas de Festa Junina:

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  • Arroz Doce
  • Bolo de Milho Verde

  • Baba de moça

  • Biscoito de Polvilho

  • Pipoca

  • Curau

  • Pamonha

  • Canjica

  • Milho Cozido

  • Suco de milho verde

  • Quentão (bebida feita com gengibre, pinga e canela)

  • Biscoito de Polvilho

  • Batata Doce Assada

  • Bolo de Fubá

  • Bom-bocado

  • Broa de Fubá

  • Cocada

  • Cajuzinho

  • Doce de Abóbora

  • Doce de batata-doce

  • Maria-mole

  • Pastel Junino

  • Pé de moleque

  • Pinhão

  • Cuzcuz

  • Quebra Queixo

  • Quindim

  • Rosquinhas de São João

  • Vinho Quente

  • Suspiro

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Observações sobre Comidas e Bebidas Juninas

 

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Produtos agrícolas genuinamente americanos, como milho, amendoim, batata-doce e mandioca, cultivados pela população indígena, tornaram-se a base da alimentação dos brasileiros. Os portugueses trouxeram a tecnologia, como o forno de fazer farinha, e costumes – modo de preparo dos pratos e temperos variados – que provocaram mudanças no processamento desses produtos. Hoje eles constituem o cardápio básico das festas juninas, acrescentando-se produtos regionais como o pinhão sulino, as castanha-de-caju e a do pará.

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DICA

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Se a festa vai ser organizada por todos da família, uma boa opção é criar uma lista com os quitutes juninos mais tradicionais (incluindo as bebidas) e passar entre os convidados escolherem quem vai fazer ou trazer cada item. Isso amplia a variedade de guloseimas e todos podem provar receitas diferentes.

Mas se você decidiu organizar e “bancar” a festa sozinho, fica mais fácil saber tudo o que vai precisar para o consumo dos seus convidados se usar nossa Calculadora de Quantidades, que mostra o volume médio de compras de acordo com o número de pessoas.

Ah, e para quem gosta de por a mão na massa, selecionamos receitas juninas fáceis e deliciosas, que todo mundo pode preparar rapidinho e deixar seu arraial ainda mais gostoso.
As comidas juninas são de dar água na boca
Conta a história que as comemorações juninas surgiram na época pré-gregoriana, em comemoração à fartura das colheitas, no solstício de verão, quando realizava-se uma grande festa pagã para agradecer a fertilidade da terra. Essa festa era realizada no dia vinte e quatro de junho.

Aos poucos, a festa foi sendo difundida por todo o Brasil, tendo chegado ao nosso país através da colonização dos portugueses.

Nessa data, o milho está em evidência em nossas plantações, sendo a base de todos os alimentos consumidos nas festas juninas.

Dentre tantos pratos deliciosos podemos destacar a canjica, o curau, a pipoca, a pamonha, o bolo de milho, o caldo de milho, milho cozido, dentre outros. Porém, não são apenas esses alimentos que compõem a culinária da festa.

Dependendo da região onde é realizada, a festa junina apresenta um caráter peculiar com a cultura da localidade.

Várias são as opções para se fazer uma boa festa junina. O mané-pelado é um bolo feito de mandioca crua, ralada; a paçoquinha é feita de amendoim torrado, bolacha de maisena e leite condensado; a maçã do amor é uma maçã mergulhada em calda de açúcar, com um cabo de palito de picolé; bolo de coco; cachorro-quente, o delicioso pãozinho com molho e salsicha; pé de moleque, feito com rapadura e amendoim torrado; pinhão cozido, uma castanha característica do sul e o famoso quentão, feito com gengibre, canela e pinga.

As festas juninas são conhecidas como características da Igreja Católica Apostólica Romana, por manter culto de veneração a três santos: São João, Santo Antônio e São Pedro.

Dessa cultura religiosa surgiram as quermesse ou festas de barraquinhas, onde são vendidos esses deliciosos alimentos, além de artesanatos, a fim de arrecadar verbas para as benfeitorias da igreja.

Essas festas também são conhecidas como festas de caridade e durante sua realização acontecem várias brincadeiras, também para se arrecadar fundos. São feitos pequenos leilões de alimentos, nos quais os lances chegam a valores bem maiores que os das prendas, mas somente para levar animação ao momento, além de fazer a doação para a igreja.

Mas o importante mesmo é se divertir e comer as delícias das festas juninas.

 

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RECEITAS

 

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Comidas e Bebidas Juninas

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Produtos agrícolas genuinamente americanos, como milho, amendoim, batata-doce e mandioca, que eram cultivados pela população indígena, tornaram-se a base da alimentação dos brasileiros. Os portugueses trouxeram a tecnologia, como o forno de fazer farinha, e costumes – modo de preparo dos pratos e temperos variados – que provocaram mudanças no processamento desses produtos.

Hoje eles constituem o cardápio básico das festas juninas, acrescentando-se produtos regionais como o pinhão sulino e as castanhas de caju e do pará.

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Arroz doce

Arroz lavado;
Leite;
açúcar (ou leite condensado);
canela em pau;
raspas de limão ou laranja;
canela em pó.
Cozinhe o arroz na água com a canela em pau e, se quiser, com as raspas de limão ou laranja. Depois de cozido, acrescente o leite quente e o açúcar ou leite condensado. Salpique canela em pó.

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Barra de Pipoca Junina (receita)

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Ingredientes

 

2 xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de água
2 colheres (sopa) de GLICOSE
2 colheres (sopa) de AMENDOIM

120g de PIPOCA YOKI estourada

 

Modo de Preparo
1. Torre e descasque o Amendoim .

Reserve.

 

  1. Faça uma calda a ponto de fio com a água, o açúcar e a Glicose Yoki.

Retire a calda do fogo, coloque o amendoim reservado e a Pipoca.
Misture até que a pipoca e o amendoim fiquem envolvidos pela calda.
3. Coloque em uma forma 28 x 18 cm, espalhe a pipoca e pressione com um rolo de macarrão.
4. Deixe esfriar e corte em barra ou quadrados.

 

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Bolinhos de milho (seco)

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“Deitam-se ovos em uma vasilha, quantos se queira, uns com claras, outros sem elas, coloca-se açúcar, canela e erva-doce, tudo em quantidade que parecer conveniente. Bate-se bem tudo com colher de pau; após ser batido, põe-se a farinha de milho de modo que a massa fique um pouco mole; depois lança-se farinha de trigo até endurecer a massa. Após colocar a farinha de milho, põe-se também uma porção de banha de porco misturada com a manteiga derretida, fazendo-se a massa dura como para biscoitos. Sova-se bem sobre uma mesa. Estendem-se e arruma-se os biscoitos em bacias para irem ao fogo”, registra Gilberto Freyre.

 

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Bolo de amor

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“Toma-se meio quilo de açúcar em calda no ponto do espelho (calda grossa) no qual se deitam dezoito gemas de ovos mexendo-se sempre até ficar em massa compacta; quando estiver frio, fazem-se os bolinhos que se polvilham com farinha de trigo ou fubá mimoso. Estes bolinhos vão ao forno em tabuleiros de folhas-de-flandres. Depois de prontos, polvilham-se os bolos com açúcar e canela”, registra Gilberto Freyre.

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Bolo de bacia

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“Ingredientes: um quilo de massa de mandioca bem lavada, espremida e peneirada, seis ovos, três xícaras de leite de coco puro, três xícaras de açúcar, duzentas e cinquenta gramas de manteiga. Modo de fazer: Bate-se bem a manteiga com o açúcar, junte as gemas bem batidas, as claras em neve e o leite de coco. Mistura-se tudo, bem misturado, batendo-se sempre. Em seguida, junte a massa. Sal a gosto. Unte a forma com bastante manteiga, despeje a massa do bolo e leve ao forno quente”, receita de dona Lígia de Souza Leão Maia, do Recife.

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Bolo de batata-doce

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1 quilo de batatas-doces cozidas e amassadas;
3 xícaras de açúcar refinado;
4 gemas;
leite puro de 1 coco;
120 gramas de manteiga;
100 gramas de castanhas-do-pará torradas e moídas;
1 xícara de farinha de trigo;
1 colher de chá de fermento;
2 claras em neve.
Misture a batata-doce com todos os ingredientes. Se ficar pesado, junte um pouco de leite de vaca. Bata bem e coloque, por último, as claras em neve.

Forno quente em fôrma untada.

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Bolo cabano

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Leite de dois cocos com uma xícara d’água morna bem cheia. Oito ovos, sendo três com as claras e cinco sem claras. Os ovos devem ser muito bem batidos. Meio quilo de açúcar e meio quilo de farinha de trigo. Bater bem. Forno quente.

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Bolo de fubá

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1 xícara e meia de açúcar;
1 xícara e meia de farinha de trigo;
1 xícara de fubá;
1 xícara de óleo;
1 xícara de leite;
1 colher de fermento;
3 ovos;
1colher de chá de erva-doce.
Bata todos os ingredientes e leve ao forno para assar, de preferência numa forma com buraco no meio.

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Bolo de fubá cozido

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2 xícaras de chá de fubá;
2 xícaras de chá de açúcar;
2 xícaras de chá de leite;
2 colheres de sopa cheias de manteiga;
uma colher de chá de erva-doce;
4 cravos-da-índia;
1 rama de canela e 1 pitada de sal.
Faça um mingau com todos os ingredientes, mexendo sempre até ficar solto da panela. Deixe esfriar.

4 ovos;
1 colher de sopa bem cheia de fermento em pó;
1 xícara de chá de leite;
1 pires de queijo parmesão ralado.

Bata as claras em neve e adicione as gemas batendo um pouco mais. Junte ao mingau já frio, adicione o fermento em pó dissolvido no leite e o queijo parmesão ralado.

Leve ao forno quente em fôrma untada com manteiga.

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Bolo de macaxeira

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1 quilo de macaxeira crua ralada;
1 coco ralado;
½ litro de leite;
1 colher de sopa de manteiga;
açúcar a gosto.
Misture tudo e leve ao forno em fôrma untada.

 

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Bolo de milho

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500 gramas de milho para angu;
1 colher de chá de erva-doce;
2 cocos;
250 gramas de açúcar refinado;
3 xícaras de água quente para retirar o leite dos cocos;
sal a gosto;
2 colheres de sopa de fubá.

Cozinhe o gramas de milho para angu no leite de coco. Depois de cozido, acrescente os outros ingredientes e leve a assar em tabuleiros untados.

Depois de assado, corte em retângulos.

 

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Bolo de milho elétrico

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1 lata de milho sem água;
1 medida da lata de açúcar;
1 medida da lata de milho de leite de coco;
1 medida da lata de flocos de milho;
3 ovos inteiros;
1/2 pote pequeno de margarina.

Bata bem o milho (sem a água) com o leite de coco e os ovos no liqüidificador, acrescente os demais ingredientes, um por vez, batendo sempre até formar uma massa homogênea.

Asse em forno regular, em fôrma bastante untada e polvilhada. Assim que desenformar, polvilhe açúcar peneirado por cima do bolo ainda quente.

 

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Bolo de milho seco

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Passada a safra de milho, este cereal continua participando de nossa alimentação, através do munguzá, do cuscuz e do bolo de milho seco, servido na ceia e que é feitos assim, conforme receita recolhida por Gilberto Freyre: “Uma xícara de açúcar, doze ovos, sendo seis claras e seis sem elas, meio quilo de manteiga, dez colheres de sopa de fubá de milho e dez de farinha de trigo. Forno quente. Forma amanteigada”.

 

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Bolo de nata

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“Ingredientes: Uma xícara de nata, duas de açúcar, duas de leite, duas de farinha de trigo, três ovos, quatro colherinhas de pó Royal. Modo de fazer: Mistura-se a nata com o açúcar até ficar como um creme; põe-se o leite e, em seguida, a farinha de trigo, depois os ovos bem batidos e, por último, o pó Royal. Assa-se em forno brando, em forma untada com manteiga”, conforme receita de dona Denise Wanderley Cadete, do Recife.

 

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Bolo-de-rolo Pernambuco

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“Tomam-se duzentas e cinquenta grams de manteiga, duzentas e cinquenta gramas de farinha de trigo, meia lata de goiabada e cinco ovos. Modo de fazer: Bate-se o açúcar com a manteiga. Depois de bem batido, vão-se botando os ovos, um a um, e por último a farinha de trigo. Depois de bater bem, bota-se a massa na assadeira que deve estar bem untada de manteiga. Tira-se do forno, despeja-se num guardanapo e deita-se sobre a massa uma camada de doce, que já deve estar derretido. Enrola-se depressa a massa sobre o doce. Forno quente”, registra Gilberto Freyre.

 

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Bolo de milho verde

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6 espigas de milho verde;
2 xícaras de chá de leite;
2 colheres de sopa de margarina derretida;
2 xícaras de chá de açúcar;
quatro ovos;
uma colher de café de canela em pó;
uma colher de sobremesa de fermento em pó.
Retire os grãos de milho verde com uma faca afiada, cortando-os rente ao sabugo. Coloque o milho e o leite no liquidificador e bata muito bem. Junte os ovos, o açúcar, a canela e a margarina, batendo até ficar uma mistura homogênea. Finalmente acrescente o fermento.

Unte muito bem uma assadeira com margarina. Leve ao forno por aproximadamente 40 minutos. Deixe esfriar durante duas a três horas e corte em quadradinhos.

 

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Bolo de Santo Antonio

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250 gramas de farinha de trigo;
250 gramas de manteiga;
8 ovos;
250 gramas de açúcar;
10 gramas de erva-doce;
100 gramas de castanha-do-pará assada sem casca.
Misture o açúcar com a manteiga até ficarem bem ligados, acrescente a erva-doce e vá colocando as gemas uma a uma, mexendo sempre. Bata bastante e, por fim, junte a farinha de trigo.

Asse em fôrma redonda, untada e forrada com papel vegetal, também untado. Forno regular.

Com as claras, faça uma massa de suspiro e cubra o bolo depois de assado, enfeitando-o com castanhas.

Volte ao forno para o suspiro dourar.

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Bolo de São João

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Uma tigela de massa de mandioca lavada;
14 gemas de ovos;
meio quilo de açúcar;
100 gramas de manteiga;
1 xícara de leite de coco.
Bata as gemas e, quando estiverem bem batidas, acrescente 100 gramas de manteiga e 1 xícara de leite de coco sem água. Junte os demais ingredientes e continue a bater até que tudo esteja bem ligado.

Leve ao forno regular numa assadeira untada com manteiga.

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Bolo de São João (outra receita)

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Bolo este próprio da época dos festejos juninos. Esta receita foi recolhida por Gilberto Freyre e é assim. “Ingredientes: Uma tijela de massa de mandioca lavada; quatorze gemas de ovos, meio quilo de açúcar. Modo de fazer: Quando estiverem os ovos bem batidos, batem-se cento e vinte gramas de manteiga e uma xícara de leite de coco sem água. Junta-se tudo e continua-se a bater até que ligue bem. Vai ao forno regular numa forma untada com manteiga”.

 

COMIDAS-MESA-CANJICAE
Canjica de milho verde

COMIDAS-MESA-CANJICAE

12 espigas de milho verde
leite de coco
açúcar
manteiga a gosto
chá de erva-doce a gosto

Ralar o milho, passar por uma peneira. Juntar o leite de coco e o açúcar e levar ao fogo mexendo sempre até cozinhar bem (uma hora mais ou menos). Juntar a manteiga (se quiser), sirva-se acompanhado de gostoso café.

 

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Bolo Souza Leão

1 quilo de açúcar;
4 cocos;
2 quilos de mandioca mole;
400 gramas de manteiga;
5 xícaras de água;
12 gemas;
sal.
Desmanche a mandioca em bastante água. Peneire. Ponha num saco grande e lave exageradamente, até perder completamente a goma. Esprema e pese um quilo. Coloque a massa em uma tigela grande e “machuque” as gemas uma a uma. Reserve.

Com três xícaras de água quente, retire o leite dos cocos e acrescente à massa. Faça uma calda rala com o açúcar e duas xícaras de água, desmanche nela a manteiga e despeje quente na massa, aos poucos, mexendo com uma colher de pau. Tempere com sal.

Peneire e leve a assar em fôrma untada. Forno quente. Está assado quando, introduzindo um palito no bolo, ele saia melado com uma massa ligada, como grude.

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Broa de fubá

700 gramas de farinha de trigo;
300 gramas de fubá;
150 gramas de açúcar;
150 gramas de margarina;
10 gramas de sal (1 pitada);
100 gramas de fermento de pão;
erva-doce
Numa bacia, coloque a farinha e, fazendo no centro uma cova, junte o fermento desmanchado em um pouco de água ou leite (vai dobrar de volume). Acrescente o sal, o açúcar, o fubá, a margarina e a erva-doce. Misture e bata bem. Deixe descansar por 40 minutos.

Faça então as broinhas do formato que quiser e deixe crescer já na fôrma untada com manteiga e farinha de trigo ou fubá.

Depois de crescerem, leve ao forno a 200 graus.

 

COMIDAS-MESA-CANJICAE

Canjica ou munguzá

COMIDAS-MESA-CANJICAE

Milho próprio para canjica;
Leite;
canela em pau;

Opcionais: casquinhas de limão ou laranja, leite condensado, coco ralado, amendoim torrado.
Deixe o milho da canjica de molho na água de preferência de um dia para outro. Cozinhe em água suficiente na panela de pressão por mais ou menos 20 minutos com a canela em pau e, se quiser, as casquinhas de limão ou laranja.

Depois de cozido, acrescente o leite quente e o açúcar (ou leite condensado) e deixe ferver mais um pouco (querendo, pode-se pôr também coco ralado e amendoim torrado).

Canjica pernambucana

25 espigas de milho verde;
1 xícara de leite de coco grosso;
4 litros de leite de coco ralo;
3 xícaras de açúcar refinado;
1 colher de sopa de manteiga;
1 colher de sopa rasa de sal;
1 xícara de chá de erva-doce;
Opcional: 50 gramas de queijo de manteiga ralado.

Rale as espigas e lave a massa com parte do leite ralo em peneira finíssima. Passe na máquina de carne (peça sem dente) ou no liquidificador. Junte o resto do leite ralo e leve ao fogo, mexendo sempre com colher de pau.

Depois de meia hora de fervura, acrescente os outros ingredientes e, por último, o leite grosso. Cozinhe com fervura constante, sempre mexendo.

Despeje em pratos e polvilhe com canela em pó.

 

CURAUMENOR
Curau

CURAUMENOR

Espigas de milho verde;
Açúcar;
água (ou leite);
canela em pó.
Retire o milho da espiga com uma faca, rale-o ou bata-o no liquidificador e passe-o em peneiras finas, apertando bem com uma colher para obter o suco. Junte o açúcar e leve ao fogo, acrescentando água ou leite e mexendo sempre com uma colher de pau, até que o creme fique totalmente cozido.

Despeje em recipientes untados com água fria e salpique canela em pó.

Dica: Com o farelo que sobrou na peneira ao preparar o curau, aproveite para fazer bolinhos de milho verde fritos. Basta acrescentar ovos, sal, um pouco de óleo e uma pitada de fermento. Com uma colher, em panela com óleo quente, vá fritando pequenas quantidades de massa.

 

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Cuscuz de milho

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250 gramas de flocos de milho;
1 coco raspado;
sal a gosto;
água.
Com a água salgada, umedeça os flocos de milho, misture bem e leve a cozinhar no cuscuzeiro. Ou faça o seguinte: ferva água numa chaleira; coloque a massa em um pires, formando montes; cubra com um guardanapo úmido, amarre embaixo do pires e tampe com ele a boca da chaleira.

Em 10 a 15 minutos o cuscuz estará cozido. Deixe esfriar e ensope-o com leite de coco açucarado e com um pouquinho de sal.

Leve ao fogo e mexa sempre até ferver.

Grude

1 quilo de goma (polvilho);
250 gramas de coco raspado;
1 colher de café de sal.
Lave a goma até tirar o azedo, passe por um tecido fino e seque, colocando um pano sobre ela. Quando estiver apenas úmida, passe numa peneira e junte o coco e o sal, misturando bem para a massa ficar ligada.

Leve para assar no forno em assadeira.

 

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Pamonha DOCE

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Fazer pamonha no interior é sempre um acontecimento festivo que reúne familiares, vizinhos e amigos. Todos dividem as tarefas e trabalham num clima de muita alegria e empolgação.

Espigas de milho verde;
Leite;
Banha;
açúcar (se for pamonha doce) e sal (se for pamonha salgada).

Reservar boas palhas de milho para fazer os saquinhos das pamonhas e também para amarrá-las.

Descasque e rale as espigas de milho, raspando os sabugos com uma colher. Acrescente o leite, a banha quente em quantidade suficiente para uma massa consistente e tempere com açúcar ou com sal.

Coloque a massa em cada saquinho feito da palha, amarre-os e leve para cozinhar em um caldeirão com água fervente. Cubra com sabugos para que as pamonhas afundem na água, proporcionando cozimento homogêneo.

Dica: na pamonha salgada, pode-se acrescentar, em cada uma, pedaços de queijo fresco.

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Pamonha com coco

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25 espigas;
2 e ½ xícaras de açúcar refinado;
leite grosso de 2 cocos;
leite ralo de 2 cocos (7 xícaras);
1 xícara de chá de erva-doce;
1 colher de sopa de manteiga derretida;
cascas de milho verde em formato de saquinhos.
Rale o milho. Com a metade do leite do coco ralo, lave a massa e passe-a por peneira mais grossa do que a da canjica. Acrescente o restante dos ingredientes.

Encha os saquinhos feitos com as palhas, amarre-os com tiras finas de palha e leve a cozinhar em bastante água fervente com um pouquinho de sal.

 

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Pamonha (salgada)

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Ingredientes:

 

8 espigas de milho com palha
2 colheres de sopa de manteiga
1/2 linguiça calabresa
3 fatias grossas de queijo minas ou meia cura em cubos

salsinha

1/2 colher de café de cominho

sal e

pimenta

 

Modo de preparar
Primeiro retire a folha das espigas de milho com cuidado. As palhas inteiras são escaldadas em água fervente só até ficarem flexíveis. Corte o milho nas duas extremidades para conseguir tirar três palhas e dispense o resto.
Para fazer a massa, corte a espiga no meio para facilitar a retirada dos grãos, que é feita com auxílio de uma faca.  Bata o milho no liquidificador. Coloque a massa na tigela e misture com a manteiga derretida ainda quente para evitar que a pamonha fique seca.
O toque diferente do chef é acrescentar queijo em cubinhos, salsinha picada e a linguiça. Frite a calabresa picada antes de acrescentar na massa.  Depois adicione o cominho, a pimenta e o sal.
Para montar, com a palha já umedecida, dobre ao meio duas vezes como se fosse um copinho. A palha é recheada quase até encher, mas deixe espaço porque aumenta ao cozinhar. Com a segunda folha, feche o pacotinho da pamonha. Passe o barbante e dê um nó.
Cozinhe as pamonhas em água com sal por 30 minutos.

 

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Pé-de-moleque

1 quilo de amendoim cru e com casca;
2 copos de açúcar;
1 colher de café de bicarbonato.
Leve uma panela ao fogo com o amendoim e o açúcar e vá mexendo com uma colher de pau para torrar. Quando estiver caramelado, apague o fogo e jogue o bicarbonato.

Mexa bem e jogue numa superfície de mármore devidamente untada com manteiga.

Deixe esfriar e quebre os pedaços.

Pé-de-moleque da Amazônia

1 quilo e meio de massa de mandioca mole;
2 cocos;
600 gramas de açúcar refinado;
5 gramas de cravo torrado;
5 gramas de erva-doce torrada;
1 litro de água quente
300 gramas de castanhas castanhas-do-pará torradas e moídas
100 gramas de castanhas-do-pará torradas (para enfeitar);
2 ovos inteiros
2 gemas
1 colher de sopa de manteiga derretida.
Desmanche a massa na água; peneire e lave até perder o azedo. Esprema e pese 1 quilo. Retire o leite dos cocos com toda a água e junte à massa com o restante dos ingredientes. Enfeite com castanhas inteiras.

Fôrma untada e forno quente.

Esta receita também pode ser feita de maneira mais simples, Com macaxeira cozida e assada, castanha-do-pará, açúcar e Erva-doce. Misturar bem todos os ingredientes e fazer pequenas
Porções redondas e achatadas. Levar à chapa do fogão à lenha. O resultado é uma espécie de bolacha torrada por fora e macia por dentro. Essa é uma das delícias culinárias típicas das populações ribeirinhas da Amazônia

 

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Pé-de-moleque de rapadura

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1 rapadura pura;
1/2 quilo de amendoim torrado sem casca, ligeiramente moído ou passado no liquidificador;
1 xícara de café de leite;
1 pedaço médio de gengibre cortado miúdo.
Pique bem a rapadura e leve ao fogo para derreter juntamente com o leite e o gengibre, mexendo com uma colher de pau. Quando desmanchar e formar um melado, coloque um pouco deste numa xícara com água se estiver no ponto, formará uma bolinha consistente.

Apague o fogo, acrescente o amendoim e bata bem. Quando o fundo da panela começar a ficar esbranquiçado, despeje numa superfície de mármore untada com manteiga.

Deixe esfriar e corte os pés-de-moleque.

 

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Pipoca doce

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1 xícara de chá de milho de pipoca;
1 xícara de açúcar;
1 xícara de chá de água;
½ xícara de óleo.
Misture bem os ingredientes até formar uma calda. Tampe a panela e deixe a pipoca estourar.

Depois de pronta, despeje-a numa assadeira e deixe esfriar para ficar crocante.

 

Pipocabranca

Pipoca salgada

Pipocabranca

1 xícara de chá de milho de pipoca;
½ xícara de óleo;
sal.
Numa panela ou pipoqueira, coloque o milho de pipoca com um pouco de óleo. Tampe a panela, dando umas sacudidelas para que os grãos estourem. Acrescente sal e misture bem.

 

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Sopa de milho verde

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20 espigas de milho verde;
5 espigas de milho maduro;
1 quilo de costelinha de boi;
temperos secos a gosto;
sal;
vinagre;
coentro;
cebolinha;
2 dentes de alho amassados;
4 tomates picados;
2 cebolas picadas;
1 pimentão picado;
2 colheres de sopa de extrato de tomate.
Rale os 5 milhos maduros e reserve. Em um caldeirão, refogue as costelinhas com todos os temperos secos e verdes e junte os grãos dos milhos ralados e as outras espigas de milho. Cubra tudo com bastante água e deixe em fogo brando até que as espigas estejam cozidas.

É preciso mexer constantemente, pois os grãos ralados descem ao fundo do caldeirão. Observe sempre a água para que o milho cozinhe bem.

 

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Tapioca

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Goma;
Sal a gosto;
Coco ralado.
Lave bem a goma para tirar todo o azedo. Deixe secar numa vasilha coberta com um guardanapo e, quando estiver úmida, passe na peneira.

Ponha sal com muito cuidado, pois ela salga com facilidade.
Leve uma frigideira ao fogo e, quando estiver bem quente, acrescente uma xícara ou um punhado da goma e espalhe com a mão mesmo em toda a superfície da frigideira. Espalhe por cima um pouco de coco ralado e polvilhe sobre o coco um pouco de goma.

Quando estiver levantando dos lados, retire e feche em forma de papel.

Para assar na fogueira

Batata-doce

Embrulhe em papel-alumínio e coloque na fogueira para cozinhar. Depois de cozida, abra ao meio e cubra com manteiga ou queijo catupiry.

Cebola do reino

Embrulhe em papel-alumínio e coloque na fogueira para cozinhar. Depois de cozida, corte em pedaços e tempere com azeite de oliva.

Fonte: http://www.festajunina.com.br

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Os balões

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Mal se aproxima o dia 13, e já se alça nos céus o primeiro balão. É como um aviso: Santo Antônio às portas! E os garotos capixabas, geralmente em pequenos grupos, dão início, insofridos, ao preparo dos seus coloridos balões. Fazem-nos caprichosamente de variados formatos: balão comum, de seis, oito, dez ou mais gomos; balão charuto, esguio, espichado, que ginga no ar quando sobe; o zepelim, de duas pontas, que precisa ter altura bastante para que o fogo da bucha não queime o teto do balão; o cebola, quase redondo, inchado, vistoso como quê; a cruz e o boneco, que devem ser soltados de dia, para melhor serem vistos e apreciados… uma variedade infinita de balões que, durante todo o mês de junho, pontilham o céu, em louvor dos três santos mais populares do nosso folclore: Santo Antônio, São João e São Pedro.
A subida, a queima e a queda dos balões dão motivo a manifestações tipicamente folclóricas. O grito da gurizada – balão!! balão!!, clamor incoercível, jubiloso, brado que sempre anuncia e saúda a subida imponente dos balões. Há magotes de moleques, perversos, desejosos de furar o balão dos outros, com pedras e ao grito de tasca! – procuram atingir o balão luminoso, quando sobe aos ares, ou quando, sem forças retorna à terra. Tascar balão é, aliás, o divertimento maior desses pequeninos sádicos. Os guris, porém, preferem implorar, olhando o céu, cobiçosos: cai, cai, balão! cai, cai, balão! aqui na minha mão! variante reduzida desta cantiga velha que ainda se ouve em Vitória:

Cai, cai, balão!
Cai, cai, balão!
Na rua do Sabão!
Não cai não,
Não cai não,
Não cai não,
Cai aqui na minha mão!

Há, também, uma pega pouco decente, que consiste em perguntar ao simplório: quando o balão se queima no ar, o que é que cai primeiro? Se a resposta é o gás! – pra quê! ressoa de pronto a frase injuriosa, entre a risada mordaz da molecada toda…

Prende-se aos balões uma das nossas sortes ou crendices joaninas. No dia 23, à noite, os namorados ao verem soltar um balão, fazem em voz alta, um pedido ou promessa ao santo milagreiro. Se o balão subir, o recado por ele chegará até os ouvidos de São João. Se, porém, o balão não subir, ou pegar fogo, – que pena! – não conseguirão ainda o que intentam.

Santo Antônio, São João e São Pedro já lá se foram. Mas, nos céus de Vitória, à noite, aqui e ali, por toda a parte, ainda julgamos ver o rasto cintilante dos balões que festivamente se elevaram aos ares, ao sopro vivificador e constante das belas tradições da nossa terra e da nossa gente.
http://arraiaicaipira.zip.net
(NEVES, Guilherme Santos. In Folclore. Vitória, ano 1, nº 3, novembro-dezembro de 1949)
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Oração dos baloeiros

baloesnnn

Creio em Deus todo poderoso
Creio no sol, na chuva, no vento
E na polícia que mantém a ordem
Creio no papel 2ª via, rotativo estrangeiro ou nacional
Creio na cola, no barbante encerado ou parafinado
Creio na flecha, no verga; hão, no saco e no algodão
Creio na guia, na lanternagem e no sebo
Creio no gás, no maçarico e na turma que ajuda
Creio até no que vem do além

Mas livrai-me da chuva do vento e da polícia, também.
(Folheto distribuídos por ocasião do lançamento dos balões, registrado por Sandra Maria Corrêa de Sá Carneiro em Balão no céu, alegria na terra)

FOGUEIRASSSSSSSS

As fogueiras

FOGUEIRASSSSSSSS

As comemorações juninas tradicionais no Brasil são um entrelaçamento de paganismo e cristianismo. Dificilmente serão modificadas, pois a força da tradição já contando séculos, é influente e as aculturações nem sempre se processam no sentido místico.

A fogueira de São João possui simbolismo profundo. É uma reminiscência do culto do fogo.

Segundo os judeus, o fogo teve origem celeste.

Conta o Antigo Testamento que, estando no monte Sinai à espera que Deus lhe aparecesse, Moisés viu arder em chamas, espontaneamente, a sarsa que cobria a terra. Esse fato é conhecido como “a sarsa ardente”.

Como holocausto, foi o fogo usado por Abraão quando, por ordem de Jeová, preparou seu filho Isaac para o supremo sacrifício.
Considerado pelos antigos como o mais nobre elementos da natureza, (eram eles em número de quatro: terra, água, fogo e ar) o fogo representava a imagem viva do sol e, como este, possuía culto próprio. Teve altares, sacerdotes e sacrifícios.

Para os persas, o fogo era “um ser celeste, chefe do mundo puro e filho do grandes deus Ormozd e o seu culto é ainda encontrado entre os quebros e parsis. Zoroastro exigia que se lhe conservasse a pureza proibindo até a incineração dos mortos”.

Os gregos distinguiam nele duas personalidades distintas, às quais chamavam Hefaistos – o fogo industrial – Héstia – a deusa do fogo. Na Trácia, os sacerdotes do Caucaion só praticavam o sacrifício do fogo. Enquanto Orfeu diz as palavras de iniciação a um discípulo, filho de Delfos, “os sacerdotes giram em volta do altar cantando o hino do fogo”.

Segundo Orfeu, “sóis, estrelas, terras e luas, cada astro tem a sua alma e todas brotaram do fogo celeste de Zeus e da luz primitiva (…) a beleza celeste encarnar-se-a na carne das mulheres, o fogo de Zeus no sangue dos heróis…”
Ram, moço possuidor de sabedoria e bondade, chamado pelos druidas – “o que sabe” – e pelo povo – “o inspirado da paz” – instituiu o culto do fogo sagrado, abolindo para sempre os sacrifícios humanos. Os antepassados seriam invocados “em cada lar pelo esposo e pela esposa unidos em uma só prece, em um mesmo hino de adoração, junto ao fogo que purifica”

Entre os druidas formaram-se dois partidos: os que aceitavam o sacrifício humano (como único meio de reinarem) e os que se opunham a tal barbaridade e eram dirigidos por Ram. Possuía cada tribo seu sinal de reunião, que, “sob a forma de um animal, simbolizava as suas qualidades preferidas”. Esses sinais eram apostos à entrada de seus castelos de madeira, dando origem aos brasões. Os citas, como divisa escolheram o Touro (Thor), que “simbolizava a força brutal e a violência”. Ram e seus partidários escolheram o Carneiro, símbolo da humildade e obediência.

Para evitar uma guerra que iria destruir a raça branca, após um sonho, em que recebe o “fogo sagrado do Espírito Divino” e a “taça da vida e do Amor” que passaria, também em sonho, à druidisa que iniciava um sacrifício humano, Ram obedece a ordem que recebe de seguir para o Oriente. “O povo moço e ávido de aventuras” seguiu-o com entusiasmo. Durante vários meses foram acesas fogueiras sobre as montanhas: era o sinal da emigração em massa para todos os que quissessem seguir o Carneiro.

Ram ou Rama, segundo os orientais, tornou-se “pela sua força, pela sua bondade, pelo seu gênio o senhor da Índia, e o rei espiritual da terra”. Fora-lhe oferecido pelos reis e enviados dos povos o poder supremo. Rama, após novo sonho, recusa, pedindo apenas que observassem suas leis, pois sua tarefa era finda. Comunicando que se iria com os irmão iniciados para uma montanha do Airiana-Vaeja, apostrofou: – “De lá velarei por vós. Vigiai o fogo divino. Se o deixardes extinguir eu reaparecerei entre vós, mas como juiz e vingador”.
No culto da Agni, deus do fogo, há um hino do Rig-veda (Coleção de mais de mil hinos. O Rif-Veda pertence ao grupo dos quatro livros canônicos dos Vedas) para o ato de oferecimento de lenho:

“Aceita, ó Agni, o lenho que venho te oferecer; – aceita meu serviço e escuta minha oração”.

“Com este pobre lenho, ó Agni, eu te adoro, tu, filho da força, domador de potros…” etc.
Entre os sacerdotes egípcios havia a prova de fogo para os noviços. Consistia em atravesar uma fornalha ardente. O aspirante reconhecia ser um verdadeiro suicídio, porém, depois de atravessá-la com rapidez, passando por uma vereda através das chamas, verificava que tudo não passava de uma ilusão de ótica, “criada por madeiras resinosas entrelaçadas em quincôncio sobre grelhas. Era o fogo também usado nas cerimônias religiosas. Na Caldéia os magos evocavam o fogo vivo, em que os deuses e os demônios se moviam”.

Os romanos imitaram os gregos cultuando o fogo sob dois aspectos: Vesta (a Héstia grega), simbolizando a alma dos antepassados, personificava o lar doméstico ou público, e Vulcano, o Hefaistos dos gregos.

Em Roma foi célebre o colégio das vestais, fundado por Numa, com o fim de preparar jovens sacerdotisas de Vesta. O culto romano a esta deusa foi um dos principais. Nos templos a ela dedicados e nas casas particulares era conservado o fogo à porta da entrada. Chamava-se o local estabulum Veste (morada de Vesta), donde a designação vestíbulo até hoje usada.

Na umbanda, “a queima da pólvora e do fumo são rituais que se relacionam intimamente com o fogo, que o homem erigiu em culto,

desde o momento em que descobriu suas propriedades, iluminando as noites, aquecendo as cavernas e afugentando as feras.
O fogo permitiu cozer os alimentos e fundiu os metais de suas primeiras armas; por essas razões foi considerado como um presente divino, tanto mais por relacionarem-no com o sol, que iluminava e aquecia o dia e fazia nascer e frutificar os vegetais. O culto do fogo ainda subsiste…. nas culturações africanistas e indianistas do Brasil”.

“Pela queima de pólvora procuram-se conjurar forças contrárias afastando-as, quer pela luz, quer pela explosão, agindo como meio de limpeza, junto a pessoas sob efeito de forças negativas, numa potencialização para desagregá-las”.

O Novo Testamento cita as “línguas de fogo”, que descendo do céu, se colocaram sobre as cabeças dos apóstolos antes da pregação do “Evangelho”.

Encontra-se na igreja católica romana e na igreja grega ortodoxa não o culto do fogo, mas o seu emprego nas velas que acendem durante as cerimônias, nas lâmpadas votivas e no turíbulo destinado a incensar a divindade, os santos e as autoridades eclesiásticas. Há também a bênção do fogo novo realizada solenemente no Sábado Santo.

Crepitando em fogueiras, produzindo fumaça, o fogo favorece o envio de sinais a grande distância.

As fogueiras preparadas em homenagem aos santos de junho têm origem naquela que Isabel, esposa de Zacarias acendeu para avisar a Maria, esposa de São José, a chegada de João Batista.
Outra versão é que as fogueiras juninas são “reminiscência inconsciente do fogo sagrado das religiões pagãs” (Ver Migalhas folclóricas, Mariza Lira).

Pela história sabemos que nos países de inverno rigoroso a entrada do verão, que se realiza no mês de junho, era comemorada festivamente. Um dos números das festas consistia em grandes fogueiras, nas quais se lançavam produtos da terra e também animais vivos. Hoje, felizmente, jogam-se às fogueiras apenas produtos da terra, mas há quem, imprudentemente, pise os carvões em brasa, na crença de que não se queimará.
Na Índia isto é prerrogativa dos faquires. O interessante é que, no Brasil, essa crença persiste até o dia em que o devoto de São João é recolhido, com queimaduras graves, ao hospital mais próximo (o que aconteceu, há anos, em Macaé).

Estará essa superstição ligada aquela existente na França segundo a qual o carvão, resultante da queima da árvore do fogo de São João, dava sorte a quem possuísse e era por esse motivo disputado pelo povo?

(Silva, Bê da. Em Boletim Comissão Fluminense de Folclore, agosto de 1972)

 

JUNINAS-POVAOO

AMOR E SONHO NO SÃO JOÃO

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No nordeste, não há festa de São João sem milho verde, fogueiras, “adivinhações”, “sortes” de casamento, inúmeras outras brincadeiras e práticas ingênuas, que fazem o encanto de moças e rapazes. Em torno da fogueira ou dos terraços iluminados pelas lanternas de papel de seda, todos os anos moças se reúnem para suas “adivinhações” de São João, com a mesma fé no futuro e os mesmos desejos ardentes de felicidade.

O tema central dessas crendices é sempre o casamento. “Casarei este ano? Como se chamará o meu noivo? Qual a sua profissão? Em que cidade iremos morar depois de casados?”

Uma quadrinha do cancioneiro português diz bem das intenções das jovens nesses dias festivos:

Na noite de São João,
folga o povo a seu contento;
mocinhas morrendo estão
de arranjarem casamento.
São sempre questões de amor que as “sortes” procuram desvendar. Passemos em revista essas inocentes “adivinhações”, tal qual são feitas pelas moças natalenses, na véspera de São João, cotejando-as, sempre que possível, com variantes de outros estados e estrangeiro.
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SONHO DE SÃO JOÃO

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Sonho de São João, – ensinam as moças, – é a oração poderosíssima para mostrar, no dia de São João Batista, em sonho, a pessoa com quem se há de casar. Deve ser rezada na véspera, para se sonhar no dia do santo.

Uma jovem deu-me a cópia que se segue, conforme tem rezado e visto em sonho o rapaz que será seu futuro esposo: “Sonho do Glorioso São João Batista. Meu São João Batista, vós, dormindo, sonhastes que Jesus Cristo era preso na rua da amargura. Assim como vosso sonho foi certo, e vitorioso, mostrai hoje em sonho… (e diz o que deseja ver). Rezam-se depois três Padre-Nossos e três Ave-Marias”.

 

 

No artigo S. João no Folk-lore, Luís da Câmara Cascudo divulga outra versão: “Meu glorioso São João Batista, vós dormindo quereis ver vossa Mãe Santíssima. Meu glorioso São João Batista, se este sonho for verdade, mostrai-me casas novas, campos verdes, águas claras. Se não tiver de ser, mostrai-me casas caídas, campos secos, águas turvas. Rezam-se cinco Padre-Nossos, cinco Ave-Marias e cinco Glória ao Padre”.

 

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O Copo e a Aliança
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Amarra-se uma aliança num fio de cabelo e pendura-se este no centro da boca de um copo, sem deixar que a aliança bata nas bordas. Momentos depois, se a pessoa merece a graça de uma revelação, a aliança, por si, começa a bater nas beiras do copo. Tantas vezes bata, tantos anos faltam para aquela pessoa casar-se.

G. Studart consigna a mesma crendice no Ceará, informando que o copo deve ser passado antes pela fogueira.

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Os três pratos

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Separam-se três pratos sobre uma mesa. Num deles, põe-se, debaixo, um terço. Noutro, uma aliança. E o terceiro ficará sem nada. Manda-se, então, uma moça, que não viu a distribuição dos objetos, revirar um dos pratos, – o que quiser. Se coincidir com o que tem a aliança, a moça casará. Se for o terço, irá ser freira. Sendo o prato sem nada, ficará no caritó…

Na variante colhida no Ceará, pelo barão Studart, põem-se três pratos desta forma: Um vazio; outro, com água limpa; e o terceiro com água suja. Indicam, respectivamente: Não haverá casamento; casamento com solteiro; e casamento com viúvo.

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Os bolos de farinha

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Escrevem-se os nomes de três rapazes (ou moças) em três pedaços de papel. Depois, faz-se um bolinho de cada um, misturando-se com farinha molhada. Reza-se a Salve-Rainha até “nos mostrai”. Lança-se em seguida os bolinhos dentro de um copo d’água. O primeiro que subir à tona, verifica-se o nome que contém. Será o nome do futuro esposo ou esposa.

No Ceará, segundo G. Studart, observa-se: Deve-se deixar que o papel amanheça desenrolado. Jaime Lopes Dias recolheu idêntica experiência em Ladoeira, Portugal.
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A bacia e os botes de papel

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Põe-se no chão uma bacia meia d’água. Cortam-se depois vinte tiras de papéis, cada uma com o nome de um estado do Brasil. Em seguida, colam-se os papéis nas bordas da bacia. Faz-se um bote de papel, reza-se a Salve-Rainha (até “nos mostrai”) e coloca-se o bote no centro da bacia. Onde ele encostar, aí será o estado em que a moça irá morar, depois de casada.
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Pingos de vela dentro d’água
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Enche-se uma bacia d’água. Reza-se a Salve-Rainha até “nos mostrai”. Com uma vela acesa, deixam-se que caiam alguns pingos de vela dentro d’água, até formar letras, que serão as iniciais da pessoa com quem se há de casar.

Rafael J. Sanchez e Bruno Jacovela recolheram versão argentina: “El dia de San Juan, se derrama plomo derretido en una vasija com água; según las formas que toma el plomo, se desprende lo que se desea saber”.

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A clara de ovo
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Dia de São João, a moça que deseja saber se casa, pega uma clara de ovo e bota dentro de um copo. No dia seguinte, assim que se levanta, vai olhá-lo. Se a clara formar desenho semelhante a uma igreja, é casamento próximo; a um cemitério, morte; a um navio, viagem, etc.

É crendice muito difundida. Anotaram versões na Paraíba, Rodrigues de Carvalho; no Ceará, Leonardo Mota, G. Studart e Gustavo Barroso; em Pernambuco, Pereira da Costa e Gilberto Freire; no Rio de Janeiro, Mariza Lira. Em Portugal, Gastão de Bettencourt e Jaime Lopes Dias, acrescentando este último que usam “ovo de galinha preta”, a fim de saber-se, no desenho que se formar n’água, a profissão do futuro marido.

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O espelho
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Passa-se um espelho em cruz, sob uma fogueira. Coloca-se, depois, o espelho em cima da casa, sem olhá-lo. No dia de São João, bem cedo, a pessoa se levanta e vai vê-lo. Dizem que se vê o rosto do rapaz (ou moça) com quem se há de casar.

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A pessoa que avistar

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Se a primeira pessoa que se avistar, véspera de São João, de manhã bem cedo, for uma mulher, não se casará mais este ano. Sendo homem, haverá casamento.

Na Argentina, R. J. Sanchez e B. Jacovela anotaram: “El dia de San Juan, si lo primero que se ve una mujer al salir a la puerta es un hombre, se va a casar; y viceversa para el hombre”.
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O dente de alho

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Véspera de São João, planta-se um dente de alho para se saber se o noivo ou namorado quer bem. Se no dia imediato aparecer a haste verde, é porque ele quer…

Esta é outra das experiências de São João mais conhecidas, tanto no país quanto no estrangeiro. No Brasil foi recolhida pelos autores citados nos seus estados e mais por Sebastião Almeida Oliveira, em S. Paulo. Na Argentina, segundo os autores já mencionados, os noivos devem colocar junto dois alhos, macho e fêmea, e, se brotarem no dia seguinte, vão casar-se.

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A chave

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Pega-se uma chave, ao deitar, e põe-se debaixo do travesseiro. Reza-se depois a clássica Salve-Rainha, pedindo-se a São João para mostrar em sonho o rapaz (ou moça) com quem se há de casar. O rapaz que, no sonho, abrir uma porta, será o esposo no futuro.

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Água na boca

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Véspera de São João, põe-se água na boca e fica-se detrás de uma porta, escutando. O primeiro nome de rapaz (ou de moça) que se ouvir, será o nome do futuro namorado ou noivo.

É crendice conhecida no Brasil e Portugal.

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A flor

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Antes de dormir, véspera de São João, sem falar com ninguém, a moça põe uma flor debaixo do travesseiro. Reza a Salve-Rainha. O rapaz que em sonho lhe aparecer, entregando-lhe a flor, será o futuro esposo.

Gilberto Freire cita superstição semelhante, com uma espiga de milho, em lugar da flor.

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A mesa-posta

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Tudo que a moça comer, durante a refeição do dia, guarda um pouco. Faz jejum e, à noite, quando for dormir, preparará uma mesa ou caixote, com talheres, pratos, copos, etc., como se fosse mesmo uma mesa de jantar. Para dois, bem entendido. Reza a oração de São João e pede para ele mostrar, em sonho, o rapaz com quem casará. O que aparecer, em sonho, sentado e comendo na mesa, será o futuro marido.

A propósito da crendice, conta-se que uma moça sonhou com uma bota e uma voz dizendo: “Assim como não há pé para esta bota, não há homem para esta mulher”.

Amadeu Amaral, Paula Machado e Studart anotaram a superstição.

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A moeda

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A moça, apanha uma moeda, vai à fogueira e benze-se em cruz. Guarda o dinheiro e, no dia seguinte, bem cedo, ao primeiro velho que pedir esmola, perguntará o nome dele. Será o nome do futuro marido.

No Ceará usa-se a mesma experiência no dia de Santo Antônio. Na Alemanha, – informa Sebillot, – “a jovem devia estender diante da porta um fio fiado pela primeira vez por ela e perguntar ao primeiro homem que passasse o seu nome: esse seria o de seu futuro esposo”.

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A canjica

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Faz-se um prato de canjica e coloca-se dentro dele uma aliança. Parte-se a canjica em vários pedaços e se distribuem os mesmos com as moças presentes. A que receber o pedaço de canjica com a aliança será a que casará primeiro.

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A bananeira

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Arranja-se uma faca que ainda não foi usada. Junto a uma bananeira, reza-se a Salve-Rainha e enfia-se a faca no tronco. As iniciais do “escolhido” aparecerão no leite que escorre da planta.

Sebastião Almeida Oliveira, citado por Gastão de Bettencourt, escreve: “… a mancha do tanino sobre o aço dirá na manhã seguinte o que vai acontecer, viagem, enterro ou casamento, a maior esperança…”

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Os objetos na mesa

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Põe-se em cima de uma mesa vários objetos de diversos gêneros: sapatos, roupa, chapéus, livros etc. A moça, de olhos vendados, procurará tirar um deles. O que sair, por exemplo, um sapato, indicará a profissão do rapaz com quem terá de casar. No caso, um sapateiro…

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Os carvões

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Pensa-se num rapaz (ou moça) e lançam-se dois carvões numa bacia d’água, depois de rezar a Salve-Rainha. Se os carvões se encontrarem dentro d’água, a moça casará com ele, o seu escolhido.

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As agulhas
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Reza-se a Salve-Rainha e lançam-se duas agulhas, separadamente dentro de uma bacia d’água, para saber se há de casar-se com fulano… Se tiver de casar-se, as agulhas se aproximam, até unirem-se. É adivinhação semelhante à do carvão, mudando apenas os objetos.

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Manjericão no telhado

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“Em noite de São João, passa-se um ramo de manjericão na fogueira e atira-se ao telhado; se, na manhã seguinte, o manjericão ainda está verde, o casamento é com moço, se murcho, é com velho”. (G. Studart).

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O caroço de milho no pirão
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Em noite de São João, faz-se pirão com um pouco de farinha de põe-se-lhe um caroço de milho; com os olhos fechados, divide-se o pirão em três porções e se coloca uma na porta da rua, outra sob o leito e a terceira na porta do quintal; se for encontrado o caroço de milho na porta da rua, é sinal de próximo casamento, se sob o leito, o casamento é demorado, se na porta do quintal, não há possibilidade de casamento. (G. Studart).

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Os nós nas pontas do lençol

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“Em noite de São João dão-se nós nas quatro pontas do lençol, tendo-se previamente escrito nelas os nomes de quatro pessoas queridas, mas os nós sendo bem frouxos; ao amanhecer o nó que estiver desmanchado indicará o nome do futuro esposo ou esposa”. (G. Studart).

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A pimenta

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“Quem, no escuro, em noite de São João, tirar uma pimenta verde, casará com moço, se encarnada, casará com velho”. (G. Studart).

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O reflexo na água

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Quem se levantar, dia de São João, sem falar com ninguém, olhar para o fundo de uma jarra, de uma bacia ou depósito d’água qualquer, não vendo a cabeça no reflexo do líquido, morrerá antes de um ano.

Esta é uma das impressionantes superstições de São João. Vou citar um caso passado dentro de minha família, que ouço contar desde criança: Um irmão de minha avó, Antônio Peixoto, proprietário em São Gonçalo, há muitos anos, gostava de olhar para o fundo da jarra, no dia de São João. Era homem desabusado e queria saber se a superstição era verdadeira. Um ano, então, ele olhou para o fundo da jarra e só viu do pescoço para baixo! Com o mesmo espírito folgazão, foi entrando em casa e contando o fato, que arrepiava os cabelos dos presentes. Minha avó adoeceu com a notícia. Isto aconteceu em junho de um ano muito recuado. No ano seguinte, em maio, Antônio Peixoto estava deitado numa rede, descansando, na fresca da tarde. A casa vizinha estava sendo demolida. Um dos pedreiros descobriu as telhas e falou de cima para Antônio Peixoto:

  • Seu Antônio, saia dessa rede que esta parede é capaz de cair.

Você se mexeu? Assim fez o meu tio avô. Nem ligou. Momentos depois, desabava a parede, matando-o instantaneamente.

Mera coincidência ou confirmação da superstição fatídica?

Gastão de Bettencourt registra a abusão, em Portugal: “Debruçam-se elas ansiosas sobre a água escura dos rios, onde os últimos revérberos das fogueiras põem ainda clarões intermitentes, fantásticos; perscrutam febris essas águas, para que elas, no seu mistério sombrio, lhes digam se viverão longamente ou se não atingirão outra noite joanina, conforme a sua imagem se refletir ou não nas águas murmurosas”.

A superstição inspirou um dos bons poetas brasileiros, Adelmar Tavares, citado por G. Bettencourt:

Ela não viu a imagem na corrente
quando no rio, em São João, se foi banhar.
E voltou para a casa, descontente,
com os lindos olhos baixos, a chorar…

Morrerei o outro junho, certamente….
Como as “sortes” enganam!… “Vais casar”…
– Prima Amparo, não creia. Pode a gente
Nessa superstição acreditar?

E outro junho chegou. E ela partia
morta, no seu caixão, magoado rosto…
O meu primeiro amor! A flor de um dia…

Por isso, quando junho vem chegando,
Choro esse esquife azul, pelo sol posto,
Com seis moças de branco, carregando…”

Registraram ainda a crendice Pereira da Costa, G. Studart, Mariza Lira e principalmente Luís da Câmara Cascudo, que a estudou amplamente no ensaio “Narcissus ou o tabu do reflexo”, em A República, Natal, junho de 1948.

As quatro penúltimas superstições foram colhidas por G. Studart no Ceará. As demais foram coligidas por mim, em Natal, diretamente da tradição oral. Certamente haverá muitas outras espalhadas pelo país, à espera de quem as registre e estude.

Um ilustre amigo, já desaparecido, doutor Ezequias Pegado, tendo lido parte deste trabalho, publicado na imprensa local, indagou, num encontro de rua, se eu acreditava mesmo nessas superstições. A resposta foi a seguinte:

  • Quase todas essas experiências foram feitas por minha mãe e minha esposa, quando solteiras. E o senhor Conhece bem as vítimas: meu pai e eu…
    (MELO, Veríssimo de. Xarias e canguleiros)

 

Quadrilha-FESTAA
Quadrilha
A quadrilha é uma dança em compasso de 6 / 8, na qual quatro pares se situam frente a frente. Originou-se na Inglaterra, nos séculos XIII e XIV. Através da Guerra dos Cem Anos, a França assimilou alguns elementos culturais ingleses. A França adotou a quadrilha, tornando-a uma dança nobre. Rapidamente se espalhou por toda a Europa, sendo assim uma dança presente em todas as atividades festivas dos nobres.
No Brasil, a quadrilha é feita através de um animador que vai pronunciando frases enquanto os demais participantes se movimentam de acordo com elas.

Fogueira

Além de ser um símbolo da reunião de amigos e famílias, a fogueira tem outros significados: proteção contra espíritos maus, purificação, agradecimento e homenagem a deuses.

Balões

Significam uma oferenda aos céus para realização ou agradecimento por pedidos realizados.

Pau-de-sebo

É uma brincadeira em que a pessoa tem que escalar um mastro, de no mínimo 5 metros de altura, para conseguir algum prêmio no alto do mastro.

Fogos de artifício

 

Segundo a crendice popular, o som dos fogos de artifício espanta maus espíritos e desperta São João para a festa.

Casamento caipira

Encenação típica, quase sempre igual, em que a noiva fica grávida antes do casamento. O noivo tenta fugir, porém é preso pelo delegado e seus soldados, que o obrigam a casar.

 

OSSANTOS JUNINOSN

 

Santo Antônio, São João e São Pedro

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Santo Antônio, São João e São Pedro: Santo Antônio: camarada e casamenteiro

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SANTO ANTÔNIO
Festejado no dia 13 de junho, Santo Antônio é um dos santos de maior devoção popular tanto no Brasil como em Portugal. Fernando de Bulhões nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195 e faleceu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231. Recebeu o nome de Antônio ao passar, em 1220, da Ordem de Santo Agostinho para a Ordem de São Francisco e é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua.

Santo Antônio era admirado por seus dotes de ótimo orador, pois quando pregava a palavra de Deus ela era entendida até mesmo por estrangeiros. É por assim dizer o “santo dos milagres”, como afirmou o padre Antônio Vieira em um sermão de 1663 realizado no Maranhão: “Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se vos foge um escravo, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se aguardais a sentença, Santo Antônio; se perdeis a menor miudeza de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez se quereis os bens alheios, Santo Antônio”.

É o santo familiar e protetor dos varejistas em geral, por isso é comum encontrar sua figura em estabelecimentos comerciais. É também o padroeiro das povoações e dos soldados, pois enfrentou em vida aventuras guerreiras como soldado português. Sua figura aparece com destaque em episódios da História do Brasil: teria desempenhado o papel de heróico defensor da integridade do solo brasileiro, como explicam os cronistas que relatam a libertação de Pernambuco dos holandeses, assim como os que falam da defesa da colônia do Sacramento, ao Sul, e do Rio de Janeiro com relação aos franceses, atribuindo a vitória à proteção deste santo.

Sua influência é marcante entre o povo brasileiro. Seus devotos, em geral, não têm em casa uma imagem grande do santo e preferem levar no bolso uma pequena para se proteger. É a ele que as moças ansiosas pedem um noivo. A prática de colocar o santo de cabeça para baixo no sereno, amarrada num esteio, ou de jogá-lo no fundo do poço até que o pedido seja atendido, por exemplo, é bastante comum entre os devotos.

Dos santos juninos, somente Santo Antônio é feito de madeira. Em geral, é esculpido em nó de pinho, daí terem surgido os versos:

Meu querido Santo Antônio
feito de nó de pinho,
com vós arranjo o que quero,
porque peço com jeitinho.

Os devotos mais exagerados só confiam seu pedido à imagem do Santo Antônio das igrejas franciscanas, procuradas especialmente nas terças-feiras e de modo particular no dia 13 de junho.

Todos são devotos desse santo “camarada”. Os cantadores se apegam muito a Santo Antônio para tentar vencer os desafios, pois o consideram o mais fiel e o maior intercessor; os vaqueiros pedem proteção contra o estouro da boiada e os pescadores acreditam que no dia 13 de junho as redes se enchem de peixes. Basta lançá-las dizendo:

No dia 13 de junho
é pô a rede e tirá:
os peixes ‘stão na fiúza de Santo Antônio falá.

Em homenagem a Santo Antônio, geralmente realizam-se duas espécies de rezas e festas: os responsos, quando ele é invocado para achar objetos perdidos, e a trezena, cerimônia que se prolonga com cânticos, foguetório e comes e bebes de 1º a 13 de junho de cada ano

 

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OS MILAGRES DE SANTO ANTÔNIO

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Santo António será sem dúvida o “Santo dos Milagres” e, de todos, aquele que mais merece esse epíteto no mundo cristão.
A sua taumaturgia iniciada em vida com uma pluralidade de milagres que lhe valeram a canonização em menos de um ano, é, na história da Igreja, a mais vasta e variada.
De Santo “casadoiro” a “restituidor do desaparecido”, passando por “livrador” das tentações demoníacas, a Santo Antônio tudo se pede, não como intercessor, mas como autoridade celestial.
No entanto, vamos nos referir a milagres operados em vida como paradigmáticos dessa taumaturgia:
Santo Antônio a pregar aos peixes, livrando o pai da forca, e a aparição do Menino Jesus na casa do conde Tiso.

Primeiro milagre

Santo António prega aos peixes – estava a pregar aos hereges em Rimini, e estes não o quiseram escutar e viraram-lhe as costas. Sem desanimar, Santo António foi até à beira da água, onde o rio conflui com o mar, e provocou a atenção os peixes para escutá-lo, já que os homens não o queriam ouvir. Deu-se então o milagre: multidões de peixes aproximam-se com a cabeça fora de água em atitude de escuta. Os hereges ficaram tão impressionados, que logo se converteram. Este milagre encontra-se citado por diversos autores, tendo sido mesmo objeto de um sermão do Padre António Vieira, que é considerado uma das obras-primas da literatura portuguesa.
Segundo milagre
No segundo milagre, Santo António livra o pai da forca. Santo Antônio estava a pregar em Pádua, quando sentiu que a sua presença era necessária em Lisboa, e recolheu-se, cobrindo a cabeça em silêncio de reflexão. Simultaneamente (e mercê do dom de bilocação) encontrava-se em Lisboa, onde seu pai tinha sido injustamente condenado pelo homicídio de um jovem. Ressuscitado e questionado pelo Santo, afirmou a inocência do pai de Santo Antônio e voltou a descansar.
Após libertado o inocente, que tinha sido acusado por falso testemunho, Santo Antônio retornava, quando “acorda” subitamente no púlpito em Pádua, recomeçando a sua pregação. Representam-se assim aqui dois fatos miraculosos num só: a bilocação, e poder de reanimar os mortos.

Terceiro milagre

O terceiro milagre, também reportado na crônica do Santo, ocorreu já no fim da sua vida e foi contado pelo conde Tiso aos confrades de Santo António após sua morte.
Estando o Santo na casa do conde Tiso, em Camposampiero, recolhido num quarto em oração, o conde, curioso, espreitava pelas frinchas de uma porta a atitude de Santo Antônio, quando, então, surgiu uma cena miraculosa: a Virgem Maria entrega o Menino Jesus nos braços de Santo Antônio.
O menino tendo os bracinhos enlaçados ao redor do pescoço do frade conversava com ele amigavelmente, arrebatando-o em doce contemplação. Sentindo-se observado, Santo Antônio descobriu o “espião”, fazendo-lhe jurar que só contaria o visto após a sua morte.
São estes os três mais famosos milagres de Santo Antônio, embora muitos mais pudessem ser referidos. Nas “Florinhas de Santo António” ou no “Tratado dos Milagres” é relatado um milagre praticamente para cada dia do ano, o que reafirma o seu carácter taumaturgo.

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RESUMO

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Santo Antônio de Pádua, também conhecido como Santo Antônio de Lisboa, foi contemporâneo de um outro grande santo, São Francisco de Assis.
Santo Antônio foi cônego regular em Portugal até os vinte e cinco anos, quando um fato mudou a sua vida.
Ao saber que cinco franciscanos tinham sido martirizados em Marrocos, como conseqüência da tentativa de evangelizar infiéis, Santo Antônio decidiu seguir-lhe os passos e ser um missionário.
Foi então que entrou para a ordem dos frades franciscanos e logo foi enviado para trabalhar entre os muçulmanos de Marrocos. Porém, com problemas de saúde, foi obrigado a retornar para a Europa, permanecendo em um eremitério na Itália. Durante este tempo, ocupou vários cargos, como o de professor em sua ordem na Itália e na França e também pregava nos lugares onde a heresia era mais forte. O combate à heresia era feito não apenas através da pregação, mas também por meio de milagres espantosos. Sabia de cor quase todas as Escrituras e tinha um dom especial para explicar e aplicar as mais difíceis passagens.
Em 1231, seu sermão alcançou o ápice de intensidade, porém, foi neste mesmo ano que o Santo foi acometido de uma doença inesperada, e ele veio a falecer em Arcella, no dia 13 de junho, aos 36 anos de idade.
Santo Antônio foi canonizado por Gregório IX em 30 de maio de 1232. É um santo de grande popularidade, principalmente nos países latinos, onde o povo costuma invocá-lo para encontrar objetos perdidos e auxiliar moças solteiras a encontrar noivos.

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ORAÇÃO À SANTO ANTÔNIO

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  1. Oração para os namorados

Meu grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos enamorados, olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios. Defende-me dos perigos, afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos. Faze que eu seja realista, confiante, digno e alegre. Que eu encontre um amor que me agrade, seja trabalhador, virtuoso e responsável. Que eu saiba caminhar para o futuro e para a vida a dois com as disposições de quem recebeu de Deus uma vocação sagrada e um dever social. Que meu amor seja feliz e sem medidas. Que todos os enamorados busquem a mútua compreensão, a comunhão de vida e o crescimento na fé. Assim seja.
2. Oração para obtenção de graças
Glorioso Santo Antônio, que tivestes a sublime dita de abraçar e afagar o Menino Jesus, alcançai-me deste mesmo Jesus a graça que vos peço e vos imploro do fundo do meu coração (pede-se a graça).
Vós que tendes sido tão bondoso para com os pecadores, não olheis para os pecados de quem vos implora, mas antes fazei valer o vosso grande prestígio junto a Deus para atender o meu insistente pedido. Amém

 

SANTOAN TONIOOOO

SIMPATIAS A SANTO ANTÓNIO-
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(nasceu a 15/08/1195 em Lisboa,

faleceu a 13/06/1231 em Pádua)

Santo Antônio:

Santo casamentiro e padroeiro dos namorados.

É igualmente o protector dos feirantes

FESTA: 13 de Junho. Comemora-se todo o dia 13.

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CORES:

Castanho (para pedidos especiais),

Verde (para pedidos sobre questões financeiras),

Laranja (para pedidos sobre casamentos).

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Santo Antônio, o ‘Santo Casamenteiro’, é reverenciado no dia 13 de Junho, e a ele são dedicadas a maioria das simpatias realizadas nesse mês.

Sua especialidade: arranjar maridos.

Lenda de Santo Antônio:

Duas moças não tinham dinheiro para o dote, e portanto não arranjar marido para casar. Santo Antônio teria jogado um saquinho de moedas pela chaminé das duas moças desamparadas. Este episódio teria dado origem à sua fama de ajudar as moças a encontrarem marido.

Comprar uma pequena imagem de Santo António. Virar o Santo Antônio de cabeça para baixo, dentro de um copo com água, dizendo que o porá de pé quando tiver arranjado namorado.

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Pegue na imagem do Santo António, e fale com ele. Diga-lhe que enquanto ele não lhe arranjar um namorado ficará no frigorifico, se demorar que irá para o congelador. Retire-o de lá quando o seu amor lhe bater á porta.

Logo na manhã do dia 12 de Junho, véspera de Santo Antonio, compre um metro de fita azul, de qualquer largura, e escreva nela o nome completo da pessoa amada. Guarde a fita junto ao seu coraçao. À noite, conte 7 estrelas no céu, e enquanto conta faça um pedido ao santo, para que ele ajude você a conquistar o coração dessa pessoa. No dia seguinte, amarre a fita nos pés da imagem de Santo Antonio e deixe lá, até conseguir namorar com ele ou com outro de seu agrado.

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Abra a porta da frente da casa para que Santo Antônio permita a entrada de alguém especial na sua vida, dizendo: “Santo Antônio, protetor dos namorados, faça chegar até a mim aquele que anda sozinho e que em minha companhia será feliz.”Você pode ainda acender uma vela rosa de qualquer tamanho em um pires com mel e pedir a Arcanjo Haniel a verdadeira realização afectiva.

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Precisará de: 3 três penas de qualquer passarinho,3 pétalas de rosas, de qualquer cor, 1 medalha de Santo Antonio

No dia de Santo Antonio: embrulhe tudo num paninho branco e leve o consigo no bolso. Ao trocar de roupa, também troque o embrulhinho de bolso. Faça isso por 10 dias e depois jogue num gramado as penas e as pétalas, mas conserve o a medalha em algum lugar entre suas coisas.

Pegue em 7 rosas e coloque-as num vaso bonito. Enquanto faz isso reze para Santo Antônio. Depois que elas secarem, leve as pétalas até uma igreja onde aconteçam muitos casamentos.

Colocar um quartzo rosa dentro de um copo transparente, com água filtrada, e deixar no relento, na véspera do dia de Santo Antonio, peça tudo o que deseja a nivel de realização afectiva tipo (felicidade, harmonia, romantismo, companheirismo, cumplicidade, afecto, dedicação, carinho, amor, compreensão, etc…)

No dia seguinte, passar a água: nos pulsos, para se articular sempre com equilíbrio; nos joelhos, para ter flexibilidade e respeitar o outro; no coração, para amar com sinceridade, e que o amor seja pleno e digno.

No dia de Santo Antônio, olhe para o céu e escolha uma estrela . Fixe nela seu olhar e faça seu desejo com fervor. Abra os braços e agradeça ao Universo a chegada do amor.

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SIMPATIA SANTO ANTONIO:  para conquistar alguém de seu pensamento

Na noite do dia 12 de Junho, pegue uma vela branca nova e escreva na vela, com um palito de dente, o seu nome completo e o nome da pessoa em questão. Passe a vela no mel e depois acenda-a sobre um pires branco. Depois de alguns dias, essa pessoa especial virá ter com você.

SIMPATIA SANTO ANTONIO: para encontrar a alma gêmea

Ponha a imagem do Santo Antonio debaixo de sua cama, durante três noites seguidas. Antes de dormir, imagine o seu corpo rodeado por uma luz rosada. Na manhã do quarto dia, prepare um banho de casca de maçã com uma colherada de mel. Conhecerá rapidamente uma pessoa especial.

SIMPATIA SANTO ANTONIO: para saber o nome do futuro marido

No dia de Santo Antonio em uma festa junina coloque água na boca e comece a rodar em volta da fogueira O primeiro nome que você ouvir alguém chamando ou gritando Será o nome do seu futuro marido.

SIMPATIA SANTO ANTONIO: para saber o nome do futuro marido

Deve comprar um facão e, à meia-noite do dia 12 de junho, cravá-lo numa bananeira. O líquido que escorrer da planta deve formará a letra do nome do futuro amor.

SIMPATIA SANTO ANTONIO: para saber o nome do futuro marido

Uma das mais antigas tradições diz que, para descobrir o quem seráo futuro marido, é preciso escrever os nomes dos “candidatos” em vários papéis. Um dos papeis deve ser deixado em branco. À meia-noite do dia 12 de junho, eles devem ser colocados em cima de um prato com água, que passará a madrugada ao relento. No dia seguinte, o que estiver mais aberto indicará o escolhido.

SIMPATIA SANTO ANTONIO: para saber o futuro marido é jovem ou mais velho

Arranje um ramo de pimenteira. Feche os olhos e escolha uma das pimenteiras. Se a escolhida for verde, ele será jovem. Caso contrário, o casamento acontecerá com alguém de mais idade.

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Para se casar

Compre uma imagem de Santo Antonio feito de madeira de guiné, e no dia de Santo Antonio você separa o menino Jesus dele e peça: ” Santo Antonio, Santo Antoninho Faça …. ( fulano) se casar comigo que devolvo o teu menino.” Manter o menino jesus separado do Santo Antonio e só lho devolver quando casar.

Para se casar

Deve ir a um casamento e dar de presente aos noivos uma imagem de Santo Antônio, á qual terá retirado o Menino Jesus. Aquando do casamento, pedir no altar para se casar com alguém, seja conhecido ou não. Assim que a graça for alcançada, deve voltar áquela igreja e lá depositar a imagem do Menino Jesus.

Para se casar

Quando ouvir tocar o sino de qualquer igreja, vá até lá, entre e faça um pedido a Santo António, o santo casamenteiro, para que lhe arranje um bom marido, amoroso e fiel…. Quando tiver o seu desejo atendido, volte à igreja para agradecer a Santo António.

Para conseguir casar-se

No dia de Santo Antonio deve pegar um ramo de manjericão. Faça um chá com um pedaço do ramo e tome-o antes de dormir. O outro pedaço deve ser colocado num copo com água e deixado na janela do quarto.

Para se casar

Plante um pé de cravo branco em um vaso bem bonito. Faça deste plantio um momento de devoção ao santo. Cuide deles com carinho e quando as flores nascerem, pegue uma e ofereça a Santo Antônio.

Para se casar

Retire 3 espinhos de uma rosa vermelha e coloque dentro do perfume que você usa e que a pessoa gosta. Peça para Santo Antônio remover os obstáculos “se for para a felicidade de ambos”. Use o perfume sempre que estiver com a pessoa.

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Para se casar com o namorado

A pessoa deve amarrar um fio do seu cabelo a um fio do seu namorado. Esses 2 fios amarrados devem ser colocados aos pés do santo, que resolverá a questão.

Para se casar com o namorado

Precisará de: 1 lenço dele, 1 lenço seu.

Peça um lenço ao seu namorado, mas antes limpe os lábios dele com ele. Depois guarde o lenço dele com o seu lenço, atados por um nó bem forte. Guarde entre seus objetos pessoais. Evite encontrá-lo durante 3 dias. Depois deste tempo desfaça o nó e morda as quatro pontas do lenço dele. Devolva o lenço no primeiro encontro após ter feito isso. Quanto ao seu lenço deixe-o na igreja aos pés de santo Antonio.

Para se casar com quem deseja

Pegue um pedaço de papel branco e coloque-o sobre um prato. Desenhe um coração do tamanho do fundo do prato. Depois, recorte o desenho. Nas 3 primeiras linhas escreva o nome do homem que você quer. Nas 3 linhas seguintes escreva o seu. Coloque o desenho do coração no fundo do prato, derrame um pouco de mel sobre ele, bem como algumas pétalas de rosa branca. Acenda uma vela branca no meio do prato, deixando-a queimar totalmente. Quando a vela acabar de queimar, firme o pensamento no homem desejado. Reze a Oração de Santo Antonio. Guarde o prato por sete dias. Depois, lave as pétalas e coloque-as na igreja do Santo. O prato com o coração deve ser deixado num jardim.

Para se casar ou apressar o casamento

Precisará de: 1 bolo pequeno; 3 velas com a figura de Santo Antônio; 1 essência flor de laranjeira (flor tradicional dos casamentos).

No dia 13 de Junho de manhã, tome um banho com a essência de flor de laranjeira. Acenda as 3 velas de Santo Antônio. Corte o bolo e reserve o primeiro pedaço, e seguidamente distribua o bolo para 3 mulheres casadas. O primeiro pedaço do bolo deverá ser colocado na porta de uma igreja que realize casamentos.

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Para ser pedida(o) em casamento

Pegue uma fita vermelha e use-a no sutiã, entre os seios, por sete dias. Após esse prazo, coloque-a dentro de um envelope, lacre-o e coloque-o no altar de Santo Antônio. Reze ao santo pedindo que realize seu desejo, depois acenda uma vela de sete dias.

Para saber se o casamento está proximo

No dia 12 de Junho á meia-noite, quebre um ovo dentro de um copo com água e coloque-o no sereno. No dia seguinte, veja e interprete o desenho que se formou. Se aparecer algo semelhante a um vestido de noiva, véu ou grinalda, o casamento está próximo.

Para saber se o casamento está proximo

Para descobrir se falta muitos anos para casar, no dia 12 de Junho á meia-noite (na véspera do dia de Santo António) amarre uma aliança – que pode ser de qualquer parente – numa linha ou num fio. Coloque um copo sobre a mesa e segure o fio de modo que a aliança esteja dentro do copo. O fio com a aliança funcionará como um pêndulo.

Pergunte, então a Santo António, quantos anos faltam para você se casar. O número de batidas no copo, informa quantos anos ainda faltam para o grande dia.

Para saber se o casamento está proximo

No dia de Santo António, a 13 de Junho, coloque 2 agulhas iguaizinhas dentro de uma bacia com água,com 2 colheres de açucar. No dia seguinte veja com estão as agulhas. Se estiverem juntas é porque o casamento está proximo.

Para saber se irá casar-se

Na véspera do dia de Santo Antônio, compre um copo branco e, à meia noite, coloque água dentro. Quebre um ovo galado dentro do copo, não arrebentando a gema. Deixe ao relento toda a noite. No outro dia, antes do sol nascer, pegue no copo e observe-o. Se estiver coberto por uma névoa branca você se casará antes do dia de Santo Antônio do próximo ano.

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Para o casamento trazer felicidade.

Se você está para casar, faça o seguinte se quiser encontrar felicidade nas núpcias: um dia antes das bodas, faça uma oração fervorosa para Santo Antônio a Nossa Senhora da Conceição, pedindo que essas divindades lhe dêem muita felicidade na vida de casada(o).

Para o namorado voltar

Amarre 7 fitas coloridas numa estatua de Sto. Antônio, guarde-a no seu guarda-roupa, de cabeça para baixo. Prometa que quando tudo estiver bem, você liberta o Santo.

Para o seu amor voltar

Escreva num pedaço de papel vermelho o nome da pessoa que você ama e quer que volte. Pegue uma foto dessa pessoa e cole-a no papel. Enrole o papel com a foto colada e amarre-o com uma fita vermelha.

Num vaso transparente, coloque meio litro de água benta e sete botões de rosa vermelha. Vá até uma igreja que tenha a imagem de Santo Antônio, coloque o vaso no altar.

Em sua casa, acenda sete velas brancas, perto do seu papel enrolado e amarado com a fita vermelha, ofereça-as ao Santo António e peça-lhe a volta do seu amor.

Para os casais fazerem as pazes

Basta um cravo e uma rosa. Amarre juntos os 2 talos das flores com uma fita verde. Dê 13 nós na fita. Enquanto estiver a dar os nós pense em Santo António, e peça-lhe para vos unir em amor, como os talos das flores.

Para nunca perder a pessoa amada

Pegue numa fotografia sua e numa da pessoa amada, de preferência de corpo inteiro, passe cola nas faces das duas e coloque-as uma de frente para a outra, enrolando um retrós de linha vermelha, em cruz, até o final. Cole-as, em seguida, no verso do quadro com a imagem de Santo Antônio, colocando-o na parede do seu quarto, acima da cabeceira de sua cama.

Todas as manhãs, quando se levantar, e à noite, quando for se deitar, olhe para os olhos do Santo e mentalize seu amor e você, unidos para sempre pela influência de Santo Antônio.

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MAIS SIMPATIAS DE SANTO ANTÔNIO

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1 – Quem deseja descobrir o nome do futuro companheiro deve comprar um facão e, à meia-noite do dia 12 de junho, cravá-lo numa bananeira. O líquido que escorrer da planta deve formar a letra do futuro amor.

2 – Uma das mais antigas tradições diz que, para descobrir o futuro companheiro, é preciso escrever os nomes dos candidatos em vários papéis. Um deles deve ser deixado em branco. À meia-noite do dia 12 de junho, eles devem ser colocados em cima de um prato com água, que passará a madrugada ao relento. No dia seguinte, o que estiver mais aberto indicará o escolhido.

3 – Aqueles que têm pressa em arranjar um namorado devem comprar uma pequena imagem do santo. E para agilizar a conquista do pedido, fazer dois procedimentos: tirar o Menino Jesus do colo do religioso, dizendo que só devolverá quando conseguir um namorado, ou ainda, virar o Santo Antônio de cabeça para baixo.

4 – O mais afoito tem ainda outro recurso. Deve ir a um casamento e dar de presente aos noivos uma imagem de Santo Antônio, sem o Menino Jesus. Depois, pedir no altar para se casar com alguém, especial ou não. Assim que a graça for alcançada, deve retornar à igreja e lá depositar a imagem do Menino Jesus.

5 – Os que já estão acompanhados, mas ainda não subiram no altar, também possuem práticas específicas. A pessoa deve amarrar um fio de cabelo seu ao do namorado. Eles devem ser colocados aos pés do santo, que, logo, logo, resolve a questão.

6 – À meia-noite do dia 12 de junho, quebre um ovo dentro de um copo com água e o coloque no sereno. No dia seguinte, interprete o desenho que se formou. Se aparecer algo semelhante a um vestido de noiva, véu ou grinalda, o casamento está próximo.

7 – Para a pessoa saber se o futuro companheiro será jovem ou mais velho, é preciso arranjar um ramo de pimenteira. De olhos fechados, ela deve pegar uma das pimenteiras. Se a escolhida for verde, ele será jovem. Caso contrário, o casamento acontecerá com alguém de idade avançada.

8 – A tradição popular acredita que há uma forma especial de fazer as pazes entre casais brigados. Para isso, é preciso um cravo e uma rosa. Os talos devem ser amarrados juntos com uma fita verde, na qual serão dados 13 nós. Durante o procedimento, o devoto deve pensar que Santo Antônio vai uni-los outra vez.

9 – Para descobrir se falta muitos anos para a grande data, na véspera do dia 13 de junho, à meia-noite, amarre uma aliança – que pode ser de qualquer parente – numa linha ou num fio. Coloque um copo sobre a mesa e segure o fio de modo que a aliança esteja dentro do copo. Pergunte, então, quantos anos faltam para o casório. O número de batidas informa quantos anos ainda restam para o Dia D.

 

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MAIS SANTO ANTÔNIO

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Simpatias, sortes e adivinhas para Santo Antônio
O relacionamento entre os devotos e os santos juninos, principalmente Santo Antônio e São João, é quase familiar: cheio de intimidades, chega a ser, por vezes, irreverente, debochado e quase obsceno. Esse caráter fica bastante evidente quando se entra em contato com as simpatias, sortes, adivinhas e acalantos feitos a esses santos:

Confessei-me a Santo Antônio,
confessei que estava amando.
Ele deu-me por penitência
que fosse continuando.

Os objetos utilizados nas simpatias e adivinhações devem ser virgens, ou seja, estar sendo usados pela primeira vez, senão? nada de a simpatia funcionar! A seguir, algumas simpatias feitas para Santo Antônio:

Em certas zonas paulistas, como na Serrana e na Mantiqueira, Santo Antônio recebe um vintém para achar os animais perdidos nas matas e uma pequena moeda de cobre para o porco voltar ao chiqueiro. Moças solteiras, desejosas de se casar, em várias regiões do Brasil, colocam-no de cabeça para baixo atrás da porta ou dentro do poço ou enterram-no até o pescoço. Fazem o pedido e, enquanto não são atendidas, lá fica a imagem de cabeça para baixo. E elas pedem:

Meu Santo Antônio querido,
meu santo de carne e osso,
se tu não me dás marido,
não tiro você do poço.
Meu querido Santo Antônio,
feito de nó de pinho,
me arranje um casamento
com um moço bonitinho (ou bonzinho).
Santo Antônio, casamenteiro,
não deixe a (dizer o nome) ficar solteira.
Santo Antônio, me case já,
enquanto sou moça e viva.
O milho colhido tarde
não dá palha nem espiga.
Minha avó tem lá em casa
um Santo Antônio velhinho.
Em os moços não me querendo
dou pancadas no santinho.
Santo Antônio, Santo Antônio,
abaixai-me esta barriga,
que não sei que tem dentro,
se é rapaz ou rapariga.
Santo Antônio pequenino,
mansador de burro brabo,
vem amansar minha sogra,
que é levada do diabo.

Para arrumar namorado ou marido, basta amarrar uma fita vermelha e outra branca no braço da imagem de Santo Antônio, fazendo a ele o pedido. Rezar um Pai-Nosso e uma Salve-Rainha. Pendurar a imagem de cabeça para baixo sob a cama. Ela só deve ser desvirada quando a pessoa alcançar o pedido.

Para sonhar com o noivo, basta colocar três rosas vermelhas debaixo do travesseiro na véspera de Santo Antônio.

A moça quer saber com quem vai se casar? Então, no dia de Santo Antônio, em cada refeição que fizer, deve deixar um pouco de comida no prato. No final do dia, ela precisa rezar para Nossa Senhora e pedir para que o homem amado venha comer os restos que deixou durante o dia. Depois é só adormecer, e o amado aparecerá em seus sonhos comendo a comida.

No dia 13, é comum ir à igreja para receber o “pãozinho de Santo Antônio”, que é dado gratuitamente pelos frades. Em troca, os fiéis costumam deixar ofertas. O pão, que é bento, deve ser deixado junto aos demais mantimentos para que estes não faltem jamais.

Feito um pedido a Santo Antônio, caso a pessoa tenha pressa em ser atendida, deve rezar um Pai-Nosso pela metade que o santo a atenderá logo, para que o suplicante termine a oração.

Santo Antônio também é bastante lembrado nos acalantos:

Numa ponta, Santo Antônio,
noutra ponta, São João,
no meio, Nossa Senhora,
com seu raminho na mão.

Se o noivado não vai muito bem ou se está se prolongando muito, as donzelas rezam a seguinte oração:

Padre Santo Antônio dos cativos, vós que sois um amarrador certo, amarrai, por vosso amor, quem de mim quer fugir, empenhai o vosso hábito e o vosso santo cordão com algemas fortes e duros grilhões que façam impedir os passos de (nome do amado), que de mim quer fugir, e fazei, ó meu bem-aventurado Santo Antônio, que ele case comigo sem demora!

Pelos vossos milagres; pela palavra quando a Jesus faláveis; pela defesa do vosso pai, um pedido eis-me a fazer. Abrandai a ira do mar; o sopro do vento; o negrume da noite; a chama abrasadora do sol; a frialdade da lua; a voracidade das feras; o horror dos desertos. Depois de tudo isso, abrandai o que de mais empedernido existe sobre a terra: o coração dos homens. Oh!, meu milagroso Santo Antônio, fazei com que aquele por quem meu coração chama ouça a minha voz e, ouvindo-a, vá aos pés de Deus Nosso Senhor, comigo, vossa humilde devota.

Amém.

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A festa de Santo Antônio

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Nos primeiros treze dias de junho, os devotos de Santo Antônio rezam as trezenas com o intuito de alcançar graças através da sua intervenção ou de agradecer um milagre que o santo tenha realizado:

Se queres milagres,
implora confiante
de Antônio o favor.
Seu braço é tão forte
que do erro e da morte
destrói o furor…

O folclorista Basílio de Magalhães, no artigo ?Santos padroeiros no domínio folclórico?(Cultura Política, n. 35, dez. 1943), descreve uma festa de Santo Antônio na cidade de Guarabira (Espírito Santo): na noite de 13 de junho, no centro de um terreiro bem varrido, decorado com bambu e bandeirinhas de papel coloridas, encontra-se um mastro com uma bandeira e a figura de Santo Antônio em seu topo. Numa casa em frente, há um oratório preparado com a imagem do padroeiro da festa. Em determinado momento, começam as cantorias e danças matutas/caipiras ao som de violas, pandeiros e tambor. Os devotos entram dançando no meio do terreiro e cantam:

Fui ao mato cortar lenha,
Santo Antônio me chamou.
Quando o santo chama a gente
que fará os pecador.
E todos na roda respondem: Na porta da sala,
tá me chamando.
Oh gente danada,
tá me xingando!
Eu não sou daqui,
vou me arretirando.
Ai, ai, ai! Ai, ai, ai!
Santo Antônio me chamou!

Como o dia de Santo Antônio é comemorado alguns dias antes do nascimento de São João, estão presentes em suas festividades elementos próprios das festas deste último, como os fogos e a fogueira.

 

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24 DE JUNHO – Dia de São João

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A purificação pelo batismo

João Batista, primo de Jesus Cristo, nasceu no dia 24 de junho, alguns anos antes de seu primo Jesus Cristo, e morreu em 29 de agosto do ano 31 d.C., na Palestina. Foi degolado por ordem de Herodes Antipas a pedido de sua enteada Salomé, pois a pregação do filho de Santa Isabel e São Zacarias incomodava a moral da época. Antes mesmo de Jesus, João Batista já pregava publicamente às margens do Rio Jordão. Ele instituiu, pela prática de purificação através da imersão na água, o batismo, tendo inclusive batizado o próprio Cristo nas águas desse rio.
São João ocupa papel de destaque nas festas, pois, dentre os santos de junho, foi ele que deu ao mês o seu nome (mês de São João) e é em sua homenagem que se chamam “joaninas” as festas realizadas no decurso dos seus trinta dias. O dia 23 de junho, véspera do nascimento de São João e início dos festejos, é esperado com especial ansiedade. Segundo Frei Vicente do Salvador, um dos primeiros brasileiros a escrever a história de sua terra, já no ano de 1603 os índios acudiam a todos os festejos portugueses, em especial os de São João, por causa das fogueiras e capelas.
São João é muito querido por todos, sem distinção de sexo nem de idade. Moças, velhas, crianças e homens o fazem de oráculo nas adivinhações e festejam o seu dia com fogos de artifício, tiros e balões coloridos, além dos banhos coletivos de madrugada. Acende-se uma fogueira à porta de cada casa para lembrar a fogueira que Santa Isabel acendeu para avisar Nossa Senhora do nascimento do seu filho.
São João, segundo a tradição, adormece no seu dia, pois se estivesse acordado vendo as fogueiras que são acesas para homenageá-lo não resistiria: desceria à Terra e ela correria o risco de incendiar-se.

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A lenda do surgimento da fogueira de São João

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Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se. Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que dentro de algum tempo nasceria seu filho, que se chamaria João Batista.

Nossa Senhora então perguntou:

__ Como poderei saber do nascimento dessa criança?

__ Vou acender uma fogueira bem grande; assim você poderá vê-la de longe e saberá que João nasceu. Mandarei também erguer um mastro com uma boneca sobre ele.
Santa Isabel cumpriu a promessa. Certo dia Nossa Senhora viu ao longe uma fumaceira e depois umas chamas bem vermelhas. Foi à casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia 24 de junho.

A lenda das bombas de São João

Antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste por não ter filhos. Certa vez, um anjo de asas coloridas, envolto em uma luz misteriosa, apareceu à frente de Zacarias e anunciou que ele seria pai.
A alegria de Zacarias foi tão grande que ele perdeu a voz desse momento em diante. No dia do nascimento do filho, perguntaram a Zacarias como a criança se chamaria. Fazendo um grande esforço, ele respondeu “João” e a partir daí recuperou a voz. Todos fizeram um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.
Vem daí o costume de as bombinhas, tão apreciadas pelas crianças, fazerem parte dos festejos juninos.

Simpatias, sortes e adivinhas para São João

A moça deve apanhar pimentas num pé de pimenteira com os olhos vendados. Caso ela colha pimenta verde, seu noivo será jovem; se for madura, o casamento será com velho ou viúvo; se a pimenta for de verde para madura, o casamento será com homem de meia-idade.
Aplicar um jejum forçado a um galo por três dias. À noite, no terreiro iluminado, colocam-se montículos de milho nos pés de moços e moças, que devem ter formado uma grande roda. Solta-se, então, o galo faminto no centro. O montículo de milho escolhido pelo galináceo será daquele(a) que se casará em breve.
Passar descalço sobre as brasas da fogueira com uma faca nova na mão. A seguir, enfiar a faca numa bananeira. No outro dia, pela manhã, retirá-la e interpretar o desenho, ou melhor, as iniciais do nome da pessoa com quem vai se casar.
Na noite de São João, escrever o nome de quatro pretendentes em cada ponta do lençol e dar um nó em cada uma delas. De manhã, o nó que estiver desmanchado tem o nome daquele com quem a pessoa vai se casar.
No dia de São João, perguntar o nome do primeiro mendigo que lhe pedir esmolas. Esse será o nome do futuro cônjuge.

Na noite de São João, encher uma bacia com água e ir com ela para a beira da fogueira. Rezar então uma Ave-Maria e, quando terminar, aparecerá na água a sombra do rapaz com quem a moça se casará.
Escrever três nomes em pedaços de papel. Dobrá-los bem e colocar, aleatoriamente, um no fogão, outro na rua e o último sob o travesseiro. Ao amanhecer, desdobrar o que está sob o travesseiro; esse será o futuro cônjuge.
Na noite de São João, passar um ramo de manjericão na fogueira e jogá-lo no telhado.

Se na manhã seguinte ele estiver verde, a pessoa vai se casar com moço. Se estiver murcho, o noivo será velho.
Ainda ao pé da fogueira, segurar um papel branco e passá-lo por cima da fogueira. Sem deixar o papel queimar, girá-lo enquanto se reza uma Salve-Rainha. A fumaça vai desenhar o rosto do futuro marido.
Na noite de 23 de junho, quebrar um ovo dentro de um copo e deixá-lo ao relento. Na manhã seguinte, interpretar o que está desenhado na clara: torre de igreja é casamento (em algumas regiões do Brasil) ou ingresso na vida religiosa (Maranhão); túmulo, caixão de defunto ou rede de defunto significa morte na certa em algumas regiões; em outras, a rede também pode ser interpretada como renda, de que é feito o véu de noiva; significa, portanto, casamento.
Encher uma bacia ou prato virgem com água e levá-la para a beira da fogueira na noite de São João. Acender então uma vela e, enquanto se vai rezando uma Ave-Maria, deixar os pingos da cera caírem na água. Depois é só interpretar a inicial do nome da pessoa com quem vai se casar.
Pôr três pratos sobre uma mesa: um com flores, outro com água e o terceiro com um terço ou rosário.

Os candidatos à sorte entram na sala com os olhos vendados e postam-se atrás das cadeiras à frente das quais estão os pratos. As flores significam casamento; o terço, ingresso na vida religiosa; a água, viagem. Esta é uma sorte característica de regiões marítimas ou fluviais.
Quando estiverem soltando um balão, pensar em algo que se deseja. Se ele subir, acontecerá o que se pensou; caso se incendeie, certamente o “sorteiro” ficará solteiro.
Prender uma fita no travesseiro e rezar para São João. No outro dia, se ela aparecer solta é porque a pessoa vai se casar.

Numa bacia com água, colocar duas agulhas. Se elas se juntarem, é sinal de que a pessoa deve se casar em breve.

Às 6 da tarde da véspera de São João, pôr um cravo num copo com água. Na manhã seguinte, se ele estiver viçoso, é sinal de casamento; se estiver murcho, nada de casamento.
Para curar verrugas, passar sobre elas o primeiro ramo que encontrar ao clarear o dia de São João.

À meia-noite de São João, aquele que não enxergar sua imagem completa no rio morrerá logo. Quem enxergar seu corpo apenas pela metade morrerá no decorrer do ano.

A festa de São João

Em festa de São João, na maioria das regiões brasileiras, não faltam fogos de artifício, fogueira, muita comida (o bolo de São João, principalmente nos bairros rurais, é essencial), bebida e danças típicas de cada localidade.
No Nordeste, por exemplo, essa festa é tão tradicional que no dia 23 de junho, depois do meio-dia, em algumas localidades ninguém mais trabalha. Enfeitam-se sítios, fazendas e ruas com bandeirolas coloridas para a grande festa da véspera de São João. Prepara-se a lenha para a grande fogueira, onde serão assados batata-doce, mandioca, cebola do reino e milho. Em torno dela sentam-se os familiares de sangue e de fogueira.
O formato da fogueira varia de lugar para lugar: pode ser quadrada, piramidal, empilhada… Quanto mais alta, maior é o prestígio de quem a armou. A madeira utilizada também varia bastante: pinho, peroba, maçaranduba, piúva. Não se queimam cedro, imbaúba nem as ramas da videira, por terem uma relação estreita com a passagem de Jesus na terra.

Os balões levam, segundo os devotos, os pedidos para o santo. Quando a fogueira começa a queimar, o mastro, que recebeu a bandeira do santo homenageado, já se encontra preparado. Ele é levantado enquanto se fazem preces, pedidos e simpatias:

São João Batista, batista João,
levanto a bandeira
com o livro na mão.
O nosso corpo é uma podridão,
no fundo da terra,
no centro do chão.
São João adormeceu
no colo de sua tia.
Se meu São João soubesse
quando era seu dia,
descia do céu na terra
cum bandeira de alegria.

Depois do levantamento do mastro, tem início a queima de fogos, soltam-se os busca-pés e as bombinhas. A arvorezinha, também chamada de mastro, que é plantada em frente às casas e, no lugar da festa, é plantada perto da fogueira, está enfeitada com laranja, milho verde, coco, presentes, garrafas, etc.

A cerimônia do batismo simbólico de São João Batista faz parte da tradição da festa, mesmo que ela tenha deixado de ser praticada em alguns lugares hoje em dia. Os devotos se dirigem ao rio cantando com entusiasmo:

Vamos, vamos,
toca a marchar,
n’água de São João
vamos nos lavar.
Depois do banho coletivo, todos voltam para o terreiro cantando:
N’água de São João me lavei.
Toda mazela que tinha deixei!
Ou ainda trazem na cabeça grinaldas de folhagens:
Capelinha de melão
é de São João.
É de cravo e de rosa,

é de manjericão.

A cerimônia do banho varia de uma região para outra. No Mato Grosso, por exemplo, não são as pessoas que se banham nos rios, e sim a imagem do santo. Na Região Norte, principalmente em Belém e Manaus, o banho-de-cheiro faz parte das tradições juninas. A preparação do banho de São João inicia-se alguns dias antes da festa. Trevos, ervas e cipós são pisados, raízes e paus são ralados dentro de uma bacia ou cuia com água e depois guardados em garrafas até o momento do banho. Chegada a hora da cerimônia, os devotos lavam e esfregam o corpo com esses ingredientes. Acredita-se que o banho-de-cheiro tenha o poder mágico de trazer muita felicidade às pessoas que o praticam.
As danças regionais, o som de violas, rabecas e sanfonas, o banho do santo, o ato de pular a fogueira, a fartura de alimentos e bebidas – tudo isso transforma a festa de São João numa noite de encantamento que inspira amores e indica a sorte de seus participantes. No fim da festa, todos pisam as brasas da fogueira para demostrar sua devoção.
Fonte: http://www.festajunina.com.br

SAOJOAOOOO

A lenda do surgimento da fogueira de São João

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Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se. Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que dentro de algum tempo nasceria seu filho, que se chamaria João Batista.

Nossa Senhora então perguntou:
– Como poderei saber do nascimento dessa criança?
– Vou acender uma fogueira bem grande; assim você poderá vê-la de longe e saberá que João nasceu. Mandarei também erguer um mastro com uma boneca sobre ele.

Santa Isabel cumpriu a promessa. Certo dia Nossa Senhora viu ao longe uma fumaceira e depois umas chamas bem vermelhas. Foi à casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia 24 de junho.

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A lenda das bombas de São João

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Antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste por não ter filhos. Certa vez, um anjo de asas coloridas, envolto em uma luz misteriosa, apareceu à frente de Zacarias e anunciou que ele seria pai.

A alegria de Zacarias foi tão grande que ele perdeu a voz desse momento em diante. No dia do nascimento do filho, perguntaram a Zacarias como a criança se chamaria. Fazendo um grande esforço, ele respondeu “João” e a partir daí recuperou a voz. Todos fizeram um barulhão enorme. Foram vivas para todos os lados.

Vem daí o costume de as bombinhas, tão apreciadas pelas crianças, fazerem parte dos festejos juninos.

 

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SIMPATIAS: SÃO JOÃO

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São João: Dia festivo: 24 de junho.
Atributo: santo festeiro.

 

Segundo a tradição, a mãe de João, Isabel, acendeu uma fogueira no deserto para anunciar o nascimento do bebé a sua prima Maria, mãe de Jesus, que assim veria a fumaça ao longe. Por isso, fogueiras, balões e fogos de artifício comemoram o dia do santo considerado festeiro.
João pregava às margens do rio Jordão, em Israel, e baptizava os fiéis que se convertiam ao cristianismo mergulhando-os nas águas. Daí ser conhecido como São João Batista. Hoje, nas cidades nordestinas, existe o costume de, na madrugada do dia 24 de junho, tomar banho em um rio ou mesmo mergulhar uma imagem do santo, como forma de purificação.

João foi executado no ano 31, por ordem do imperador romano Herodes, para satisfazer o pedido de sua enteada, Salomé.

Relativamente aos objectos a utilizar nas simpatias e adivinhações, é essencial que todos sejam virgens, ou seja, que nunca tenham sido usados

 

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Simpatias para a festa de São João

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Simpatias de São João para o dinheiro

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Simpatia do louro, para saber se terá dinheiro

No dia 23/6 pegue um ramo de louro e passe levemente pelo fogo. Depois, jogue-o sobre o telhado da sua casa.

Se no dia seguinte ele ainda estiver verde, simboliza dinheiro para este e os próximos anos, mas se estiver retorcido, é um sinal de dificuldades.

Simpatias de São João para protecção

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Simpatia de são João para obter proteção e alegria
Numa bacia com água, junte cravos e folhas de alecrim e manjericão e deixe descansar.

No dia de são João, tome um banho e jogue a mistura no corpo, do pescoço para baixo, invocando a proteção dele. Enxugue-se apenas de leve.

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Simpatia de São João para Protecção e Alegria:

Encha uma bacia com água e adicione cravo, alecrim e manjericão. Deixe descansar. No dia de São João jogue a mistura do pescoço para baixo e peça protecção e alegria. Enxugue levemente.

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*** Simpatias de São João para o amor***

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Simpatia dos carvões, para saber se vai encontrar o amor nesse ano.

Pegue dois pedaços de carvão, de tamanhos diferentes e coloque-os numa bacia (de preferência de ágata) com água.

Deixe-a debaixo da sua cama. O primeiro pedaço colocado representa o ano em que se encontra e o segundo pedaço, o ano seguinte.

No dia seguinte, você saberá se encontrará sua alma gémea neste ano ou não dependendo do carvão que boiar primeiro no dia seguinte.

Simpatia da bananeira, para descobrir o nome do seu amor:

Na noite de 23 para 24 de Junho, enfie uma faca nova e nunca usada no caule de uma bananeira.

Na manhã seguinte, retire a faca. A letra que ali aparecer será a inicial de seu futuro companheiro ou compaheira.

Simpatia da bacia, para descobrir o nome do seu amor

Na noite de 23 para 24 de Junho, escreva diversos nomes em pedaços de papel e coloque-os, dobrados em quatro, numa bacia com água.

O que amanhecer aberto indicará o nome de seu futuro companheiro ou companheira.

===

Simpatia das agulhas para saber se o casamento está próximo

No dia de São João, coloque duas agulhas de tamanhos iguais dentro de uma bacia com água contendo duas colheres de açúcar.

Se no dia seguinte elas estiverem próximas, simboliza que o casamento também está próximo.

Simpatia do manjericão, para descobrir idade do seu amor:

Passe um ramo de manjericão na fogueira e atire-o ao telhado. Se na manhã seguinte o manjericão ainda estiver verde, o casamento é com moço. Se murchar, é com velho.

========

Simpatia dos 3 pratos de água (para solteiros):

Separe três pratos, um sem água, outro com água limpa, e outro com água suja: quem faz a experiência aproxima-se com os olhos vendados e põe a mão sobre um deles; o prato sem água não dá casamento, o de água suja indica que o casamento será com um viúvo, e o de água limpa, com solteiro.

Simpatia dos 3 pratos:

Colocar sobre a mesa três pratos contendo: flores, água e um terço ou rosário. Os candidatos à sorte, vão entrando com os olhos vendados e postam-se atrás das cadeiras em cuja frente estão os pratos, cuja sorte é: com flores, casamento; com terço, ingresso na vida religiosa; com água, viagem. Esta água nos informa que é uma sorte característica de regiões marítimas ou fluviais.

Do copo virgem (para solteiros):

Passe sobre a fogueira um copo virgem contendo água. Depois amarre a aliança de uma mulher casada enrolada em um fio de cabelo. Reze uma Ave-Maria. Tantas são as pancadas dadas pelo anel nas paredes do copo quantos os anos que o pretendente terá de esperar para se casar.

Simpatia do mendigo:

No dia de S. João, ao primeiro mendigo que pedir esmolas, indagar-lhe o nome. Esse será o nome do futuro cônjuge.

Simpatia do lençol:

Na noite de São João, escreva o nome de quatro pretendentes em cada ponta do lençol e dê um nó em cada uma delas. De manhã, o nó que estiver desmanchado tem o nome da pessoa com quem você vai se casar.

Simpatia do papel na fogueira:

Na beira da fogueira, segurando um papel branco, coloca-se por cima da fogueira e, sem deixar o papel queimar, ir girando-o, enquanto reza uma Salve Rainha. A fumaça irá fazendo um desenho que nada mais será do que o rosto do homem com quem vai se casar.

Simpatia da vela:

Em uma bacia ou prato virgem, colocar água e levá-la para a beira da fogueira, na noite de S. João. Acender então uma vela e, enquanto vai rezando uma Ave-Maria, deixar os pingos da vela caírem na água. Depois é só interpretar a inicial da letra do homem com quem vai se casar.

===

Simpatia do balão:

Quando estiverem soltando um balão, “colocar” nele um pensamento. Se subir, acontecerá o que se pensou, mas caso se incendeie, tristeza e frustração ao “sorteiro” que, certamente, ficará solteiro.
Simpatia do cravo:

Às 18h00, na véspera de São João, colocar um cravo num copo com água. De manhã, observe: se estiver viçoso, é sinal de casamento; se estiver murcho, não haverá casamento.

Simpatia da fita no travesseiro:

Prenda uma fita no travesseiro e reze para São João. No outro dia, se aparecer solta é porque você casar.

Simpatia para saber se o casamento está próximo:

Na noite de São João, faz-se pirão com um pouco de farinha e mistura um caroço de milho.Com os olhos fechados divide-se o pirão em 3 porções e se coloca uma na porta da rua, outra sob a cama e a terceira na porta do quintal, se for encontrado o caroço de milho na porta da rua, é sinal de próximo casamento; se sob a cama, o casamento é demorado, se na porta do quintal, não há possibilidade de casamento.

Simpatia dos alhos para saber se irá casar:

Plantar três dias antes do dia de São João três cabeças de alho. Quantas cabeças de alho aparecerem nascendo no dia de São João, tantos serão os anos de espera do casamento; se nenhuma aparecer, é que a pessoa não casará.

======

Simpatia para descobrir namorado:

Esta simpatia deve ser feita no dia de São João (24 de Junho).

Se você for a uma festa onde vão estar vários homens interessantes, leve na sua bolsa um pouquinho de sal, embrulhado num guardanapo de papel. Aproxime-se da mesa de comes-e-bebes e, sem que ninguém perceba, jogue uma pitada de sal por cima dos alimentos que serão servidos. Enquanto faz isso, diga mentalmente: “A boca que este sal provar é daquele que vai me amar”.

Depois, é só ficar com atenção para ver qual deles vai comer o sanduíche.

Para saber o nome do futuro namorado:

No dia de São João (24 de Junho), encha uma panela com água, acrescentando três cravos-da-índia e sete gotas do perfume que você sempre usa. Leve ao fogo e, quando a água ferver, jogue na panela um pedaço de linha branca de uns 20 centímetros. A letra que se formar com a linha será a inicial do nome do namorado.

 

SAOJOAOOOO

Para longevidade

Simpatia do carvão, para casais:

Pegue na fogueira de São João dois carvões de tamanhos diferentes e coloque-os numa bacia com água.

Se os dois boiarem, o casal terá vida longa. Se o maior afundar, será sinal de que o marido morrerá antes. Se ambos afundarem os dois morrerão na mesma época.

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Simpatia da Salve Rainha (para solteiros)

Ponha uma bacia ou tigela com água e olhe para dentro, rezando a Salve Rainha; deve aparecer a imagem do seu futuro par. Se nenhuma imagem, aparecer é porque você morrerá neste mesmo ano. Pode-se também fazer a experiência olhando para o fundo de uma cacimba.

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Simpatia do Rio

Morrerá logo quem, à meia-noite de São João, não ver sua imagem no rio completa e morrerá no decorrer do ano quem ver seu corpo espelhado apenas pela metade.

Para beleza

Simpatia do 1º ramo:

As verrugas curam-se passando sobre elas o primeiro ramo que encontrar ao clarear o dia de São João.

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Para crescer o cabelo:

Cortar 3 pontas do cabelo e enterrar no pé da bananeira às 0:00 horas, do dia de São João, para crescer o cabelo

http://www.astrologosastrologia.com.pt/simpatias+santos=simpatias_sao_joao.htm

 

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Mais  Simpatias, sortes e adivinhas para São João

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Simpatias, sortes e adivinhas para São João

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A moça deve apanhar pimentas num pé de pimenteira com os olhos vendados. Caso ela colha pimenta verde, seu noivo será jovem; se for madura, o casamento será com um velho ou viúvo; se a pimenta for de verde para madura, o casamento será com um homem de meia-idade.

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Aplicar um jejum forçado a um galo por três dias. À noite, no terreiro iluminado, colocar montículos de milho nos pés de moços e moças, que devem ter formado uma grande roda. Soltar, então, o galo faminto no centro. O montículo de milho escolhido pelo galináceo será daquele(a) que se casará em breve.

Passar descalço sobre as brasas da fogueira com uma faca nova na mão. A seguir, enfiar a faca numa bananeira. No outro dia, pela manhã, retirá-la e interpretar o desenho, ou melhor, as iniciais do nome da pessoa com quem vai se casar.

Na noite de São João, escrever o nome de quatro pretendentes em cada ponta do lençol e dar um nó em cada uma delas. De manhã, o nó que estiver desmanchado tem o nome daquele com quem a pessoa vai se casar.

No dia de São João, perguntar o nome do primeiro mendigo que lhe pedir esmolas. Esse será o nome do futuro cônjuge.

Na noite de São João, encher uma bacia com água e ir com ela para a beira da fogueira. Rezar então uma Ave-Maria e, quando terminar, aparecerá na água a sombra do rapaz com quem a moça se casará.

Escrever três nomes em pedaços de papel. Dobrá-los bem e colocar, aleatoriamente, um no fogão, outro na rua e o último sob o travesseiro. Ao amanhecer, desdobrar o que está sob o travesseiro; esse será o futuro cônjuge.

Na noite de São João, passar um ramo de manjericão na fogueira e jogá-lo no telhado. Se na manhã seguinte ele estiver verde, a pessoa vai se casar com moço. Se estiver murcho, o noivo será velho.

Ainda ao pé da fogueira, segurar um papel branco e passá-lo por cima da fogueira. Sem deixar o papel queimar, girá-lo enquanto se reza uma Salve-Rainha. A fumaça vai desenhar o rosto do futuro marido.

Na noite de 23 de junho, quebrar um ovo dentro de um copo e deixá-lo ao relento. Na manhã seguinte, interpretar o que está desenhado na clara: torre de igreja é casamento (em algumas regiões do Brasil) ou ingresso na vida religiosa (Maranhão); túmulo, caixão de defunto ou rede de defunto significa morte na certa em algumas regiões; em outras, a rede também pode ser interpretada como renda, de que é feito o véu de noiva; significa, portanto, casamento.

Encher uma bacia ou prato virgem com água e levá-la para a beira da fogueira na noite de São João. Acender então uma vela e, enquanto se vai rezando uma Ave-Maria, deixar os pingos da cera caírem na água. Depois é só interpretar a inicial do nome da pessoa com quem vai se casar.

Pôr três pratos sobre uma mesa: um com flores, outro com água e o terceiro com um terço ou rosário. Os candidatos à sorte entram na sala com os olhos vendados e postam-se atrás das cadeiras à frente das quais estão os pratos. As flores significam casamento; o terço, ingresso na vida religiosa; a água, viagem. Esta é uma sorte característica de regiões marítimas ou fluviais.

Quando estiverem soltando um balão, pensar em algo que se deseja. Se ele subir, acontecerá o que se pensou; caso se incendeie, certamente o ?sorteiro? ficará solteiro.

Prender uma fita no travesseiro e rezar para São João. No outro dia, se ela aparecer solta é porque a pessoa vai se casar.

Numa bacia com água, colocar duas agulhas. Se elas se juntarem, é sinal de que a pessoa deve se casar em breve.

Às 6 da tarde da véspera de São João, pôr um cravo num copo com água. Na manhã seguinte, se ele estiver viçoso, é sinal de casamento; se estiver murcho, nada de casamento.

Para curar verrugas, passar sobre elas o primeiro ramo que encontrar ao clarear o dia de São João.

À meia-noite de São João, aquele que não enxergar sua imagem completa no rio morrerá logo. Quem enxergar seu corpo apenas pela metade morrerá no decorrer do ano.

 

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SORTES DE SÃO JOÃO

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É um costume antigo, tanto no interior do estado, quanto na capital, na noite das vésperas de São João, moças, rapazes, homens, mulheres, reunirem-se nos alpendres das casas diante das fogueiras entre o espocar dos fogos de artifício, procederem as sortes de São João.

Dá-se ao interessado ou interessada, a relação dos números disponíveis, aos quais correspondem as respectivas sortes. Uma vez este escolhido, procura-se o mesmo na relação junto ao qual está a sorte e a leitura é feita, em voz alta.

Aqui, uma série de sortes e respectivos números, para uso neste São João:
Quem será meu namorado(a)?

Senhoritas

2
Melhor de certo seria
Não divulgar teu segredo
Ele é mau, não tem valia
E é feio que mete medo
3
Teu amado é conhecido
Bonito, feio na pândega
E que está comprometido
No fogo havido na alfândega

4
Em tal matéria tens sorte
Que mói, que rala, que mata
Terás um namoro forte
Com um certo diplomata

5
Há de um dia namorar-te
Um simpático aspirante
Dileto filho de Marte
Fino, correto, elegante

6
Quem seus segredos não guarda
Tem por cupido descaso
O teu amor pela farda
Nos mostra um soldado raso

7
Menina, não desanime
Que a sorte não lhe faz mal
Por você já se comprime
De amores um general

8
Em breve estarás contente
Minha mimosa santinha
Namorando abertamente
Esbelto guarda-marinha

9
Qualquer de certo te agrada
Mas teu gênio interesseiro
Vai fazer-te namorada
Só de rapaz de dinheiro

10
Um velho, um velho sisudo
Barba branca, andar cansado
Feio, bambo, barrigudo
Terás por teu namorado

11
O teu desejo tem graça
E causa até sensação
Mas teu coração é praça
Tomada por alemão

12
Nem sempre a sorte mesquinha
Vem trazer felicidade
Ficarás muito velhinha
Amando, em segredo, um frade

 

 

Rapazes

2
Não te dê isto canseira
Meu cara de santarrão
Só velha namoradeira
Almeja-te o coração

3
O teu hábito berrante
Tão bisonho já te fez
Que te mira a todo instante
Gorda filha de um burguês

4
Tu és um bicho matreiro
Mas não iludes ninguém
E na filha de um vendeiro
Que vê teu futuro bem

5
O teu todo folgazão
Não agradando as meninas
Provoca sempre cisão
Entre as viúvas ladinas

6
Contemplando a desastrada
Figura tua, banzeira
Já ficou apaixonada
Certa velha quitandeira

7
Linda, modesta, franzina
Meiga, terna, recatada
Risonha, aqui diz a sina
Será tua namorada

8
Na tua vida o partido
Que achaste é infeliz
Pois o teu ar sacudido
Apaixonou certa atriz

9
Vou te falar a verdade
Vou ser muito verdadeiro
Tu vives pela amizade
Da filha de um fazendeiro

10
No amor não tens canseira
Freguês de todas as rodas
Estás amando uma caixeira
De certa casa de modas

11
De letras tu nada entendes
Mas quem tiver boas vistas
Vê logo que tu pretendes
Amar uma normalista

12
Amando com espalhafato
Ninguém no mundo ignora
Que tu és o candidato
De respeitável senhora

 

Casar-me-ei

Solteiras

2
Quem sabe lá! Pode ser
Tudo hoje está se vendo
Vezes a gente não quer
Mas tem de acabar querendo

3
Casarás e muito breve
Teu escolhido do peito
Aqui está, mas não se atreve
A declarar-se o sujeito

4
Não casas, não. Na cidade
Já se sabe que ele foi-se
Também, flor, na tua idade
O casar já não é doce

5
Queres saber com certeza
Se casas ou não te casas?
Perguntas quem nesta mesa
Está me ouvindo sobre brasas

6
Hás de casar brevemente
Isto é sabido e notório
Teu noivo está bem doente
Pode salvá-lo o casório

7
Vais casar, mas com franqueza
Não farás bom casamento
Se solteira tens tristeza
Casada terás tormento

8
Tu já passaste da idade
Casar, não te dê canseira
Pra passar necessidade
É melhor ficar solteira

9
Pode ser que a sorte um dia
Te mostre com casamento
Conserva a tua alegria
Espera o grande momento

10
Promete casamentagem
Teu noivo esperto e sagaz
Mas inventa uma viagem
Marca o casório e não faz

11
Muito breve casarás
Sem tricas nem empecilhos
Hás de ser feliz demais
E hás de ter muitos filhos

12
Hás de ficar solteirinha
Que pra casar não tens meios
Morrerás muito velhinha
Criando filhos alheios
(In Revista Joanina, junho de 1981)

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MAIS ALGUMAS SORTES DE SÃO JOÃO

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  1. Apanhar pimentas num pé de pimenteira, com os olhos vendados. Caso a moça apanhe pimenta verde, noivo jovem; madura, casamento com velho ou viúvo, pimenta verdolenga para madura, inchada, casamento com homem de meia idade.
  • Quebrar um ovo dentro de um copo, deixá-lo ao relento. Ao amanhecer (de 24 de junho) interpretar o que está desenhado na clara: torre de igreja, casamento (em algumas regiões do Brasil) ou ingresso na vida religiosa (Maranhão) um túmulo ou caixão ou rede de defunto, morte na certa em algumas regiões, este tipo de rede é interpretado como sendo de renda e renda é véu de noiva, outros lugares afirmam que é cortinado e cortinado faz lembrar cama, então é casamento também. Este cortinado sobre a cama, por outro lado, nos revela que em tais regiões há muitos pernilongos…

  • Jejum forçado de três dias que se aplica a um galo. À noite, no terreiro iluminado, colocam-se montículos de milho nos pés dos moços e moças que fizeram uma grande roda. Solta-se o galináceo faminto no centro. O montículo escolhido pelo galo será daquele que se casará em breve.

  • Passar descalço sobre as brasas da fogueira, com uma faca nova na mão. Finda a passagem, enfiar a faca numa bananeira. Noutro dia, pela manhã, retirá-la e interpretar o desenho ou melhor as iniciais do nome do futuro cônjuge.

  • Com um gole d’água na boca, ficar atrás da porta. Ao ouvir o primeiro nome. Esse será o do futuro cônjuge.

  • No dia de São João, o primeiro mendigo que pedir esmolas, indagar-lhe o nome. Esse será o do futuro cônjuge.

  • Escrever três nomes em pedaços de papel. Dobrá-los bem. Colocar, sem reconhecer um fogão, outro na rua e o último sob o travesseiro. Ao amanhecer, desdobrar o que está sob o travesseiro, esse será o nome do futuro cônjuge.

  • Sobre a mesa foram colocados pratos contendo: flores, água e um terço ou rosário. Os candidatos à sorte, vão entrando com os olhos vendados e postam-se atrás de uma das cadeiras em cuja frente estão os pratos, cuja sorte é: com flores, casamento; com terço, ingresso na vida religiosa; com água, viagem. Esta água nos informa que é uma sorte própria das regiões fluviais ou marítimas brasileiras.

  • Quando estão soltando balão, colocar nele um pensamento. Alcandorando, acontecerá o que se pensou, mas caso se incendeie, tristeza e frustração ao sorteiro que ficará solteiro…

  • (ARAÚJO, Alceu Maynard. Folclore nacional)

    SAOJOAO2

    QUER ALGUMAS SORTES DE SÃO JOÃO? SIRVA-SE!

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    Nos dias de 13, 24, 29, ou na passagem do respectivo dia anterior para esses dias (o instante mágico é meia-noite, como sempre) se podem tirar “sortes” do santo, ligadas ao amor, à profissão, ao destino e a outros assuntos. Algumas dessas “sortes”:

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    Sorte de namoro

    Plantar um dente de alho com o nome da moça, ou do moço, de quem gosta, escrito num papel. Fica o dente do alho pra cima, junto com o papel. No dia seguinte diz que já amanhece brotando o que vai dar casamento. Se não no dia seguinte, esperar mais alguns dias.

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    Sorte do copo com clara

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    A gente pega um pouco d’água e bota uma clara de ovo. Não pode olhar; a gente cobre. No outro dia, aparece o modelo da noiva. Se não aparecer nada, quer dizer que não vai casar nesse ano.

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    Sorte do prato d’água

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    Escreve os nomes das moças, ou dos moços, em pedaços de papel. E torce todos os papeizinhos, bem torcidos. A quantidade que quiser. Põe todos num prato d’água, e deixa. No dia seguinte, o papel que aparecer aberto, é o que tem o nome que vai dar casamento.

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    Na beira do rio

    Chega a beira do rio à meia-noite de São João. Se a gente não vê a sombra da gente na água, é porque não alcança o outro São João; morre antes.

    Amarrar as pontas do lençol

    Escreve-se o nome de três pessoas amadas, em três pedaços de papel. Coloca-se cada pedacinho de papel (com um nome escrito) numa ponta do lençol e se dá um nó, mas sem colocar nenhum papel. Vira-se o lençol várias vezes, arruma-se a cama, e vai-se dormir. Na manhã seguinte, se escolhe uma ponta e se desata o nó: o nome no papel será o da pessoa mais indicada para o casamento, e se tiver sido desfeito o nó sem papel é porque não vai haver casamento.

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    Três grãos de feijão

    Pega-se três grãos de feijão; um inteiro, outro tira-se a metade de casca, o outro tira-se toda a casca. Coloca-se debaixo do travesseiro. No dia seguinte pega-se sem olhar um dos grãos do feijão. Se pegar o inteiro casa-se com moço rico; se pegar o que está pela metade casa-se com classe média; se pegar o descascado casa-se com pobre.

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    Três limões

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    Pega-se três limões – um verde, um quase verde e um maduro. Venda-se os olhos da moça e ela pegará um dos três limões. Se pegar o verde casará com o rapaz mais novo, se pegar o quase verde (o regular nem verde e nem maduro) casa-se com rapaz de idade regulando com a da moça, se pegar o maduro casa-se com rapaz mais velho.

     

    SAOJOAOOOO

    RODAS DE SÃO JOÃO

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    “Noite de São João, ontem como hoje, sem fogueiras e balões, sem fogos e adivinhas, sem canjica, pamonha ou milho assado nas brasas: São João, hoje sem o arrasta-pé ao som da harmônica, como ontem sem o ritmo do coco e das rodas, não pode merecer bem o nome de São João”.

    De fato, no complexo cultural do São João nenhum destes elementos pode faltar no Nordeste. A maioria até não pode ser vista ou realizada em qualquer outra ocasião. As fogueiras e os balões, as adivinhações matrimoniais, as sortes e a culinária são-lhe elementos próprios e exclusivos. Só podem ser vistos no mês de festas: Santo Antônio, São João e São Pedro.

    Contudo, um elemento importante das festas juninas, tão indispensável quanto os outros, existe que não lhes é exclusivo: as danças.

    São de qualquer época, momento, dia, festividade: Natal, festas de padroeiros, casamentos, batizados, aniversários. Mas a verdade é que, integrantes das festas de São João, dão-lhe um cunho característico, quase lhes chegando a ser próprias e também exclusivas, sobretudo na sua variedade rural.

    Em Alagoas, um São João sem as velhas rodas e um bom pagode, sem uma boa sanfona pé duro ou um regional com cavaquinho, violão e clarinete, é como uma festa de Natal de Bebedouro no tempo do Bonifácio sem os cocos de visita, as emboladas do Chico Barbeiro, e a Torre da praça de Santo Antônio.

    Sobretudo as rodas que têm sido desde o século passado não somente danças infantis mas igualmente bailes de adultos, e bailes mais dançados e característicos, principalmente na época joanina.

    Foram mesmo nas duas últimas décadas do século passado, juntamente com o coco, as danças de salão usadas nas melhores casas de Maceió e seus arrebaldes, ou nas velhas casas-grandes dos engenhos, muito antes das mazurcas, polcas, schottischs, quadrilhas e lanceiros, e até preferentemente a estas últimas danças da estranja quando invadiram nesta época os salões elegantes e daí os demais ambientes sociais do Estado.

    Num romance documentário cuja ação se passa nesta cidade de Maceió, no fim do século passado, há uma referência a estas danças regionais alagoanas:

    “E basta de divagações; vamos às danças; interessantes e engraçadas também as danças campestres!…

    Temos a ciranda que dançam aos pares, passeando em redor da sala; depois fazem balancê, rondam, etc.; e mais engraçadas se tornam pelo desafio das quadras entre rapazes e moças; por exemplo:
    Elas:
    – Alecrim verde cheiroso,
    Ele seco, cheira mais,
    As moças que se fiam em homens
    Todas ficam dando ais!

     

    Eles:
    – Estas mocinhas d’agora
    Só pensam em namorar,
    Põem a panela no fogo
    Mas não sabem temperar!
    E assim muitas outras.

    Após esta, dançam a Margarida, o Carangueijo, nos quais além das voltas batem palmas e, na última, também com o pé, o que as moças fazem com muita graça, arregaçando um pouco o vestido para mostrar a pontinha do pé. Todas elas se dançam aos pares; as duas que acabo de descrever não são mais do que um ensaio para o célebre e decantado coco alagoano. Ah! Guiomar, este ainda é mais engraçado, conquanto muito barulhento, porque os dois pares fazem um sapateado no meio da sala, e, depois, em frente dos pares a quem vão visitar e desalojar; estes recebem-nos da mesma forma, e, deixando-o no lugar, saem a fazer o mesmo com outros pares, sendo todas estas danças cantadas em diferentes tons”. (O Dedo de Deus, por Hermessilca, Bahia, 1928, Ação do romance em 188…)

    Estas danças de roda e o coco que imperaram nos salões de Maceió até pouco depois da primeira guerra mundial, quando do advento das danças americanas, eram também as danças de São João nas cidades do interior e dos engenhos. Numa pesquisa de folclore, que data de mais de 30 anos, e referente ao fim o século passado, conseguimos colher com velhos parentes, várias outras danças de roda além do Caranguejo, da Ciranda e da Margarida, cujo texto pouco conhecido aqui transcrevemos:

     

    Solo:
    Margarida é um bichinho
    Que anda rasteiro no chão,
    Quando a gente pega nela
    Margarida diz que não.

    Coro:

    Aí, dinha, aí dô…
    Margarida, meu amor.

    Solo:

    Margarida diz que tem
    Quatro varas de cordão
    Para dar à sua filha
    Prá casar com o capitão.

    Coro:

    Aí, dinha, aí dô…
    Margarida, meu amor.
    Entre elas, por exemplo, a Sinha Naninha:

    Sinha Naninha da Costa de Lima
    Seu Manoel corta pau de girau;
    Se ele corta e torna a recortá,
    Sinha Naninha como está?
    O Chico disse:

    Chico disse que não come
    Carne seca com feijão
    Queira Deus que ele não seja
    Ladrão de nossos capão.

    Esse Chico é meu.
    Será ou não?
    Outro pé calçado,
    Outro no chão,
    Se anda no mato
    Anda de gibão.
    O Manoel quero-te bem:

    Manoel por ver as moças
    Fez uma ponte de prata,
    As moças não passam nela,
    Manoel porque te matas?

    Quero-te bem, Manoel, quero-te bem,
    Quero-te bem, Manoel, não quero não!
    Quero-te bem, Manoel, quero-te bem,
    Quero-te bem, Manoel, no coração.
    O Candieiro:

    Anda a roda, candieiro
    Anda a roda sem parar,
    Todo aquele que errar,
    Candieiro há de pegar.
    Candieiro ô, está na mão de iôiô,
    Candieiro á, está na mão de iáiá.
    O Remador:

    Rema, rema, remador,
    Quem mais rema, mais ganhou,
    Remador anda na roda
    Procurando o seu amor.
    E muitas outras, ainda hoje persistentes no folclore lúdico infantil: A dança da Carrasquinha, a Agulha, a Rosa Morena, do Bosque a rola, a Rolinha, O Logo digo, a Mariazinha, a Senhora viúva, Tetê vira o beco, etc.

    Dessas danças de roda, de inegável origem portuguesa ou européia, é que descendem as atuais danças de roda da zona rural que junto aos cocos constituem os últimos pagodes que ainda se realizam no interior, enquanto a sanfona e suas danças não terminam a fatal e inelutável ocupação das mais humildes salas de dança do nosso hinterland.

    Nos pagodes, as rodas precedem e se intercalam aos cocos, servindo assim para animar ou descansar os dançarinos da rude e cansativa coreografia do célebre baile afro-brasileiro.

    Quatro são as principais variedades de rodas que conseguimos identificar na zona rural: a roda de passeio, a roda de valsar, a roda de mazurca e a roda de tropel.

    Na roda de passeio forma-se a roda, ligando-se os pares entre si e com os outros pelas mãos. E enquanto o solista tira os versos e o coco responde o estribilho, a roda vai marchando como movimento e tour da quadrilha.

    As mais usadas e tradicionais rodas de passeio são Passeia, meu bem, passeia:

    Coro:
    Passeia, meu bem, passeia,
    Que o passeio é naturá,
    Os passeio da morena
    Inda faz mamãe chorá.

    Solo:
    Se prepare a moçada
    Saia ela a passiá,
    Que os passeio da morena
    Muitos trabalhos vai dá.
    E, Não chore, não meu bem:

    Solo:
    Menina, se quereis vamos,
    Não te ponhas maginando:
    Que o cavalo da viagem
    Está no mato se criando.

    Coro:
    Não chore, não meu bem
    Não vai chorá, meu amô (bis)
    As vezes a disposição dos pares na roda de passeio pode ser mesma da Promenade das quadrilhas.

    A roda de valsar diferencia-se da de passeio porque durante estribilho os dançarinos que marcham em roda, desligam-se as parelhas enlaçam-se dançando no salão.

    Entre as mais populares estão por exemplo, Como é tão belo:

    Solista:
    Ô, que coqueiro tão alto
    Pendido pra Jaraguá,
    O amor dos outros vem,
    Só o meu não quer chegar.

    Coro:
    Como é tão belo
    Duas andorinhas,
    Bacurau anda de noite
    Pra não vê suas peninhas.
    Olelê, meu baianinho:

    Solista:
    Ô menina que estais na roda
    Tira uma flô para me dá.

    Coro:
    Ô lelê, meu baianinho,
    Ôlelê, meu baianá.

    Solista:
    Não é flores não é nada,
    Somente pra nos falá.

    Coro:
    Ô lelê, meu baianinho,
    Ôlelê, meu baianá.
    Variedade especial de rodas de passeio ou de valsar são aquelas semelhantes ao Arara das danças de parelhas de salão, em que um cavalheiro, fica sem dama e ao grito de Arara toma a primeira que alcança, mudando-se assim, todos os pares.

    No Papagaio louro, a troca dos pares inicia-se ao estribilho, quando se começa a cantar:

    Papagaio louro
    Do bico dourado,
    Quem tem sua dama dança
    Quem não tem fica parado.
    No Olhe o lenço, a mudança também se faz no estribilho quando o dançarino sem par ou do meio da roda escolhe um cavalheiro e lhe entrega o lenço que ele é obrigado a receber cedendo-lhe a dama:

    Olhe o lenço, olhe o lenço,
    Olhe o lenço iáiá,
    Receba este lenço
    Que a morena mandou dá.
    A roda de mazurca é no início, durante o canto dos versos ou estrofes e na primeira parte do estribilho uma roda de passeio, mudando a coreografia nos dois últimos versos.

    No Araúna, uma das mais belas e tradicionais, após cantadas a estrofe e parte do estribilho:

    Solista:
    Sapatinho que eu calcei Araúna,
    No monturo já larguei;
    Não me importa que outros logrem,
    O amor que já logrei.

    Coro:
    Eu tenho meu anel de ouro, Araúna,
    Foi meu amor quem me deu.
    Os dançarinos, sempre de mãos dadas, recuam, afastando bem os braços e enlarguecendo a roda ao máximo enquanto cantam o terceiro verso:

    Arrasta o pé prá trás, chotinho.
    E após sapateiam todos em direção ao centro da roda, sempre de mãos dadas ao cantar:

    Oi araúna não faz que nem eu!
    Na roda de mazurca – Eu perdi meu anel há uma pequena variante. Após terceiro e quarto versos – Eu quero que apanhe bem abaixadinho, todos os dançarinos ao som do ajuê, fazem ligeiro movimento de genuflexão antes de executar o sapateado ou tropel em direção ao centro da roda:

    Coro:
    Eu perdi meu anel
    Foi do dedo mindinho
    Eu quero que apanhe
    Bem abaixadinho.

    Ajuê, tim, tim,
    Tim, tim, tim.
    Na roda – Despedida de amor, cantada sempre como despedida nos pagodes não há verso ou estrofe. O solista despede-se das pessoas presentes enquanto os pares recuam, alargando a roda, e o coro responde o estribilho de um só verso enquanto sapateia para o centro:

    Solista:
    O laiá, despedida…

    Coro:
    Despedida de amô, é quem faz chorá.

    Solista:
    Dono da casa, despedida.

    Coro:
    Despedida de amô, é quem faz chorá.

    Solista:
    Minha gente, despedida.

    Coro:
    Despedida de amô, é quem faz chorá.

    Solista:
    Povo todo, despedida.

    Coro:
    Despedida de amô, é quem faz chorá.

    Solista:
    Dona Tonha, despedida.

    Coro:
    Despedida de amô, é quem faz chorá.
    A roda de tropel, a mais complicada das rodas rurais de Alagoas, é uma mistura de roda de passeio com os sapateados do coco, podendo-se perfeitamente distingüir tanto no ritmo quanto na coreografia, estas duas partes. Daí ser confundida muitas vezes pelos leigos com o próprio coco, sobretudo com o coco atualmente dançado em certas zonas, não mais de parelha ligada, como nas danças de salão.

    Enquanto se canta a estrofe e o coro responde o estribilho os pares, de mãos soltas e dispostos em roda no salão, movimentam-se no sentido dos ponteiros do relógio em meios passos alternados para um e para outro lado; defrontando-se neles, ora com o cavaleiro ou dama da direita, ora da esquerda:

    Coro:
    Mais quem é que eu danço hoje,
    Danço mais você, menina! (bis)

    Solista:
    Meu benzinho, de tão longe
    Que viesses cá buscá.

    Coro:
    Mais quem é que eu danço hoje,
    Danço mais você, menina!

    Solista:
    Viesses me enchê de pena
    Acabá de me matá.

    Coro:
    Mais quem é que eu danço hoje,
    Danço mais você, menina!
    Cantada uma ou duas estrofes como a precedente, o cantor solista grita para os dançarinos:

    Oia o trupé!

     
    E então a roda se desmancha, ligando-se cada cavalheiro com sua dama, como nas danças de parelha de salão, mas não exatamente vis-à-vis como modernamente e sim como nas danças enlaçadas de outrora, em que as parelhas ligavam-se pelos braços apenas, ficando os dançarinos colocados lateralmente um em relação ao outro. Então inicia-se o sapateado ou trupé (tropel), em ritmo semelhante aos de um coco durante todo o tempo em que o cantador solista o canta, como na roda que vimos tomando como exemplo e que é aliás uma das mais célebres rodas de tropel de Alagoas, – a roda de Zé Rubino, grande cantador de rodas há 30 anos:

    Tropel:
    Quem não tem gosto
    De dançá de madrugada
    Uma roda bem tirada
    Pelo velho Zé Rubina?
    Pegue um botão
    De cravina bote no peito
    Prá dançá precisa jeito
    No chiado da botina.
    Aliás o tropel é repartido, isto é, ao cantar-se a sua segunda estrofe, os dançarinos mudam a sua posição nas parelhas, isto é, se o cavalheiro estava à esquerda da dama passa à direita, e vice-versa.

    As vezes, sobretudo antigamente, a segunda estrofe do tropel era a primeira invertida como nesta velha roda:

    Tropel:
    Seu Jona do Pirajá
    Só vadeia quando qué
    Bambeia prá não quebrá
    Chapéu de só de mulé
    Bambeia prá não quebrá
    Só vadeia quando qué
    Seu Jona do Pirajá
    Há também outras variedades de roda de tropel como por exemplo as rodas infestadas, em que o tropel é constituído não de duas estrofes mas de inúmeras quadras, demorando o tropel durante tempo enorme e então semelhando a dança um legítimo coco atual. Célebres são as rodas infestadas da cantadeira Lídia Santana, que Dilu Melo ouviu certa vez no Engenho Boa Sorte. Damos aqui um exemplo de roda infestada na qual Lídia adaptou como tropel o célebre Lundu da negra:

    Estribilho:
    Oi o galo já cantou
    O passarinho piou
    Te alevanta moreninha
    Que teu amô já chegou.

    Solista:
    Quem qué, quem qué?

     

    Coro:
    Uma negra daquela (bis, tris, etc.)

    Tropel:
    Olhe o grito da nêga
    Olhe o jeito dela,
    Com a cara preta
    Que nem panela;
    O nariz chato
    Que nem canela,
    Palitô venera.
    O ôio amarelo,
    Ôio de remela,
    Assim ela diz
    Que a nêga é bela.
    Quem qué, quem qué?

    Uma nêga daquela. (bis)

    Os ôio da nêga
    E um ôio de gais
    Retira a nêga
    Não me atrapaia,
    O cabelo da nêga
    É carrapicho,
    O pé da nêga
    É cheio de bicho
    Pega o cabelo
    E passa banha
    Quanto mais alisa
    Mais se acanha.
    Pega o cabelo
    E passa o dente,
    No fazê força
    Quebra três dente,
    A nêga é preta
    Que alumeia
    Mas assim mesmo
    Não é tão feia
    A nêga é bonita
    A nêga é cheirosa,
    A nêga é faceira,
    A nêga é dengosa,
    O peito da nêga
    É cô de carvão
    Mas se fosse alva
    Era um peixão.

    Quem qué, quem qué
    Uma nêga daquela.

    Coro:
    Oi o galo já cantou, etc.

    Solista:
    O anel que tu me deste,
    Menina, ontem de tarde,
    Ficou solto no meu dedo
    E acoxado na amizade.

    Coro:
    Oi o galo já cantou, etc.

    Tropel:
    Quem qué, quem qué, etc.
    (BRANDÃO, Théo. In Boletim Alagoano de folclore, ano 2, nº 2, 1957

     

    SAOPEDROOO
    29 de junho – Dia de São Pedro

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    São Pedro, o Fundador da Igreja Católica

    São Pedro, o Apóstolo e o pescador do lago de Genezareth, cativa seus devotos pela história pessoal. Homem de origem humilde, ele foi Apóstolo de Cristo e depois encarregado de fundar a Igreja Católica, tendo sido seu primeiro Papa.

    Considerado o protetor das viúvas e dos pescadores, São Pedro é festejado no dia 29 de junho, com a realização de grandes procissões marítimas em várias cidades do Brasil. Em terra, os fogos e o pau-de-sebo são as principais atrações de sua festa.

    Depois de sua morte, São Pedro, segundo a tradição católica, foi nomeado chaveiro do céu. Assim, para entrar no paraíso, é necessário que o santo abra suas portas. Também lhe é atribuída a responsabilidade de fazer chover. Quando começa a trovejar, e as crianças choram com medo, é costume acalmá-las, dizendo: “É a barriga de São Pedro que está roncando” ou “ele está mudando os móveis de lugar”.

    No dia de São Pedro, todos os que receberam seu nome devem acender fogueiras na porta de suas casas. Além disso, se alguém amarrar uma fita no braço de alguém chamado Pedro, ele tem a obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida àquele que o amarrou, em homenagem ao santo.

    Acalanto de São Pedro

    Acalanto registrado em Cunha (São Paulo):

    Acordei de madrugada,
    fui varrê a Conceição.
    Encontrei Nossa Senhora
    com dois livrinhos na mão.

    Eu pedi um pra ela,
    ela me disse que não;
    eu tornei a lhe pedir,
    ela me deu um cordão.

    Numa ponta tinha São Pedro,
    na outra tinha São João,
    no meio tinha um letreiro
    da Virgem da Conceição.

     

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    REZAS E SIMPATIAS DE SÃO PEDRO

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    Oração Sonho de São Pedro

    Esta oração destina-se a sonhar com o que se quer saber.

    Meu Glorioso São Pedro
    Apóstolo de meu senhor Jesus Cristo,
    Confessor da virgem maria.

    Meu glorioso São Pedro, vós quando
    pelo mar vermelho passaste
    ouviste um galo cantare uma
    voz por vós chamar.

    Pedro…, Pedro…, Pedro…,
    Recebe estas chaves que te enviaram.

    Pois meu Glorioso São Pedro
    assim como estas palavras foram
    ditas e ouvidas, assim eu quero que me mostres em sonhos o que desejp
    ver, visível e bem visível

    [ Neste momento faz-se o pedido do que se deseja ver ]
    Ao término desta oração, reza-se uma salve rainha até “…nos mostrai.”

     

    DOCINHOSSSSN

    SIMPATIAS PARA O AMOR

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    Simpatia dos três copos e a aliança

    Você utilizará três copos e a simpatia deverá ser realizada no dia 28/6. Um copo deve estar vazio, o outro com água limpa e o terceiro contendo água com um punhado de terra (que representa dinheiro). Peça para alguém vendar seus olhos. Ela colocará uma aliança em suas duas mãos que estarão fechadas, segurando a aliança. Você será encaminhada(o) para que fique diante dos três copos (a pessoa deve trocar os copos de lugar enquanto você está com os olhos vendados). Ela perguntará: “É neste copo que deseja soltar a aliança? E assim por diante. Se a aliança cair no copo vazio, indica que não encontrará o amor este ano. No copo com água, conhecerá seu namorado e no copo com o punhado de terra, encontrará uma pessoa madura e com posses.

    Simpatia de são Pedro para conhecer seu par amoroso

    No dia de são Pedro, guarde um pouco de cada alimento do almoço e do jantar. Antes de dormir, faça um prato com a comida e deixe-o sobre a mesa, com os talheres, em uma toalha branca. À noite, aquele que será sua cara-metade aparecerá em seus sonhos.

    Para saber quando virá seu amor

    Pegue em dois pedaços de carvão, de tamanhos diferentes e coloque-os numa bacia com água. O primeiro pedaço colocado representa o ano em curso e o segundo pedaço, o ano seguinte. Deixe a bacia debaixo da sua cama. No dia seguinte, você saberá se encontrará sua alma gémea neste ano ou não dependendo do carvão que boiar primeiro na bacia.

    Simpatia de são Pedro para conhecer seu amor

    Na noite de São Pedro (29 de Junho), pegue sete pequenos pedaços de papel e escreva em cada um o nome de uma pessoa que você gosta, até aqueles que você só conhece de vista mas gostaria de namorar.
    Jogue os papeizinhos numa bacia com água e deixe-a no sereno. No dia seguinte, às 7 horas da manhã, verifique qual dos papéis abriu… Leia o nome. Não deixe a pessoa que saiu o nome no papel saber que você fez a simpatia.

     

    DOCINHOSSSSN

    Simpatia para conhecer o nome do noivo:

    ==

    No dia de Santo António, São João ou São Pedro, faça uma pequena fogueira e coloque dentro dela uma moeda de um real. No dia seguinte retire a moeda do meio das cinzas da fogueira e entregue ao primeiro mendigo que você encontrar. Aproveite e pergunte a ele o seu nome. O nome do mendigo será o mesmo nome do seu noivo.

    Simpatia do alho:

    Pegue um dente de alho e um pedaço de papel com o nome da pessoa que você gosta ou o seu pedido. Enterre o alho de pé junto com o papel no seu quintal – faça isso á meia noite em ponto e quanto estiver fazendo pense positivo no seu pedido. No dia seguinte veja se o alho brotou é que seu pedido

    DANCA-DANCAA

    SIMPATIAS PARA a CASA E PROTEÇÃO DA CASA

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    Simpatia da proteção da casa

    No dia de São Pedro, coloque dentro de um copo com água a chave da porta de entrada da sua casa e diga: “São Pedro, proteja minha casa, assim como protege de intrusos o céu; afaste todo e qualquer mal da minha casa e com a ajuda do anjo guardião, não deixe entrar nenhum ladrão”.

    Para proteger a casa e a saúde da família

    Na véspera do dia do santo, pegue um copo nunca usado, encha-o de água.

    Coloque nele a chave da porta da frente de sal casa, dizendo em voz alta: “São Pedro, apóstolo e guardião, envolvei a minha casa e minha família com vossa protecção”.
    Deixe o copo dormir ao relento. No dia seguinte, despeje a água num vazo de planta e repita o pedido de protecção.

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    Simpatia da chave debaixo do travesseiro para casa nova

    ===
    No dia de São Pedro, coloque uma chave nova debaixo do seu travesseiro. Embrulhe-a em um papel branco com três pedidos e descreva como você desejaria que fosse sua nova casa. Deite-se e mentalizando que São Pedro e seus anjos estarão durante a noite procurando a casa dos seus sonhos.

    ===

    Simpatia para vender alguma coisa

    ===
    Ingredientes:

    uma chave de cera, mel e pó.

    Escreva na chave de cera o seu nome e do que deseja vender.

    Passe mel na vela e jogue um pouco do pó retirado do objecto de venda. Acenda a vela e ofereça a São Pedro pedindo que o ajude.

    Enrole o papel e leve até uma imagem do santo (São Pedro) ou de outro Santo de sua devoção, agradecendo pela venda certa. Santa Edwiges e São Judas são peritos em causas impossíveis.

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    Simpatia para receber seus créditos:

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    Faça uma promessa qualquer a São Pedro e cumpra-a em três dias.

    Faça-lhe nova promessa pedindo-lhe que destranque o coração de seus devedores, prometendo-lhe colocar uma oferenda a uma igreja que seja o padroeiro.

    ===

    Simpatia para alugar um imóvel:

    Tomar um banho de alecrim ou um banho comum. Durante o mesmo, mentalize coisas boas, pedindo inclusive o refazimento de suas energias.

    Em seguida, vista uma roupa clara, pegue uma chave qualquer, chegue à janela e, olhando para o céu, diga:

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    “SÃO PEDRO DA TERRA, SÃO PEDRO DO AR! AJUDA-ME, POR CARIDADE, PORQUE PRECISO O MEU IMÓVEL ALUGAR. SÃO PEDRO DO CÉU, SÃO PEDRO DO MAR! AJUDA-ME, POR PIEDADE, PORQUE TENHO NECESSIDADE DO MEU IMÓVEL ALUGAR. ASSIM QUE MEU PEDIDO FOR ATENDIDO, TE DAREI UMA CHAVE NOVA DE PRESENTE. E ALÉM DELA, UMA VELA; E MUITO MAIS QUE TUDO, MEU AMOR, MINHA GRATIDÃO, MEU CORAÇÃO.”

    ===

    Quando for atendida, compre a chave, embrulhe num papel branco ou verde, deixando-a na praia ou na igreja; depois, acenda uma vela verde para São Pedro. Se você fizer a simpatia com fé, com certeza dará certo!

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    Fontes: astrologosastrologia

     

    SAOPEDROON
    VÉSPERA D E SÃO PEDRO EM CAMPINAS

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    Nosso local de descanso seria a importante cidade de Campinas, (ou São Carlos), a mais de cem milhas no interior. Quando nos aproximávamos dessa cidade, fui surpreendido pela beleza e fertilidade da região circundante. As grande e antigas montanhas haviam sido deixadas muito para trás de nós, e em redor, até onde puder ver, estendiam-se extensas planícies, ou antes, prados ondulosos, com quase todos os acres ocupados. Havia muitas plantações de café superiormente cultivadas, entre cujo verde escuro podia-se avistar, aqui e ali, as grandes residências caiadas de branco dos proprietários das terras. Foi na tarde de 28 de junho que chegamos aos arredores de Campinas. A radiosa beleza da noite tropical tornava-se ainda maior pela iluminação da cidade, pelas imensas fogueiras espalhadas pela planície, e brilhantes fogos de artifício lançados de todas as ruas e de todas as plantações circundantes. Os clarões e o barulho eram tais, que sem qualquer esforço de imaginação, ter-se-á acreditado estar perto de alguma cidade sitiada, durante um violento bombardeio. Era a “véspera de São Pedro”; e todo homem que tinha um Pedro ligado a seu nome, sentia-se na obrigação de acender uma imensa fogueira diante de sua porta, e soltar uma porção de foguetes, além de descarregar inúmeras pistolas, mosquetes e morteiros. Sob semelhante tormenta, entramos em Campinas. Meus dois paulistas conduziram-me pelas estreitas ruas, até chegarmos, finalmente a uma fileira de pequenas casas caiadas de branco. Estas eram as residências dos amigos dos meus paulistas; mas eu não podia pensar em poisar ai e desejava que alguém me levasse a um hotel. Todos se mostravam muitos bondosos, mas os nossos animais estavam tão cansados que nenhum pôde ser utilizado para tal fim. O hotel, se assim se pode chamar, era muito distante e os amigos me sugeriram que era melhor poisar em sua companhia, embora mal acomodado. Achei que não poderia ser pior do que na noite passada. Entrei: era a residência do senhor Teobaldo, carpinteiro. O senhor Teobaldo, todavia, não empregava os seus conhecimentos em sua própria casa, pois os assoalhos e paredes eram feitos da mesma substância que a estrada. Durante a noite só vira o alpendre de fora. Agora ia ter oportunidade de ver o interior da casa. O senhor Teobaldo era meio índio, meio mulato, e penso que, se pudesse ter ainda um meio extra, seria de português amarelo. Ele e seus filhos formaram uma aliança tão estreita com a substância de que eram feitos seus assoalhos, que se podia dizer literalmente que todos (a julgar pelo seu aspecto) eram da poeira da terra. A cozinha, que servia de sala de visitas e sala de jantar, não tinha chaminé, nem cadeiras, nem qualquer dos objetos que fazem parte da vida civilizada. Umas vasilhas de barro eram os utensílios culinários, e um fogo num dos cantos da sala, no estilo dos Patagônios (pois eu vira coisa semelhante entre os habitantes da Terra do Fogo) servia para cozinhar, a fumaça escapando como pudesse. Quando vi o senhor Teobaldo, a senhora Teobaldo e todos os pequenos Teobaldos acocorados em redor do fogo, e a branca luz das cinzas quentes não atenuando os seus rostos pálidos, que, a não ser os olhos brilhantes, não apresentavam um simples traço de beleza ou graça, pensei que Borrow, nas suas mais estranhas aventuras entre os boêmios da Espanha, não teria testemunhado um grupo mais primitivo, mais sujo e mais pitoresco. Mas logo verifiquei que, embora tivessem as casas sujas, tinham corações grandes, e achei que a minha missão era também destinada a eles, tanto como para os mais civilizados; portanto, considerei-me em casa, deixando-os à vontade. Falamos sobre os Estados Unidos, e finalmente tirei um Novo Testamento em português, e, reunindo os brancos, da mais variada mistura, desde o branco, passando ao vermelho, até o negro, comecei a ler o Livro Sagrado. O auditório ficou muito interessado, pois era provavelmente pela primeira vez que ouvia a mensagem da salvação. Nunca esquecerei esta noite, e a bondade do povo mais humilde que jamais encontrei, – humilde, pelo menos, em relação aos bens deste mundo; e o meu mais ardente desejo e as minhas preces são para que a verdade possa alcançar e iluminar essas almas.

    O quarto que me destinaram era ainda menor do que eu ocupara na noite anterior, e o seu espaço tinha que ser dividido entre pranchas, cepilhos, escopros, serras, arreios, selas, um paulista e a minha própria pessoa. Na hora em que me retirei para a cama, uma imensa gamela de madeira, do tamanho de uma tina de banho, foi-me trazida cheia d’água. Não foi preciso que eu a pedisse; mas quem teria pensado nela, entre gente que parecia nunca ter feito qualquer espécie de ablução?

    O descanso da noite foi na verdade delicioso; na manhã seguinte, parti muito cedo, deixando a minha benção e mil réis com o bom Teobaldo. Aceitou a benção, mas declinou do dinheiro, até que o forçasse a receber como lembrança.

    O nosso percurso foi ainda mais pitoresco do que o do dia anterior. A bela estrada estava sombreada por árvores e arbustos silvestres; e os pássaros chilreando e os paulistas cantando fizeram as dez léguas parecerem curtas. O nosso grupo foi aumentado por dois jovens alemães que se dirigiam para Ibicaba. Todas as casas à beira da estrada, e mesmo as imensas igrejas, são construídas, (ou antes, socadas) de terra ou argila. Os grandes edifícios conventuais de São Paulo e as imensas igrejas de Campinas (cujas paredes têm cinco pés de diâmetro), são feitos de barro comprimido.

    Todo o aspecto da região mudara: o sublime cenário da costa não mais se contemplava aqui, mas, em seu lugar, aspecto que me recordava os Estados Unidos. O caráter recente das construções e plantações, me faria acreditar facilmente que estava na parte norte do Ohio. Constantemente vadeávamos pequenos cursos d’água, que eram os primeiros formadores do rio da Prata. Caminhamos até à noite, iluminados pela lua cheia num céu sem nuvens, que nos levou à cidade de Limeira. Fora antes informado que encontraria aqui um médico americano, Dr…, original da Pensilvânia. Fui bater à sua casa, onde tive agradável recepção. Desejava viajar à luz do luar até à plantação do Senador Vergueiro; mas o doutor não aceitou desculpas e para persuadir-me mais, disse que um outro americano chegara naquele mesmo dia, e que nós todos juntos comporíamos um trio como nunca antes se vira na distante vila de Limeira.
    (KIDDER, D. P.; FLETCHER, J. C. O Brasil e os brasileiros)

     

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    A festa de São Pedro

    Em homenagem ao santo, acendem-se fogueiras, erguem-se mastros com sua bandeira e queimam-se fogos; porém, a noite de 29 de junho não é tão empolgante quanto a animação verificada na festa de São João.

    Também se fazem procissões terrestres, organizadas pelas viúvas, e fluviais, pois, como vimos, São Pedro é o protetor dos pescadores e das viúvas. Em várias regiões do Brasil, a brincadeira mais comum na festa é a do pau-de-sebo.

    Embora São Paulo também seja homenageado em 29 de junho, ele não é figura de destaque nas festividades desse mês.

     

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    HISTÓRIAS DE JESUS E SÃO PEDRO PELO MUNDO

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    JESUS VIAJANDO COM O APÓSTOLO PEDRO

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    Quando o apóstolo Pedro andava pelo mundo com Jesus, ia porque gostava dele e não por causa da fé. Pedro era descrente e vivia dizendo que, se fosse Deus, daria um jeito em todas as coisas e acabava arrumando o mundo de jeito melhor. Jesus só ia escutando e nada dizia.

    Certo dia, iam os dois a uma festa na cidade e se encontraram, no caminho, como por acaso, com uma pastora que ia indo também à festa. Pedro lhe perguntou:

    • E quem é que vai tomar conta de seu rebanho?

    – Deus guarda – respondeu a pastora.

    Pedro viu Jesus que estava rindo e ficou envergonhado.

    Depois da festa, Jesus foi a um morro acompanhado do povaréu. Andaram, andaram, até que o povo começou a reclamar que estava cansado e com fome. Então Jesus mandou que cada um pegasse uma pedra. Pedro, por preguiça, escolheu um pedregulho bem miudinho. Jesus mandou que as pedras se transformassem em pão. Aqueles que tinham catado pedras grandes ganharam pão grande, mas, o pão de Pedro era tão pequeno que, de uma mordida só ele comeu tudo. Aí ele ficou envergonhado, entendeu o castigo, mas não se corrigiu.

    Depois de comer, Jesus e o povo foram caminhando pra mais adiante. Começou a escurecer e o povo a reclamar. Então, Jesus mandou que cada um catasse uma pedra. Pedro pensando que ia ser de novo aquela história do pão, arrancou um pedaço de rocha e ficou, muito contente da vida, esperando. Jesus mandou que as pedras se transformassem em bancos, e o banco de Pedro ficou tão grande e tão alto que, por mais que ele pelejasse a noite inteira, não conseguiu subir nele.

    (Recolhida em São Paulo e Jabuticabal, SP)

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    JESUS E AS DUAS MULHERES

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    Jesus e Pedro passaram por uma rua e viram uma mulher lavando roupa no quintal. Jesus jogou praga na mulher e Pedro não disse nada. Mais adiante, encontraram uma mulher toda enfeitada descansando na varanda de sua casa. Jesus abençoou a tal mulher. Então, Pedro, muito admirado, disse:

    • Aquela que trabalha, você praguejou; esta que está descansando, você abençoou. Por que?

    – Pedro, Pedro -, respondeu Jesus – hoje é domingo, dia de guardamento mandado por meu pai.

    (Recolhida em Poá, SP)

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    FAÇA O QUE EU DIGO E NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO

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    Quando Jesus andava pelo mundo, acompanhado pelo Apóstolo São Pedro, chegou certa vez numa casa onde moravam uma velha muito doente e entrevada e seu filho. Os dois pararam ali para pedir pouso e o moço veio receber, dizendo que podiam entrar, mas que não reparassem na casa e nem neles, que a mãe estava entrevada na cama e ele fazendo alguma coisa pra janta.

    Mais tarde, o moço deu comida pra eles e uma esteira para passarem a noite. Numa hora, lá no meio da noite, Jesus cochichou na orelha de Pedro:

    • Pedro, não faça barulho, você arranja um tacho, põe toalha branca na mesa, arrume uns gravetos, vai lá fora arear o tacho no rio e traz um pouco de água limpa!

    Pedro, remoendo de raiva de sair da cama, fez o que Jesus mandou. Dali a pouco, Jesus disse:

    • Pedro, acende um fogo com esses gravetos e põe o tacho a ferver.

    Pedro estava louco pra fazer perguntas, pensando que iam fazer alguma coisa para comer, mas ficou quieto e mais do que depressa botou o tacho no fogo. Quando a água estava esperta, Jesus disse:

    • Pedro, vai lá no quarto da velha e baldeia ela para cá.

    Mas Pedro não pôde mais prender a língua e disse muito admirado:

    • Mas, o que é que o senhor vai fazer, Jesus amado?

    Jesus disse:

    • Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

    Pedro agarrou a velha, levou pro fundo da casa e mataram ela. Cortaram a velha em pedaços miúdos e puseram pra cozinhar naquele tacho. Foi cozinhando até que virou angu… Quando esfriou, mais ou menos, despejaram na toalha em cima da mesa e cobriram. Pedro não parava num lugar só e fazia muita bulia. Então Jesus disse:

    • Olha Pedro, vai deitar no lugar da velha senão o moço acorda e desconfia.

    Pedro foi, mas de tanto medo não podia dormir. Pegou então e levantou. Na ponta do pé foi espiar Nosso Senhor Jesus Cristo que, nessa hora, estava ferrando no sono. Ele logo pensou: “Olha, eu boto a velha de angu na cama dela e, de madrugada eu acordo Jesus”. E foi pegar o angu, mas quando levantou o pano, em lugar de angu, encontrou um moça bonita dormindo que era uma lindeza. Pedro espiou pra ver se Jesus estava dormindo mesmo e, quando viu que ele até roncava, subiu na mesa pra deitar junto da moça, e já ia abraçando quando Jesus abriu os olhos e disse:

    • Sai daí, diacho, senão eu te excomungo.

    Pedro rodou da mesa e disse:

    • Ai, Senhor meu, eu só estava vendo o tamanho dela pra ver se eu podia baldear ela pra cama dela!

    De manhã, os dois levantaram e o moço deu uma cuia para eles lavarem a cara. Beberam café com farinha e foram embora. O moço foi ver a mãe e, quando viu que estava forte e moça começou a gritar:

    • Ei! venha ver minha mãe, ela sarou e ficou moça de novo!

    Jesus voltou e disse:

    • Se assim está, que assim fique.

    E foram andando pra frente e então Pedro disse que estava com muita fome, que o dinheiro que Jesus ia levando dava pra comprar alguma coisa. Entraram num botequim e Pedro pensou que iam comer um lanche, mas Jesus pediu dois copos de água. Jesus mandou beber e Pedro bebeu, resmungando que não era peixe, que onde já se viu Filho de Deus ser tão cainho assim. Jesus disse:

    • Pedro, faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço.

    Foram andando e passaram por uma padaria. Pedro pegou e roubou um pão e Jesus fez que não viu, cada vez que Pedro disfarçando, ia levar um pedacinho na boca, Jesus dizia qualquer coisa e ele era obrigado a responder e, para isso, cuspir o pedaço que ia mastigar. Quando o pão, desse jeito, se acabou, Jesus mandou Pedro recolher todos os pedacinhos e devolver o pão na padaria, dizendo:

    • Vá catando os pedaços, que, até você chegar lá, o pão está inteiro de novo.

    Pedro, de má vontade, fez, imaginando um jeito de se separar de Jesus. Jesus viu o pensamento dele, mas não disse nada.

    Foram andando, andando, até que chegaram numa encruzilhada e encontraram uma velha muito velha, lavando roupa, se queixando da vida, que tinha tanto reumatismo que era um despropósito. Pedro, com olho na velha, disse fingindo piedade:

    • Senhor, chegamos na encruzilhada, pra adiantar nosso serviço não era melhor cada um ir pra uma banda?

    Jesus foi por um lado e Pedro ficou conversando com a velha, nem bem escureceu, Pedro matou a velha, acendeu um fogo, pôs o tacho pra ferver, estendeu a toalha, cozinhou a velha até fazer angu, mas, quando despejou o angu para esfriar, viu que a coisa não virava em moça bonita, começou a chamar por Jesus:

    • Valha-me, Deus Bom, que eu estou em apuro!

    Jesus apareceu, salvou a velha e disse:

    • Mais uma vez, Pedro, eu digo: faça o que digo, mas não faça o que eu faço!

    Foram andando juntos e chegaram numa fazenda. Pedro estava danado de fome e, então, Jesus falou que iam pedir pouso e comida num casebre que tinha por ali. Pedro não quis e disse que ia se arrumar mesmo na casa grande da fazenda. Jesus teimou para que Pedro fosse também na tapera, mas ele não quis e foi mesmo pra casa grande. Na varanda da casa grande estava uma senhora fazendo renda de almofada. Pedro pediu comida e pouso, e ela disse:

    • Vá pros quinto, piolhento, deixe de amolar -, e tacou uma pedrada na testa de Pedro. Pedro muito desenxabido foi na tapera. Jesus estava sossegado, comendo virado de feijão. Perguntou pra Pedro:
  • Já comeu?

  • Qual o quê! – respondeu Pedro. – Comi é pedrada na testa!

  • Se você não fosse tão cabeçudo, isso não ia acontecer. Venha comer que ainda tenho um pouco para você. Agora espero que você me obedeça -, disse Jesus.

  • Noutro dia, continuaram viagem e passaram por uma roça muito bonita e viram uma mulher no balanço, balançando e cantando. Jesus abençoou. Mais adiante, uma velha lavando roupa e reclamando. Jesus amaldiçoou a velha, dizendo:

    • Toma sua benção e jogou a velha rio abaixo.

    Pedro ficou furioso e bradou contra Jesus. Jesus respondeu que iam aparecer pessoas melhores pra olhar as crianças que a velha tinha deixado com mais amor e menos pragas.

    Mais adiante, no meio do mato, encontraram um menino lenhando e querendo um pedaço de cipó que ele não podia alcançar. Jesus mandou o menino trepar pelo cipó e cortar em cima. Trepou e cortou, caindo sem se machucar. Pedro olhou bem aquilo e ficou com vontade de fazer igual. Jesus percebeu e deu um jeito de deixar Pedro subir o caminho sozinho. Pedro, satisfeito da vida foi indo até que encontrou uma velha lenhando. Chegou perto e disse:

    • Será que minha tia não quer cortar aquele cipó bonito?
  • Ai, meu filho! -, respondeu a velha. – Mal posso andar, quanto mais cortar esse cipó que está tão alto.

  • É muito fácil, minha tia, trepe nele e corte lá em cima na forquilha da árvore.

  • A velha trepou, cortou o cipó na forquilha da árvore, despencou de lá que nem um saco e se esborrachou no chão. Jesus apareceu e disse:

    • Pedro, Pedro, mais uma vez eu lhe dou ajutório, mas lembre sempre do que digo: faça o que digo, mas não faça o que faço.

    Dizem que nem assim Pedro melhorou.

    (Recolhida em Poá, SP)

    (XIDIEH, Oswaldo Elias. Narrativas populares)

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    29 de junho: dia de São Paulo também

    São Paulo, que tem seu dia comemorado em 29 de junho, era um dos apóstolos, mártir e um dos grandes missionários, místicos e teólogos da Historia da Igreja.

    Nasceu na cidade de Tarsus na Cilicia, Ásia Menor (hoje Turquia). Filho de uma tribo de judeus de Benjamim. Tornou-se um cidadão romano chamado Saul e foi criado como fariseu (a mais rígida seitas judias do período)em Tarso, aprendeu a arte de fazer tendas uma profissão que muito útil quando passou a peregrinar por todo o império romano), me estudou a lei judia e o Grego e o Latin. Enviado por algum tempo para Jerusalém ele encontroou ali um professor o famoso rabino Gamaliel, e ficou especialista no Torah.

    Após desenvolver forte laços com Jerusalém ele retornou a Tarso- quase certo antes de Jesus começar o seu ministério público – e ali gradualmente teve contato com as novas seita do nazareno, como os primeiros seguidores de Cristo eram chamados, alguns anos após a Crucificação. Paulo tornou-se um dedicado oponente da nova igreja e estava presente ao martírio de São Esteves; de fato ele guardou a roupa daqueles que jogavam pedras no protomartir e assim “consentiu na sua morte”.(Atos 7:58-8:1). Indo para Damasco para fazer a perseguição aos Nazarenos ele foi convertido enquanto estava na estrada (Atos 9:1-19;22:5-16 e 26:12-18).

    Deixado cego por uma luz brilhante, que ele entendeu que era o próprio Cristo e foi levado para Damasco e ficou por três dias na escuridão. Sendo batizado por Ananias, sua visão voltou imediatamente e ele deixou a cidade e ficou vários anos na Arábia em prece e meditação. Retornando a Damasco, e começou a pregar a sua fé com grande habilidade, convicção e persistência que ele, as vezes, tinha que escapar sendo baixado pelas paredes da cidade por meio de uma cesta.

    São Paulo foi a Jerusalém onde se encontrou com Pedro e outros apóstolos desconfiados mas com a ajuda de Barnabas consegui convence-los de sua sinceridade. Após pregar em Cilicia e Caesarea ,em 45 AD Paulo embarcou em sua primeira das suas grandes jornadas missionárias. Com Barnabas, e Marcos, Paulo (como ele passou a ser conhecido) velejou até Chipre e Turquia , estabelecendo comunidades cristãs na Antiópia, Psidia, Iconium e por toda a Ásia Menor. Seus esforços missionários criaram muita revolta em algumas cidades–ele foi até mesmo apedrejado e deixado para morrer pela multidão enfurecida em uma delas- mas ele encontrou solo espiritual fértil entre o Gentios. Paulo retornou a Antiópia com noticias que ele havia aberto a porta da fé (ato 14:27) para os Gentios. Esta oportunidade iniciou a maior controvérsia na comunidade Nazarena, e uma disputa começou no Conselho de Nazaré, o qual enfim decidiu que a conversão deveria abranger tambem os Gentios e qualquer outro povo pagão.

    São Paulo foi o mais ardente missionário entre as populações pagãs do Império Romano. No ano de 50 DC ele iniciou a sua segunda jornada missionária desta vez para Silas, viajando da Azia Menor até a Macedônia e a Grécia.

    Em Atenas ele encontrou-se com os filósofos Stoic e Epicurean e depois foi para Corinto, onde ficou por um ano. Na sua terceira jornada missionária ele foi para Grécia, passou dois anos em Ephesus (hoje Turquia) visitando Colossa, Philadelphia, Laodicea e Corinto. No seu retorno a Jerusalem 5 anos depois ele foi atacado por inimigos dos judeus e foi salvo de morte certa por um esquadrão de soldados romanos. Acusado por Sanhedrin de trazer gentios para o templo, ele usou seus privilégios de cidadão romano para ser enviado para Ceasarea para julgamento pelo governador. Ele ficou três anos na prisão e quando o seu jjulgamento afinal aconteceu ele apelou para Roma. Foi entao enviado de navio para Roma sob uma guarda romana, mas o navio naufragou ao chegar em Malta. Finalmente julgado em Roma, foi absolvido. Paulo permaneceu alguns anos na obscuridade, estudando e meditando. Acredita-se que foi para a Síria, Palestina, Grécia, Creta e Espanha.

    Preso mais uma vez, foi trazido de volta para Roma e colocado em confinamento vigiado. Ele escreveu então, o que seria o seu destino, na sua Segunda carta a Timóteo (4:6-8). Seu martírio se deu em 67 DC sob o comando do Imperador Nero, Paulo teria sido decapitado (conforme relatado por Tertuliano); mas de acordo com os apócritos “Atos de São Paulo” ele foi espancado até a morte e conseguiu a conversão dos dois soldados romanos, Longus e Cestus, que o trouxeram para o local da execução. Ele teria sido enterrado no cemitério da Via Ostia que pertencia a um cristão chamado Lucina, local onde hoje está erigida a Basílica de São Paulo de Fuori le Mure (” São Paulo de fora dos muros”).

    Um dos mais imaginativos, eloqüentes, e apaixonados escritores cristãos, Paulo foi aprisionado, espancado, afogado, apedrejado, e finalmente martirizado pela sua fé. Durante as suas jornadas missionarias ele escreveu muitas, várias e extensas cartas. Um terço do novo testamento são as suas cartas. Seus admiráveis escritos tiveram um profundo efeito na teologia cristã, especialmente a Christologia (conceito de Cristo Homem-Deus) e as suas teses no que se refere as graças, predestinação, a liberdade de escolha , o batismo, e a perfeição cristã são tidos como doutrinas cristãs.

    Seus escritos são : Romanos, Primeiro e Segundo Tessalonicenses , Primeiro e Segundo Timóteo, Tito, e Filimon. Liturgicamente São Paulo é comemorado em 29 de junho junto com São Pedro e em 25 de janeiro é a festa do dia da sua conversão. Ele é tradicionalmente simbolizado com o livro e a espada.

     

    JUNINAS-MESA

    Símbolos da Festa Junina
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    Quadrilha, pau de sebo e santos são símbolos juninos
    As festas juninas vieram para o Brasil na época da colonização, trazidas pelos portugueses. São de origem francesa, por isso nas danças aparecem várias palavras nessa língua.

    Nos arraiais juninos podemos encontrar vários elementos da cultura popular, que traduzem a crendice da população de cada região. Cada um desses símbolos tem um significado para a festa.

    A quadrilha surgiu nos salões da corte francesa, recebendo o nome de “quadrille”, mas é de origem inglesa, uma dança de camponeses chamada “campesine”. Na época da colonização do Brasil, os portugueses trouxeram essa dança, bem como seus principais elementos: os vestidos lindos e rodados (que representavam as riquezas da corte), os passos puxados na língua francesa (anarriê, avancê, tour, etc.) e os agradecimentos aos santos pelas boas safras nas plantações.

    O casamento caipira faz uma sátira aos casamentos tradicionais. A noiva está grávida e o pai da mesma obriga o rapaz a se casar. A apresentação do casamento na roça é muito engraçada, pois o noivo aparece bêbado, tentando fugir do altar por várias vezes, sendo capturado pelo pai da noiva que lhe aponta uma espingarda. Este conta com o apoio do delegado da cidade e do padre para que o casamento seja realizado. Após a cerimônia, os noivos puxam a quadrilha.

    A fogueira simboliza a proteção dos maus espíritos, que atrapalhavam a prosperidade das plantações. A festa realizada em volta da fogueira é para agradecer pelas fartas colheitas. Além disso, como a festa é realizada num mês frio, serve para aquecer e unir as pessoas em seu redor. Cada santo tem uma fogueira, sendo a quadrada de santo Antonio, a redonda de São João e a triangular de São Pedro.

    Os balões juninos indicam o início da festa, mas foram criados para reverenciar os santos da festa, agradecendo pela realização dos pedidos, normalmente relacionados ao namoro e ao casamento, onde as pessoas encontram seus pares românticos. Os balões não são mais usados, podem ocasionar vários incêndios, caindo em locais perigosos e destruindo a natureza.

    Os fogos se originaram na China, também como forma de agradecer aos deuses pelas boas colheitas. São elementos de proteção, pois espantam os maus espíritos, além de servir para acordar São João com o barulho.

    A lavagem dos santos é o momento em que as suas bandeiras são mergulhadas em água, para trazer purificação. As bandeirolas representam as bandeiras dos santos, levando purificação a todo o local da festa.

    O pau de sebo é uma brincadeira com o objetivo de se ganhar uma quantia em dinheiro, que está afixada em seu topo. Com essa diversão a festa fica mais animada, pois as pessoas têm que subir no mastro, lambuzado de gordura. Muitas vezes, os participantes vão subindo nos ombros uns dos outros, até conseguirem pegar o prêmio, que acaba servindo para pagar parte de suas despesas na festa.

    As simpatias proporcionam aos convidados maior sorte no amor. Os santos juninos são conhecidos como santos casamenteiros, mas santo Antônio é o mais influente deles. Nessas práticas, a imagem do santo é castigada, até que a pessoa consiga encontrar um amor.

    As comidas típicas também são símbolos juninos, como forma de agradecimento pela fartura nas colheitas, principalmente do milho, a festa se tornou farta em seus deliciosos quitutes como: curau, canjica, pamonha, bolo de milho, milho cozido, pé de moleque, paçoquinha, Mané pelado, dentre outras.
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    Tradições juninas
    O balão vai subindo, vem caindo a garoa. O céu é tão lindo e a noite é tão boa. São João, São João, acende a fogueira no meu coração.” Quem não cantou e se encantou com essa música de Carlos Braga e Alberto Ribeiro? Ou não colocou chapéu de palha e dançou a quadrilha com o balancê e o caminho da roça? Ou ainda resistiu às delícias dessa festa?

    Aliás, a culinária junina é um capítulo à parte. A canjiquinha e o munguzá no Nordeste, o curau e o bolo de fubá com erva-doce no Sudeste, o amendoim torradinho ou em suas variações, como a paçoquinha, o pé-de-moleque e o gibi. Além, é claro, da pipoca, sem dúvida uma unanimidade nacional. E o cheirinho dessa época… Festa junina sem quentão, quem já viu? No ar o cheirinho do cravo, da canela e do gengibre.

    O fato é que as festas juninas são comemoradas em todo o país e representam uma das mais ricas manifestações culturais brasileiras. No entanto, na mesma medida em que essas tradições culturais permanecem, apesar das profundas mudanças estruturais do Brasil – que em pouco mais de meio século passou de eminentemente rural à condição de urbano -, começam a se esgarçar na memória das novas gerações de brasileiros as origens desses festejos. As crianças continuam dançando a quadrilha no mês de junho, porém não conhecem mais a história da festa e de seus santos, o significado de seus rituais, as letras das músicas mais tradicionais.

    Este livro, patrocinado pela Yoki, empresa ligada às tradições brasileiras e, em especial, a essa festa, uma vez que está envolvida na produção de ingredientes e quitutes juninos há mais de quarenta anos, é uma colaboração no sentido de manter vivo na memória nacional esse verdadeiro patrimônio cultural. Na decisão de publicá-lo pesou também o compromisso da empresa com as novas gerações, pois a idéia é que o livro possa servir de subsídio para a pesquisa escolar.

    Para desenvolver um trabalho com o nível de profundidade adequado, a Yoki contratou a antropóloga Lúcia Helena Vitalli Rangel, especialista no assunto, que foi auxiliada por Vivian Catenacci. O conteúdo dessa pesquisa é agora lançado em forma de livro. Festas Juninas, Festas de São João abrange aspectos variados das comemorações. Narra sua história, que remonta a períodos anteriores à era cristã, e o papel dos santos juninos nos festejos; fala das diversidades regionais, da representação do boi-bumbá no Norte à tradição caipira no Sudeste; explica as origens da quadrilha e das roupas usadas na festa. Contém também o roteiro do casamento caipira e da dança da quadrilha, reproduz as letras das músicas mais representativas e ensina a fazer os quitutes típicos de todas as regiões de nosso país.

    Esperamos que você, leitor, aprecie a nossa contribuição e tenha tanto prazer em ler este livro quanto nós, da Yoki, tivemos em editá-lo. Bom proveito!

    Gabriel João Cherubini
    Vice-presidente – Yoki Alimentos S.A.

     

     

     

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    As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.

    No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.

    Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.

    Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

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    Cartuchos de doces

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    Ricas em tradições, as festas de São João, Santo Antônio e São Pedro são celebradas por todo o Brasil. Crianças, jovens e adultos se reúnem entre barracas, músicas típicas, pipoca, churrasquinho, pé de moleque, milho verde e curau para festejar esse período do ano, que contagia a população com sua simplicidade e harmonia.

    Bandeirinhas coloridas, fogueiras e a animada quadrilha dão o tom dos arraiais em igrejas, escolas e clubes, e a animação toma conta de todos em clima de muita alegria. Em cidades do interior de Minas Gerais, a festa carrega, além de todos os itens conhecidos pela maioria dos brasileiros, uma tradição ainda mais antiga.

    As doceiras das cidades se reúnem para o preparo dos cartuchos artesanais. Os famosos cartuchos são confeccionados com cartolina e decorados com papel crepom, seda ou celofane. Eles dão um colorido especial à festa junina no estado. Depois de prontos, os cartuchos são recheados com doces variados, em especial aqueles que fazem mais sucesso entre as crianças como o pé de moleque, cocada, doce de abóbora e doce de leite.

    Dias antes da festa, as doceiras iniciam a preparação da guloseima mais esperada do ano e que com o passar do tempo se tornou também um símbolo das festas juninas mineiras. No dia da tão esperada quermesse, os cartuchos são doados para igrejas e instituições e depois vendidos, leiloados ou sorteados. Também são utilizados como prendas nas escolas e presenteados a parentes e amigos. A expectativa desse tradicional presente é imensa e faz a alegria de todos.

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    Flor de São João

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    Também conhecida como cipó-de-são-joão, a flor-de-são-joão é uma trepadeira de flores tubulares e longas que pode ser encontrada a partir de maio, principalmente à beira de estradas e muros.

    Com nome científico de Pyrostegia venusta, da família Bignoniaceae, a flor-de-são-joão floresce até o mês de setembro, dependendo da região. No inverno, quando já está totalmente florida, o seu tom alaranjado intenso passa a fazer parte da decoração dos mastros das festas juninas de norte a sul do Brasil, o que a tornou conhecida popularmente como flor-de-são-joão.

    Para quem quer cultivá-la e assim poder decorar a sua festa junina deve utilizar solo fértil e uma área exposta ao sol. Para uma floração farta, o solo deve receber adubo de qualidade. Já a propagação deve ser feita por meio de sementes e estaquias.

     

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    Santo Antônio, São João e São Pedro: Salve-Rainha

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    Esta oração está presente em muitas adivinhações de São João e Santo Antônio.

    Salve-Rainha, mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve!
    A vós bradamos, os degredados filhos de Eva.
    A vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas.
    Eia, pois, advogada nossa,
    esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei
    e depois deste desterro mostrai-nos Jesus,
    bendito fruto do vosso ventre,
    ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
    Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
    para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

     

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    Santo Antônio, São João e São Pedro: A festa de São João

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    Em festa de São João, na maioria das regiões brasileiras, não faltam fogos de artifício, fogueira, muita comida (o bolo de São João, principalmente nos bairros rurais, é essencial), bebida e danças típicas de cada localidade.

    No Nordeste, por exemplo, essa festa é tão tradicional que no dia 23 de junho, depois do meio-dia, em algumas localidades ninguém mais trabalha. Enfeitam-se sítios, fazendas e ruas com bandeirolas coloridas para a grande festa da véspera de São João. Prepara-se a lenha para a grande fogueira, onde serão assados batata-doce, mandioca, cebola do reino e milho. Em torno dela sentam-se os familiares de sangue e de fogueira.

    O formato da fogueira varia de lugar para lugar: pode ser quadrada, piramidal, empilhada? Quanto mais alta, maior é o prestígio de quem a armou. A madeira utilizada também varia bastante: pinho, peroba, maçaranduba, piúva. Não se queimam cedro, imbaúba nem as ramas da videira, por terem uma relação estreita com a passagem de Jesus na terra.

    Os balões levam, segundo os devotos, os pedidos para o santo. Quando a fogueira começa a queimar, o mastro, que recebeu a bandeira do santo homenageado, já se encontra preparado. Ele é levantado enquanto se fazem preces, pedidos e simpatias:

    São João Batista, batista João,
    levanto a bandeira
    com o livro na mão.
    O nosso corpo é uma podridão,
    no fundo da terra,
    no centro do chão.
    São João adormeceu
    no colo de sua tia.
    Se meu São João soubesse
    quando era seu dia,
    descia do céu na terra
    cum bandeira de alegria.

    Depois do levantamento do mastro, tem início a queima de fogos, soltam-se os busca-pés e as bombinhas. A arvorezinha, também chamada de mastro, que é plantada em frente às casas e, no lugar da festa, é plantada perto da fogueira, está enfeitada com laranja, milho verde, coco, presentes, garrafas, etc.

    A cerimônia do batismo simbólico de São João Batista faz parte da tradição da festa, mesmo que ela tenha deixado de ser praticada em alguns lugares hoje em dia. Os devotos se dirigem ao rio cantando com entusiasmo:

    Vamos, vamos,
    toca a marchar,
    n’água de São João
    vamos nos lavar.

    Depois do banho coletivo, todos voltam para o terreiro cantando:

    N’água de São João me lavei.
    Toda mazela que tinha deixei!

    Ou ainda trazem na cabeça grinaldas de folhagens:

    Capelinha de melão
    é de São João.
    É de cravo, é de rosa,
    é de manjericão.

    A cerimônia do banho varia de uma região para outra. No Mato Grosso, por exemplo, não são as pessoas que se banham nos rios, e sim a imagem do santo. Na Região Norte, principalmente em Belém e Manaus, o banho-de-cheiro faz parte das tradições juninas. A preparação do banho de São João inicia-se alguns dias antes da festa. Trevos, ervas e cipós são pisados, raízes e paus são ralados dentro de uma bacia ou cuia com água e depois guardados em garrafas até o momento do banho. Chegada a hora da cerimônia, os devotos lavam e esfregam o corpo com esses ingredientes. Acredita-se que o banho-de-cheiro tenha o poder mágico de trazer muita felicidade às pessoas que o praticam.

    As danças regionais, o som de violas, rabecas e sanfonas, o banho do santo, o ato de pular a fogueira, a fartura de alimentos e bebidas – tudo isso transforma a festa de São João numa noite de encantamento que inspira amores e indica a sorte de seus participantes. No fim da festa, todos pisam as brasas da fogueira para demonstrar sua devoção.

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    Santo Antônio, São João e São Pedro: São Pedro, fundador da Igreja Católica

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    São Pedro, o apóstolo e pescador do lago de Genezareth, cativa seus devotos pela história pessoal. Homem de origem humilde, ele foi apóstolo de Cristo e depois encarregado de fundar a Igreja Católica, tendo sido seu primeiro papa.

    Considerado o protetor das viúvas e dos pescadores, São Pedro é festejado no dia 29 de junho com a realização de grandes procissões marítimas em várias cidades do Brasil. Em terra, os fogos e o pau-de-sebo são as principais atrações de sua festa.

    Depois de sua morte, São Pedro, segundo a tradição católica, foi nomeado chaveiro do céu. Assim, para entrar no céu, é necessário que São Pedro abra as portas. Também lhe é atribuída a responsabilidade de fazer chover. Quando começa a trovejar, e as crianças choram com medo, é costume acalmá-las dizendo: “É a barriga de São Pedro que está roncando” ou “ele está mudando os móveis de lugar”.

    No dia de São Pedro, todos os que receberam seu nome devem acender fogueiras na porta de suas casas. Além disso, se alguém amarrar uma fita no braço de alguém chamado Pedro, ele tem a obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida àquele que o amarrou, em homenagem ao santo.

     

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    Santo Antônio, São João e São Pedro: Acalanto de São Pedro

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    Acalanto registrado em Cunha (São Paulo):

    Acordei de madrugada,
    fui varrê a Conceição.
    Encontrei Nossa Senhora
    com dois livrinhos na mão.
    Eu pedi um com ela,
    ela me disse que não;
    eu tornei a lhe pedi,
    ela me deu um cordão.
    Numa ponta tinha São Pedro,
    na outra tinha São João,
    no meio tinha um letreiro
    da Virgem da Conceição.

     

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    Santo Antônio, São João e São Pedro: A festa de São Pedro

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    Em homenagem ao santo, acendem-se fogueiras, erguem-se mastros com sua bandeira e queimam-se fogos, porém não há, na noite de 29 de junho, a mesma empolgação presente na festa de São João.

    Também se fazem procissões terrestres, organizadas pelas viúvas, e fluviais, pois, como vimos, São Pedro é o protetor dos pescadores e das viúvas. Em várias regiões do Brasil, a brincadeira mais comum na festa é a do pau-de-sebo.

    Embora São Paulo também seja homenageado em 29 de junho, ele não é figura de destaque nas festividades desse mês.

     

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    Santo Antônio, São João e São Pedro: A mãe de São Pedro

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    A bondade, a simplicidade e a boa-fé desse santo estão presentes nesta história:

    “A mãe de São Pedro era uma velhinha muito má, não tinha amizades e todos fugiam dela. Certo dia, quando estava lavando num córrego um molhe de folhinhas de cebolas, uma delas se desprendeu, ganhou a correnteza e lá se foi água abaixo. Ao não conseguir pegá-la, ela exclamou:
    – Ora, seja tudo pelo amor de Deus!

    Não levou muito tempo, ela morreu e foi apresentar-se no céu. Mas acabou indo para o inferno, tão grande era o peso de seus pecados. O filho ainda andava pelo mundo e não lhe podia valer.

    Quando São Pedro morreu, foi nomeado chaveiro do céu. Sua mãe o viu no gozo das glórias celestes e pediu-lhe por gestos que a salvasse. Como ele não podia resolver nada por si, apelou ao Senhor:
    – Salva minha mãe, Divino Mestre.
    O Senhor lhe respondeu com essas palavras:
    – Se houver, no Livro das Almas, na vida de tua mãe, ao menos uma boa ação, estará salva caso ela saiba aproveitá-la.

    Examinou-se o livro e a certa altura, nas contas da mãe de São Pedro, encontrou-se a folhinha de cebola, nada mais! Era a mesma que motivara o comentário da velha, que ao menos uma vez na vida se mostrara conformada:
    – Seja tudo pelo amor de Deus!
    Então o Senhor disse a Pedro:
    – Lança uma das pontas da folhinha em direção ao inferno. Tua mãe que se agarre a ela e tu a puxarás. Se ela conseguir subir até aqui, estará salva.

    Pedro fez tudo o que o Senhor lhe ordenou. A velhinha agarrou-se à folha, mas uma porção de almas, querendo aproveitar a oportunidade de salvação, segurou-se às pernas da velha. Apesar disso, ela subia. Quando o grupo já estava a certa altura, outras almas se agarravam às pernas das primeiras.

    A velha, indignada, de avara que era, esperneou e atirou novamente ao inferno as companheiras, pois não queria levá-las para o céu. Nesse mesmo instante, porém, a folha de cebola partiu-se, e a mãe de São Pedro ficou no espaço. Não tinha por onde subir ao céu, e o pedacinho de folha que conservava nas mãos não a deixava voltar ao inferno.

    E até hoje ela vive assim: nem na terra nem no céu. Costuma-se dizer que quem fica com a mãe de São Pedro não está nem com Deus nem com o diabo.”

     

    CASAMENTOCAIPIRA--CAS
    Casamento Caipira ou Matuto

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    O casamento caipira ou matuto aborda de forma bem-humorada a instituição do casamento e as relações sexuais pré-nupciais e suas conseqüências. Seu enredo, com algumas variações de uma região para outra, é o seguinte:

    A noiva fica grávida antes do casamento e seus pais obrigam o noivo a se casar com ela. Como ele tenta fugir, o pai pede a interferência do delegado e de seus ajudantes. Em algumas localidades, o casamento civil é realizado após a cerimônia religiosa, sob a vigilância do delegado e de seus auxiliares. Depois, é só acompanhar a sanfona, o triângulo e a zabumba e comemorar o casamento com a dança da quadrilha.

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    Casamento Caipira ou Matuto: Sugestão para a representação do casamento caipira ou matuto
    Personagens

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    Padre, coroinha, noiva, noivo, delegado, ajudantes do delegado, pais da noiva e padrinhos.

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    Cenário

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    Representação de um altar de igreja ou capela. Os convidados estão posicionados em duas fileiras, deixando o centro para a noiva. O padre anuncia a chegada da noiva, que entra com o pai e vai até o altar, onde estão o padre, devidamente paramentado, seu coroinha e os padrinhos e pais dos noivos. Os personagens, carregando bastante no sotaque interiorano, dizem o seguinte:

    PADRE: A noiva tá chegano! Vamo batê parma pr?ela, pessoar!!! Cadê o noivo???

    NOIVA: Ai, mãe, ele num vem, acho que vou dismaiá… (E, simulando um desmaio, é acudida pela mãe e pela madrinha.) O pai da noiva faz um sinal para o delegado e cochicha com ele.

    DELEGADO: Peraí, seu padre, eu já vô buscá ele. (Sai acompanhado por dois ajudantes, armados de espingarda e cassetetes.) Entra o noivo empurrado pelo delegado, que permanece no altar, grande parte da cerimônia, atrás do noivo, para que ele não fuja.

    PADRE: Bão, vamo começá logo esse casório. Ocê, Chiquinha Dengosa, promete, de coração, pra marido toda vida o Pedrinho Foguetão?

    NOIVA: Mas que pregunta isquisita seu vigário faz pra mim. Eu vim aqui mais o Pedrinho num foi pra dizê que sim???

    PADRE: E ocê, Pedrinho, que me olha assim tão prosa, qué mesmo pra sua esposa a sinhá Chiquinha Dengosa?

    NOIVO: Num havia de querê, num é essa minha opinião, mas, se não caso com a Chiquinha, vô direto pro caixão… (Vira-se para o delegado, que está com a espingarda em punho.)

    PADRE: Então, em nome do cravo e do manjericão, caso a Chiquinha Dengosa com o Pedrinho Foguetão! E viva os noivos!

    CONVIDADOS: Viva!!! (Conforme os noivos passam pelos convidados, pode-se jogar arroz.)

    PADRE: E vamo pro baile, pessoar!!!

    Com os convidados já devidamente formados, tem início a quadrilha – o grande baile do casamento.

     

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    Danças Juninas: Origem da quadrilha

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    Também chamada de quadrilha caipira ou de quadrilha matuta, é muito comum nas festas juninas. Consta de diversas evoluções em pares e é aberta pelo noivo e pela noiva, pois a quadrilha representa o grande baile do casamento que hipoteticamente se realizou.

    Esse tipo de dança (quadrille) surgiu em Paris no século XVIII, tendo como origem a contredanse française, que por sua vez é uma adaptação da country dance inglesa, segundo os estudos de Maria Amália Giffoni.

    A quadrilha foi introduzida no Brasil durante a Regência e fez bastante sucesso nos salões brasileiros do século XIX, principalmente no Rio de Janeiro, sede da Corte. Depois desceu as escadarias do palácio e caiu no gosto do povo, que modificou suas evoluções básicas e introduziu outras, alterando inclusive a música.

    A sanfona, o triângulo e a zabumba são os instrumentos musicais que em geral acompanham a quadrilha. Também são comuns a viola e o violão. Nossos compositores deram um colorido brasileiro à sua música e hoje uma das canções preferidas para dançar a quadrilha é Festa na roça, de Mario Zan.

    O marcador, ou “marcante”, da quadrilha desempenha papel fundamental, pois é ele que dá a voz de comando em francês não muito correto misturado com o português e dirige as evoluções da dança. Hoje, dança-se a quadrilha apenas nas festas juninas e em comemorações festivas no meio rural, onde apareceram outras danças dela derivadas, como a quadrilha caipira, no Estado de São Paulo, o baile sifilítico, na Bahia e em Goiás, a saruê (combina passos da quadrilha com outros de danças nacionais rurais e sua marcação mistura francês e português), no Brasil Central, e a mana-chica (quadrilha sapateada) em Campos, no Rio de Janeiro.

    A quadrilha é mais comum no Brasil sertanejo e caipira, mas também é dançada em outras regiões de maneira muito própria, caso de Belém do Pará, onde há mistura com outras danças regionais. Ali, há o comando do marcador e durante a evolução da quadrilha dança-se o carimbó, o xote, o siriá e o lundum, sempre com os trajes típicos.

     

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    Danças Juninas: Trajes usados na dança

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    No fim do século XIX as damas que dançavam a quadrilha usavam vestidos até os pés, sem muita roda, no estilo blusão, com gola alta, cintura marcada, mangas “presunto” e botinas de salto abotoadas do lado. Os cavalheiros vestiam paletó até o joelho, com três botões, colete, calças estreitas, camisa de colarinho duro, gravata de laço e botinas.

    Hoje em dia, na tradição rural brasileira, o vestuário típico das festas juninas não difere do de outras festas: homens e mulheres usam suas melhores roupas. Nos centros urbanos, há uma interpretação do vestuário caipira ou sertanejo baseada no hábito de confeccionar roupas femininas com tecido de chita florido e as masculinas com tecidos de algodão listrados e escuros. Assim, as roupas usadas para dançar a quadrilha variam conforme as características culturais de cada região do país.

    Os trajes mais comuns são: para os cavalheiros, camisa de estampa xadrez, com imitação de remendos na calça e na camisa, chapéu de palha, talvez um lenço no pescoço e botas de cano; as damas geralmente usam vestidos com estampas florais, de cores fortes, com babados e rendas, mangas bufantes e laçarotes no cabelo ou chapéu de palha.

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    Danças Juninas: Sugestão para a evolução da quadrilha caipira

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    Caminho da festa: os pares seguem atrás dos noivos, iniciando a dança e parando em determinado momento no centro terreiro.

    Anariê (do francês en arrière, para trás): as damas e os cavalheiros se separam (4 metros, aproximadamente), formando duas colunas.

    Os cavalheiros cumprimentam as damas: eles se aproximam das damas, cumprimentando-as. Flexionam o tronco, mantendo a cabeça erguida, e voltam a seus lugares, caminhando de costas.

    As damas cumprimentam os cavalheiros: elas repetem a evolução dos cavalheiros.

    Saudação geral: tanto as damas como os cavalheiros andam para a frente e, quando se encontram, cumprimentam-se.

    “Balancê” e “tur” (balanceio e giro): damas e cavalheiros fazem o passo no lugar, balançando os braços naturalmente, e giram dançando juntos.

    Grande passeio: as damas colocam-se à direita dos cavalheiros e os dois dão-se os braços. Do lado de fora o outro braço continua balanceando ao longo do corpo. Formam um círculo e seguem dançando. Quando o marcador anuncia nova evolução, a progressão cessa e os participantes fazem o que foi ordenado.

    “Changê” de damas (trocar de damas): no grande passeio, os cavalheiros avançam e colocam-se ao lado da dama imediatamente à frente. Se for dito “mais uma vez”, repetem o movimento. Os comandos “passar duas” e “passar quatro” também são executados pelo cavalheiro.

    Olha o túnel: os noivos, que estão na frente, param e elevam os braços internos para cima e, de mãos dadas, fazem o túnel. O segundo par flexiona o tronco, passa pelo túnel, coloca-se à frente dos noivos e eleva os braços, e assim sucessivamente, até que todos passem. Executa-se o passo no lugar durante essa evolução. Segue o passeio: é a voz de comando para que o grande passeio continue.

    Caminho da roça: as fileiras de damas e cavalheiros fundem-se, formando uma só coluna. O primeiro segura, com as mãos à altura dos ombros, as mãos de quem está atrás. Os demais colocam as mãos nos ombros de quem está à sua frente. A coluna progride, fazendo curvas para um lado e para outro, como se fosse uma serpente. O marcador da quadrilha continua dando voz de comando.

    Olha a chuva!: todos dão meia-volta.

    Já passou!: todos dão meia-volta novamente dizendo “ehh!”.

    Olha a cobra!: as damas gritam e pulam, os cavalheiros procuram segurá-las em seus braços.

    É mentira!: os “caipiras” ou “matutos” continuam o passo e gritam “uhh!”.

    A ponte quebrou!: todos dão meia-volta novamente.

    Já consertou!: voltam a dançar no outro sentido.

    Olha o caracol!: em coluna e com as mãos ainda sobre os ombros de quem está à frente, todos obedecem às ordens do marcador, que começará a descrever um percurso cheio de curvas que fazem lembrar o casco de um caracol. Quando o marcador disser “desvirar”, o guia deverá fazer as curvas em sentido contrário, voltando a dançar em linha reta.

    Formar a grande roda: os participantes da quadrilha dão as mãos formando uma grande roda e, ao ouvir a voz de comando “à direita”, “à esquerda”, deverão se deslocar no sentido determinado pelo marcador.

    Damas ao centro: as damas formam uma roda no centro e deslocam-se no sentido indicado pelo marcador.

    Coroa de rosas: os cavalheiros, de mãos dadas, erguem os braços na vertical sobre a cabeça das damas, como se as coroassem, depois abaixam os braços passando-os pela frente, até a altura da cintura das damas, contornando-as. Fazem o passo no lugar durante a coroação. Depois podem deslocar-se “à direita” e “à esquerda”.

    Coroa de espinhos: nesse momento, são as damas quem elevam os braços sobre a cabeça dos cavalheiros, coroando-os.

    Olha o grande passeio!: repetem a formação descrita anteriormente.

    Vai começar o grande baile, olha a valsa dos noivos!: os noivos entram no centro da roda e dançam juntos.

    Olha os padrinhos!: os padrinhos dançam no centro da roda.

    Baile geral!: todos os pares dançam no centro da roda.

    O grande baile está acabando. Vamos nos despedir do pessoal!: todos executam a evolução do grande baile e se retiram do centro do terreiro, despedindo-se das pessoas que estão assistindo.

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    Fandango

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    Dançado em várias regiões do país em festividades católicas como o Natal e as festas juninas, o fandango tem sentidos diferentes de acordo com a localidade. No Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e até em São Paulo) o fandango é um baile com várias danças regionais: anu, candeeiro, caranguejo, chimarrita, chula, marrafa, pericó, quero-quero, cana-verde, marinheiro, polca, etc. A coreografia não é improvisada e segue a tradição.

    O fandango se divide em três grupos nessa região:
    1. Batidos: caracterizam-se pelo forte sapateado, barulhento, que quase abafa o conjunto de tocadores. Apenas os homens sapateiam.
    2. Valsados: dança lenta com pares fixos, do começo ao fim.
    3. Mistos: as valsas são intercaladas de batidos.

    Em São Paulo, o fandango é uma dança que se aproxima do cateretê e às vezes é sinônimo de chula (bailado masculino muito comum no Rio Grande do Sul, de coreografia agitada e bastante complexa).

    No Norte do Brasil, o fandango não é baile nem dança de par ou individual. É sempre um auto popular, seqüência de temas com certa articulação, que tem origem na convergência das cantigas portuguesas, como aponta Cascudo (1988, p. 320 e 321), e está presente no nosso país desde a primeira década do século XIX.

    Já no Nordeste brasileiro, o fandango é o auto característico dos marujos, sendo conhecido também como chegança dos marujos ou marujada.

    A cana-verde, dançada principalmente no Sul e no Centro do Brasil, apesar de fazer parte do fandango, também é bem popular em outras festividades. Nas festas juninas, as quadras dessa dança são geralmente improvisadas, podendo encarregar-se dessa tarefa tanto os violeiros como os próprios dançadores.

    Eu plantei caninha-verde
    sete palmos de fundura.
    Quando foi de madrugada
    a cana ‘stava madura.
    Uai, uai, sete palmos de fundura.
    Quando foi de madrugada
    a cana ‘stava madura.
    Pra cantar caninha-verde
    não precisa imaginá.
    De qualquer folha de mato
    tiro um verso pra cantá.
    Eu tenho um chapéu de palha,
    de pano não posso ter.
    De palha eu mesmo faço,
    de pano não sei fazer.
    Eu tenho um chapéu de palha
    que custou mil e quinhentos.
    Quando eu ponho na cabeça
    não me falta casamento.

    Formação
    Forma-se uma roda em fila, no sentido dos ponteiros do relógio. A cana-verde pode ser dançada só por homens e também por pares.

    Movimentação
    Os participantes deslocam-se, saindo com o pé esquerdo (eu); no quarto passo, batem o pé direito (verde) com uma palma para o centro da roda. Quando cantam ?madrugada?, a palma deverá estar do lado de fora, sempre junto com o pé direito. No refrão (uai, uai) a roda faz meia-volta, girando no sentido contrário, e segue sempre a mesma movimentação, ou seja, uma palma para dentro e outra para fora, sempre batendo com o pé direito. No Maranhão, essa dança é executada de forma bastante semelhante à da quadrilha.

     

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    Danças Juninas: Bumba-meu-boi

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    Dança dramática presente em várias festividades, como o Natal e as festas juninas, o bumba-meu-boi tem características diferentes e recebe inclusive denominações distintas de acordo com a localidade em que é apresentado: no Piauí e no Maranhão, chama-se bumba-meu-boi; na Amazônia, boi-bumbá; em Santa Catarina, boi-de-mamão; no Recife, é o boi-calemba e no Estado do Rio de Janeiro, folguedo-do-boi.

    O enredo da dança é o seguinte: uma mulher grávida (cujo nome varia de acordo com a região do Brasil) sente vontade de comer língua de boi. O marido resolve atender a seu desejo e mata o primeiro boi que encontra. Logo depois, o dono do boi, que era seu patrão, aparece e fica muito zangado ao ver o animal morto. Para consertar a situação, surge um curandeiro, que consegue ressuscitar o boi. Nesse momento, todos se alegram e começam a brincar.

    Os participantes do bumba-meu-boi dançam e tocam instrumentos enquanto as pessoas que assistem se divertem quando o boi ameaça correr atrás de alguém. O boi do espetáculo é feito de papelão ou madeira e recoberto por um pano colorido. Dentro da carcaça, alguém faz os movimentos do boi.

     

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    Lundu

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    De origem africana, o lundu foi trazido para o Brasil pelos escravos vindos principalmente de Angola. Nessa dança, homens e mulheres, apesar de formar pares, dançam soltos.

    A mulher dança no lugar e tenta seduzir com seus encantos o parceiro. A princípio ela demonstra certa indiferença, mas, no desenrolar da dança, passa a mostrar interesse pelo rapaz, que a seduz e a envolve. Nesse momento, os movimentos são mais rápidos e revelam a paixão que passa a existir entre os dançarinos. Logo o cavalheiro passa a provocar outra dama e o lundu recomeça com a mesma vivacidade.

    O lundu é executado com o estalar dos dedos dos dançarinos, castanholas e sapateado, além do canto acompanhado por guitarras e violões. Em geral, a música é executada como compasso binário, com certo predomínio de sons rebatidos.

    Essa dança é típica das festas juninas nos Estados do Norte (como parte da quadrilha tradicional e independente desta), Nordeste e Sudeste do Brasil.

     

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    Cateretê

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    Dança rural do Sul do país, o cateretê foi introduzido pelos jesuítas nas comemorações em homenagem a Santa Cruz, São Gonçalo, Espírito Santo, São João e Nossa Senhora da Conceição. É uma dança bastante difundida nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e também está presente nas festas católicas do Pará, Mato Grosso e Amazonas.

    Nas zonas litorâneas, geralmente é dançado com tamancos de madeira dura. No interior desses Estados, os dançarinos dançam descalços (Taubaté, Cunha, Lagoinha) ou usam esporas nos sapatos (Barretos, Guaratinguetá, Itararé). Em algumas cidades o cateretê é conhecido como catira (Araçatuba, Nazaré Paulista, Piracaia e Pereira Barreto).

    Em geral, o cateretê é dançado apenas por homens, porém, em alguns Estados, como Minas Gerais, as mulheres também participam da dança. Os dançarinos formam duas fileiras, com acompanhamento de viola, cantos, sapateado e palmas. Os saltos e a formação em círculo aparecem rapidamente. Os dançarinos não cantam, apenas batem os pés e as mãos e acompanham a evolução. As melodias são cantadas por dois violeiros, o mestre, que canta a primeira voz, e o contramestre, que faz a segunda.

     

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    Jogos Juninos

    Os jogos que valem prendas são uma atração tradicional nas festas juninas. Dividem-se em jogos de terreiro e jogos de barracas.

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    Jogos de terreiro

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    PAU-DE-SEBO

    Brincadeira que anima as festas juninas, principalmente a festa em homenagem a São Pedro no Sudeste, e também está presente nas festas natalinas, no Nordeste. O pau-de-sebo é um mastro (não confundir com o mastro dos santos juninos) de madeira envernizada com aproximadamente cinco metros de altura. É cuidadosamente preparado: tiram-se todos os nódulos da madeira, que depois é lixada, e passa-se sebo de boi ou cera. O pau-de-sebo é então solidamente plantado no chão e muitas vezes recebe, no topo, um triângulo de madeira ao qual se amarra dinheiro (uma cédula de valor alto ou um depósito repleto de dinheiro).

    A brincadeira consiste em, abraçado ao pau-de-sebo, tentar subir e alcançar o prêmio. Como o mastro foi revestido com cera, dificilmente os que participam da brincadeira conseguem subir até seu topo, Escorregam até perto do chão e voltam a insistir várias vezes, até desistir ou atingir o alvo, quando recebem palmas e vivas das pessoas que estão assistindo.

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    CATAR AMENDOIM

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    Cada criança deve apanhar, com uma colher, os amendoins colocados à sua frente, a uma certa distância, e levá-los para seu lugar, junto à linha de partida, um de cada vez. Vence quem primeiro reúne cinco grãos.

    CORRIDA DE FUNIS

    Introduzir dois funis numa corda, com a parte mais estreita voltada para um laço feito no centro. Os jogadores terão de, apenas soprando, levar os funis até o laço.

    CORRIDA DO SACI

    Riscar no chão duas linhas paralelas, sendo uma a de chegada. Ao sinal combinado, as crianças saem pulando num pé só em direção à linha de chegada.

    CORRIDA DE SACOS

    Semelhante à corrida do Saci, cada jogador faz o percurso com o corpo enfiado num saco bem preso à cintura.

    CORRIDA DE TRÊS PÉS

    Cada jogador amarra a sua perna esquerda à perna direita do parceiro e, assim, os dois pulam até a linha de chegada.

    OVO NA COLHER

    Cada participante corre equilibrando um ovo cozido (ou tomate ou batata) numa colher.

    Jogos de barracas

    ACERTAR O ALVO

    Cada jogador recebe três bolinhas e, de certa distância, procura jogá-las dentro da boca de um grande caipira, desenhado em cartolina. Em algumas regiões, um palhaço substitui o caipira no cartaz.

    JOGO DAS ARGOLAS

    Colocam-se várias garrafas estrategicamente no centro de uma barraca. Cada jogador recebe determinado número de argolas e tenta encaixá-las nas garrafas.

    PESCARIA

    Num tanque de areia, colocam-se peixinhos feitos de lata ou papelão. Cada um tem na boca uma argolinha, que deverá ser enganchada pelo anzol do pescador, ou jogador. Cada peixinho tem um número que corresponde a uma prenda.

     

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    Jogo do rabo do burro

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    Este jogo é bem divertido. Usamos um burro desenhado em madeira ou papelão. O participante deve, com os olhos vendados, colocar o rabo no burro no local certo. O participante deve ser girado algumas vezes para perder a referência.
    Quebra-pote

    Um pote de cerâmica fina é recheado de doces e balas. Esse pote é amarrado em uma trave de madeira. O participante (geralmente criança), de olhos vendados, e munido de uma madeira comprida tentará acertar e quebrar o pote. Quando isso acontece todos podem correr para pegar as guloseimas.

     

    TIRO AO ALVO

    Coloca-se um alvo a certa distância; o jogador deverá acertá-lo utilizando dardos.

    TOCA DO COELHO

    Várias tocas numeradas são espalhadas num espaço fechado da barraca. Os jogadores apostam em determinada toca. Quando se soltam ali os coelhinhos, vence o jogador da toca em que ele primeiro entrar.

    O Mastro

    Como os demais elementos das festas juninas que estão diretamente relacionados com a época da colheita (do milho, principalmente, no Brasil), os mastros são símbolos da fecundação vegetal, segundo o folclorista Câmara Cascudo (1988, pp. 481 e 482).

    No topo do mastro, que deve ter mais ou menos cinco a seis metros de altura, fica a bandeira do santo padroeiro da festa, símbolo da sua presença durante a festividade.

    A crença popular é de que o mastro tem o poder de sinalizar, dependendo do lado para onde virar a bandeira que está no seu topo, muita prosperidade ou morte.

    Em alguns lugares, colocam-se três bandeiras sobre o mastro, cada uma com a figura de um dos santos juninos: Santo Antônio é representado como um homem de meia-idade que segura o menino Jesus nos braços; São João é uma criança de cabelos encaracolados que tem um carneirinho no colo, simbolizando Jesus Cristo, apontado por São João Batista como o verdadeiro Cordeiro de Deus; São Pedro aparece na bandeira como uma pessoa idosa que têm nas mãos as chaves do céu.

    A preparação do mastro, até a ocasião de seu erguimento, é parte essencial das festas em homenagem aos santos juninos, principalmente São João.

    O mastro recebe um tratamento especial desde o momento da escolha da madeira.

    O tronco da árvore deve ser o mais reto possível e ser cortado em uma sexta-feira de Lua Minguante por três pessoas que, antes de derrubá-lo, devem rezar o Pai-Nosso. No momento em que a árvore é derrubada e cai no chão, esses homens, em sinal de respeito, devem tirar o chapéu e evitar cuspir naquele lugar.

    O transporte do tronco escolhido para mastro também requer cuidado especial. A madeira deve ser colocada sobre um tipo de andor ou nos ombros dos homens, que não precisam ser os mesmos que derrubaram a árvore. Na verdade, todos os homens que participarão da festa querem carregá-lo pelo menos por alguns instantes, até o seu levantamento. As mulheres levam a bandeira que será colocada em seu topo.

    A preparação do mastro não inclui necessariamente a pintura. Quando ele é pintado, em geral adquire uma só cor no Norte do Brasil e duas cores no Sul, onde o azul e o vermelho são as cores preferidas. Evita-se pôr pregos no mastro e é geralmente o promotor da festa quem determina onde será feito o buraco para levantá-lo.

    Também são chamadas de mastro as árvores que em geral nessa época, mais especificamente no dia de cada santo junino, são plantadas em frente às casas dos roceiros enquanto eles rezam a oração Salve Rainha. Depois de erguidas, essas arvorezinhas são decoradas com fitas, flores, laranjas espetadas nos galhos e cipós de flor-de-são-joão. Seu pé fica repleto de ovos de galinha, grãos de milho e feijão, para assegurar que a colheita seja farta e haja uma boa produção de ovos, sem pestes nem doenças.

    http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/festas-juninas/festa-junina-8.php

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    BRINCADEIRAS OU JOGOS

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    1.Amendoim na colher

    Trace uma linha de partida no chão e posicione as crianças. Cada uma deve apanhar, com uma colher, um amendoim colocado a certa distância e trazê-lo para a linha. Vence o primeiro que reunir cinco amendoins.

    2.Bigode no caipira

    Cada criança, de olhos vendados, tentará colocar um bigode no rosto desenhado de um caipira. Faça tudo de cartolina. O vencedor será quem mais se aproximar do alvo.

    3.Saci esperto

    Risque no chão um retângulo grande. Numa ponta, será a partida, na outra, a chegada. Elas têm de apostar uma corrida pulando num pé só.

    4.Casinha junina

    Corte uma melancia grande ao meio e retire todo o miolo. Parta essa metade na metade, para que possa ser apoiada no chão como uma casinha. Enfeite-a com motivos caipiras. Cada criança recebe três bolinhas e procura jogá-las de certa distância dentro da casinha.

    5.Corrida de sacos

    Trace uma linha de partida e outra de chegada. Arrume vários sacos grandes de tecido. Cada criança tem de fazer o percurso enfiada no saco preso à cintura.

    6.Barraca do beijo

    Você pode fazer de duas formas. Uma delas é a tradicional, com uma criança distribuindo beijos nas outras, ou com retratos na parede (pode ser o Troy, de High School Musical, A Lola, de Charlie e Lola etc).

    7.Pescaria

    Recorte uma cartolina em formato de peixe e, onde seria a boca do animal, cole um clipe de metal com fita adesiva. Se quiser, encape com papel contact. Enterre os peixinhos em uma bacia ou piscina de areia. Para fazer a vara, amarre um barbante ou fio de nylon grosso em um galho ou graveto. Na outra ponta, amarre um clipe de metal aberto, com o formato de um anzol.

    8.Arremesso em latas

    O objetivo do jogo é derrubar o maior número de latas possível em um arremesso. Separe 15 latas de alumínio vazias (pode ser de molho de tomate, leite condensado, creme de leite…), tomando cuidado para que não deixar pontas afiadas. Encape-as com papel camurça colorido e decore com lantejoulas. Arrume as latinhas em camadas. A base deve ter cinco latas. Em cima dela, mais quatro. Depois, 3 etc. Faça um risco no chão com cerca de três metros de distância das latas e lance a bola, que pode ser de plástico ou de meia.

     

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    Pau-de-sebo

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    Quem não conhece o pau-de-sebo, que levante a mão!

     

    Componente tradicional de nossa cultura regional, em especial da nordestina, em suas mais variadas formas e tamanhos. É classificada como uma forma popular de diversão e está presente em festas de cunho cívico, religioso ou profano. Tecnicamente falando, consiste de um tronco de madeira com mais de 5 metros de comprimento – alguns chegam ter quase 10 – que é cuidadosamente preparado, sendo-lhe retirado todos os nódulos e imperfeições, alguns são lixados e, por fim, são recobertos com sebo de boi, para que fiquem escorregadios. Em seu topo colocam-se prendas ou mesmo um pequeno sino que deve ser tocado por quem lá chegar.

    Não é permitido utilizar instrumentos especiais para a escalada. O sujeito tem que ir mesmo só com a cara e a coragem e o segredo é subir mais do que se desce. A gravidade está contra você. Os atritos, especialmente baixos no início, também. Isto sem contar aquela meleca toda na qual você se lambuza todo. Não é à toa que é motivação de festa.

    Certo dia, conversando com um amigo engenheiro – considero-me um felizardo de conhecer muitos deles – perguntei-lhe sobre seu conhecimento de inglês. Se continuava estudando, se andava praticando, aperfeiçoando, etc. Sua resposta foi direta:

    • Aprender uma língua estrangeira é que nem subir num pau-de-sebo. Se você não está subindo, você está descendo.

    A definição não poderia ser mais precisa. Não há meio termo. Você pode estar fazendo um enorme esforço para subir e seu progresso pode ser muito tímido. E, mesmo para ficar parado, você ainda tem que estar tentando subir. Se parar, com certeza você estará descendo.

    Em resumo, ou você busca avançar – sem a garantia de sucesso – ou você seguramente estará retroagindo.

    A partir deste dia, a analogia passou a me acompanhar em tudo que fazia. Obviamente, na natação – como não poderia deixar de ser – o exemplo caiu como uma luva. Não adianta você ter atravessado o Canal da Mancha. Se você parou de nadar, vai retroagir até a estaca zero novamente.

    Já disse meu técnico e guru Agnaldo:

    • Mesmo os atletas de ponta, se deixarem de praticar o esporte por cerca de sessenta dias, poderão ser considerados praticamente sedentários novamente.

    Não questiono se o período é maior ou menor, se a lei vale para todas as modalidades esportivas, ou mesmo para todos os esportistas – é sabido que o grau de recuperação varia enormemente – mas uma coisa é certa: se você não está se esforçando para avançar, estará retrocedendo.

    Outra coisa também é certa: há vários desafios paus-de-sebo – todos eles muito diferentes entre si. Um deles pode ter sido o desafio do Canal. Outro pode ser a prova de 800 metros livre do Campeonato Paulista, outro ainda, uma travessia de menor porte em água doce, ou uma Travessia dos Fortes, uma 14 Bis e assim por diante. O fato de você tocar o sino num dos inúmeros paus-de-sebo não o habilita a ser o melhor em quaisquer outros. Muita calma nessa hora, pois uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa.

    Mas as pessoas gostam de fazer relações. Mais que isso. Adoram comparações – em especial se forem feitas em benefício próprio. Já vi atletas desdizendo ou mesmo diminuindo a importância de uma prova em função da não consecução do mesmo nível de sucesso em outra. É mais ou menos assim:

    • Não entendo por que homenageiam o fulano que fez o Canal da Mancha se eu ganhei dele nos 800 metros.

    Todos têm seus altos e baixos. Em meu caso particular, acredito que tive poucos e significativos “altos”. Sem dúvida, a Travessia do Canal foi o maior deles. Mas, de volta à vida normal, com ritmos de treinamento mais comportados, passa-se a viver outros objetivos – em verdade, o pau-de-sebo mudou. Não é mais o do Canal da Mancha. Passa a ser o pau-de-sebo do campeonato paulista ou do regional de piscina. Não importa, os níveis de exigência e motivação são diferentes. E seu desempenho não foge à regra: se você não subir, desce.

    Abrindo o leque de análise, vemos casos de nadadores – ou mesmo em outros esportes também – que já foram campeões de grande expressão – olímpicos ou mundiais – e que se tornaram um exemplo de sedentarismo depois de pararem de nadar. Alguns foram até safenados – quem não conhece o caso do Ricardo Prado? São eles as provas contundentes do teorema do pau-de-sebo, que diz: se você não está subindo, estará descendo.

    Aprendi, com o tempo, que este teorema está mais presente em nossa vida do que imaginamos. Além do aprendizado de uma língua estrangeira e dos esportes, como citado há pouco, podemos adicionar, a título de enriquecimento sobre o tema, outros exemplos de paus-de-sebo:

    • sua capacidade profissional: não importa sua posição na empresa que trabalha, olhe sempre para frente e caminhe. Se o trabalho está te limitando, vá estudar. Ficar parado significa que seus concorrentes estão avançando e, mais cedo ou mais tarde, você fica para trás.
  • a utilização da memória ou sua capacidade de raciocínio: as técnicas modernas de neurologia indicam que seu cérebro é subaproveitado. Use-o cada vez mais e, se você tem alguma dificuldade específica, é ela que deve ser exercitada fervorosamente. Pratique a neuróbica – nome dado à técnica de exercitar o cérebro, em analogia com a aeróbica, praticada nas academias. Se não usar, atrofia.

  • o casamento: deve ser renovado com freqüência. Não, não me refiro a trocar de marido como se troca de roupa. A rotina é seu grande inimigo. Buscar fatos novos e manter a chama acesa representa o esforço de escalar o pau-de-sebo. Constantemente. Caso contrário, você estará caindo.

  • a relação com amigos: esta é criticíssima. Se não alimentar sempre as relações sociais, elas desaparecem. Não basta ser um cara legal. Tem que investir na relação.

  • Isto sem falar em temas mais complexos, como: capacidade de mudança, coragem, educação dos filhos, condicionamento cardiovascular, entre tantos outros.

    O efeito pau-de-sebo pode ser terrível, pois apaga sua história e o torna escravo de seu presente.

    Mas, como tudo na vida tem sempre um “mas”, também é possível observar alguns casos em que o efeito pau-de-sebo não se aplica plenamente. Em seu lugar, entra o “efeito catraca”.

    Uma catraca é tudo o que falta para você vencer um pau-de-sebo. Seu efeito consiste em fazer uso de alguns degraus ou saliências estrategicamente distribuídas ao longo do caminho que lhe permitem um apoio firme e a quase impossibilidade de retroagir.

    O caso mais conhecido e, por vezes mais revoltante, é o caso da promoção de um funcionário em uma empresa que se acomoda em seu novo status. Ao escalar seus degraus corporativos, sente-se cada vez mais intocável e não necessariamente torna-se mais produtivo. Ao contrário, como conseqüência de sua baixa motivação, os estragos são percebidos num âmbito tanto maior quanto mais alta for sua cômoda posição hierárquica.

    Não é à toa que, nas empresas, uma das saídas para tirar de cena um determinado executivo, que é tido como um empecilho nos caminhos corporativos, consiste em dar-lhe uma… promoção!

    É como diz meu sábio e filosófico irmão: “É melhor eu parar de fazer besteira senão eu viro gerente.”

    Entretanto, o efeito catraca impõe uma memória ao processo evolutivo e não é de todo perverso. Há situações em que a história de uma pessoa deve ser levada em conta. Imaginem o Guga. Hoje ele deve ser o tricentésimo e tra-lá-lá do mundo. Mas ele já foi o primeiro e isso tem um grande valor. O tricentésimo que já foi primeiro do mundo tem uma visão diferente – pelo menos assim se espera – de alguém que só foi o tricentésimo. Óbvio que uma polpuda conta-corrente também. Mas, sabemos que o primeiro lugar é apenas uma lembrança. O que vale hoje é sua tricentésima e tra-lá-lá posição. Afinal, ao cair no ranking, como tenista profissional, ele lá ficou.
    E dá-lhe pau-de-sebo!

    Chego à conclusão que os paus-de-sebo são mais a regra do que a exceção. Por mais injusto que possa parecer, ele é um sistema meritocrático e, como tal, deve ser respeitado e utilizado em favor do crescimento pessoal. Encaremo-lo como um aviso constante para não nos acomodarmos sobre as conquistas do passado.

    Até o último momento, em que, no pau-de-sebo da vida, você tocar os pés no chão.

    Aí é melhor partir para o próximo.

    http://forrobodoo.zip.net

    http://www.canaldamancha.com/c23.html

     

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    O Mastro

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    Como os demais elementos das festas juninas que estão diretamente relacionados com a época da colheita (do milho, principalmente, no Brasil), os mastros são símbolos da fecundação vegetal, segundo o folclorista Câmara Cascudo (1988, p. 481 e 482).

    No topo do mastro, que deve ter mais ou menos 5 a 6 metros de altura, fica a bandeira do santo padroeiro da festa, símbolo da sua presença durante a festividade. A crença popular é de que o mastro tem o poder de sinalizar, dependendo do lado para onde virar a bandeira que está no seu topo, muita prosperidade ou morte.

    Em alguns lugares, colocam-se três bandeiras sobre o mastro, cada uma com a figura de um dos santos juninos: Santo Antônio é representado como um homem de meia-idade que segura o menino Jesus nos braços; São João é uma criança de cabelos encaracolados que tem um carneirinho no colo, simbolizando Jesus Cristo, apontado por São João Batista como o verdadeiro Cordeiro de Deus; São Pedro aparece na bandeira como uma pessoa idosa que tem nas mãos as chaves do céu.

    A preparação do mastro, até a ocasião de seu erguimento, é parte essencial das festas em homenagem aos santos juninos, principalmente São João. O mastro recebe um tratamento especial desde o momento da escolha da madeira. O tronco da árvore deve ser o mais reto possível e ser cortado em uma sexta-feira de lua minguante por três pessoas que, antes de derrubá-lo, devem rezar o Pai-Nosso. No momento em que a árvore é derrubada e cai no chão, esses homens, em sinal de respeito, devem tirar o chapéu e evitar cuspir naquele lugar.

    O transporte do tronco escolhido para mastro também requer cuidado especial. A madeira deve ser colocada sobre um tipo de andor ou nos ombros dos homens, que não precisam ser os mesmos que derrubaram a árvore. Na verdade, todos os homens que participarão da festa querem carregá-lo pelo menos por alguns instantes, até o seu levantamento. As mulheres levam a bandeira que será colocada em seu topo.

    A preparação do mastro não inclui necessariamente a pintura. Quando ele é pintado, em geral adquire uma só cor no Norte do Brasil e duas cores no Sul, onde o azul e o vermelho são as cores preferidas. Evita-se pôr pregos no mastro e é geralmente o promotor da festa quem determina onde será feito o buraco para levantá-lo.

    Também são chamadas de mastro as árvores que em geral nessa época, mais especificamente no dia de cada santo junino, são plantadas em frente às casas dos roceiros enquanto eles rezam a oração Salve-Rainha. Depois de erguidas, essas arvorezinhas são decoradas com fitas, flores, laranjas espetadas nos galhos e cipós de flor-de-são-joão. Seu pé fica repleto de ovos de galinha, grãos de milho e feijão, para assegurar que a colheita seja farta e haja uma boa produção de ovos, sem pestes nem doenças.

     

    MUSICAFESTAAA

    Músicas Juninas

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    Cai, Cai Balão
    domínio público

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    Cai, cai balão
    Cai, cai balão/Aqui na minha mão
    Não cai não, Não cai não, não cai não
    Cai na rua do sabão.

    Olha Pro Céu Meu Amor
    Autores:José Fernandes e Luiz Gonzaga

    Olha pro céu meu amor / Vê como ele está lindo /
    Olha prá quele balão multicor / Como no céu vai sumindo.
    Foi numa noite igual a esta / que tu me deste o teu coração/
    O céu estava em festa / porque era noite de São João /
    Havia balões no ar / xote, baião no salão /
    E no terreiro o teu olhar / que incendiou meu coração.

     

    ====

    Sonho de Papel
    Autor: Alberto Ribeiro

    ==

    O balão vai subindo/ Vem caindo a garoa/ O céu é tão lindo/ E a noite é tão boa/ São João, São João/ Acende a fogueira/ No meu coração.
    Sonho de papel/ A girar na escuridão/ Soltei em seu louvor/ No sonho multicor/ Oh! Meu São João.
    Meu balão azul/ Foi subindo devagar/ O vento que soprou/ Meu sonho carregou/ Nem vai mais voltar.

    Capelinha de Melão
    domínio público

    Capelinha de melão / É de São João /
    É de cravo, é de rosa / É de manjericão.
    São João está dormindo / Não me ouve não /
    Acordai, acordai / Acordai, João.

     

    ====

    Pula a fogueira
    Autores: Getúlio Marinho e João B. Filho

    ==

    Pula a fogueira, Iaiá
    Pula a fogueira, Ioiô
    Cuidado para não se queimar
    Olha que a fogueira
    Já queimou o meu amor
    Nesta noite de festança
    Todos caem na dança
    Alegrando o coração
    Foguetes, cantos e troca
    Na cidade e na roça
    Em louvor a São João
    Nesta noite de folgueto
    Todos brincam sem medo
    A soltar seu pistolão
    Morena flor do sertão
    Quero saber se tu és
    Dona do meu coração

    Balão vai subindo
    domínio público
    O Balão vai subindo
    Vem vindo a garoa
    O Céu é tão lindo
    E a Noite é tão boa
    São João, São João
    Acende a fogueira do meu coração.

    ====

    Isto é Lá Com Santo Antônio
    Autor: Lamartine Babo

    ==

    Eu pedi numa oração
    Ao querido São João
    Que me desse um matrimônio
    São João disse que não!
    São João disse que não!
    Isto é lá com Santo Antônio!
    Eu pedi numa oração
    Ao querido São João
    Que me desse um matrimônio
    Matrimônio! Matrimônio!
    Isto é lá com Santo Antônio!
    Implorei a São João
    Desse ao menos um cartão
    Que eu levava a Santo Antônio
    São João ficou zangado
    São João só dá cartão
    Com direito a batizado
    Implorei a São João
    Desse ao menos um cartão
    Que eu levava a Santo Antônio
    Matrimônio! Matrimônio!
    Isso é lá com Santo Antônio!
    São João não me atendendo
    A São Pedro fui correndo
    Nos portões do paraíso
    Disse o velho num sorriso:
    Minha gente, eu sou chaveiro!
    Nunca fui casamenteiro!
    São João não me atendendo
    A São Pedro fui correndo
    Nos portões do paraíso
    Matrimônio! Matrimônio!
    Isso é lá com Santo Antônio.

    ====

    Noites de junho
    (de João de Barro e Alberto Ribeiro)

    ==

     

    Noite fria, tão fria de junho
    Os balões para o céu vão subindo
    Entre as nuvens aos poucos sumindo
    Envoltos num tênue véu
    Os balões devem ser com certeza
    As estrelas aqui desse mundo
    As estrelas do espaço profundo
    São os balões lá do céu
    Balão do meu sonho dourado
    Subiste enfeitado, cheinho de luz
    Depois as crianças tascaram
    Rasgaram teu bojo de listas azuis
    E tu que invejando as estrelas
    Sonhavas ao vê-las ser astro no céu
    Hoje, balão apagado, acabas rasgado
    Em trapos ao léu.

    ====

    Chegou a hora da fogueira
    (Lamartine Babo)

    ==

    Chegou a hora da fogueira
    É noite de São João
    O céu fica todo iluminado
    Fica o céu todo estrelado
    Pintadinho de balão
    Pensando no caboclo a noite inteira
    Também fica uma fogueira
    Dentro do meu coração
    Quando eu era pequenino
    De pé no chão
    Eu cortava papel fino
    Pra fazer balão
    E o balão ia subindo
    Para o azul da imensidão
    Hoje em dia o meu destino
    Não vive em paz
    O balão de papel fino
    Já não sobe mais
    O balão da ilusão
    Levou pedra e foi ao chão

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    Outras  músicas

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    Como a festa é em casa, com a família, é importante lembrar que a intenção é a confraternização, assim som alto não combina com conversa e pode incomodar os vizinhos. Basta um aparelho de som caseiro, uma caixa de som simples e alguns CDs de músicas tradicionais, forró e sertanejo para que o som ajude criar o clima junino. Veja algumas dicas:

    Aproveite a oportunidade e convide aquele seu amigo que sabe tocar uma moda de viola para animar a festa! Se tiver recursos, contrate um DJ para cuidar das músicas ou chame um bom sanfoneiro ou um trio de forró para algumas apresentações. Isso dá um toque regional à festa!

    Também fica muito divertido dançar a quadrilha. Quanto mais desorganizada, melhor!  Então não se preocupe em ter um puxador “profissional”: escolha alguém mais carismático e engraçado e improvise a dança com os convidados. Se quiser seguir um roteiro de quadrilha pronto, veja no livro “Origens, Tradição e História” aqui no site.

    Para as quadrilhas recomendamos as cantigas e forrós tradicionais. Garimpe entre os amigos CDs de música sertaneja, forró, cantigas tradicionais de São João e os clássicos da sanfona imortalizados por Gonzagão, Mário Zan e músicas de Lamartine Babo, por exemplo.

    As músicas típicas das festas juninas podem ser apenas cantadas ou também dançadas. Até hoje muitas são compostas especialmente pelos nordestinos, e formam o repertório do forró, que se transformou em baile realizado não apenas no período junino. Entre os compositores e cantores mais famosos, destaca-se o pernambucano Luiz Gonzaga. Algumas estrofes de suas músicas são conhecidas de todos os brasileiros, como em OLHA PRO CÉU, MEU AMOR (em parceria com José Fernandes):
    Olha pro céu, meu amor.
    Vê como ele está lindo.
    Olha praquele balão multicor
    como no céu vai sumindo

    Ou em DERRAMANDO O GAI (coco de Luiz Gonzaga e Zé Dantas):
    Eu nesse coco num vadeio mai,
    apagaro o candihero,
    derramaro o gai
    Apagaro o candihero,
    derramaro o gai.
    Coisa boa nesse escuro
    eu sei que não sai.
    Já não tão mai respeitando
    nem eu qui sou pai,
    pois me dero um beliscão,
    quase a carça cai.
    Não se pra onde vai
    por isso nesse coco
    num vadeio mai

    Em SÃO JOÃO DA ROÇA (em parceria com Zé Dantas):
    A fogueira tá queimando
    em homenagem a São João.
    O forró já começou.
    Vamos, gente, arrasta pé nesse salão.

    ====

    CAPELINHA DE MELÃO (João de Barros e Adalberto Ribeiro)

    ==
    Capelinha de melão
    é de São João.
    É de cravo,
    é de rosa,
    é de manjericão.
    São João está dormindo,
    não me ouve não.
    Acordai, acordai,
    acordai, João.
    Atirei rosas pelo caminho.
    A ventania veio e levou.
    Tu me fizeste com seus espinhos
    uma coroa de flor.

    ====

    PEDRO, ANTÔNIO E JOÃO (Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago)

    ==
    Com a filha de João
    Antônio ia se casar,
    mas Pedro fugiu com a noiva
    na hora de ir pro altar.
    A fogueira está queimando,
    o balão está subindo,
    Antônio estava chorando
    e Pedro estava fugindo.
    E no fim dessa história,
    ao apagar-se a fogueira,
    João consolava Antônio,
    que caiu na bebedeira.

    ====

    BALÃOZINHO

    ==
    Venha cá, meu balãozinho.
    Diga aonde você vai.
    Vou subindo, vou pra longe,
    vou pra casa dos meus pais.

    Ah, ah, ah, mas que bobagem.
    Nunca vi balão ter pai.
    Fique quieto neste canto
    e daí você não sai.

    Toda mata pega fogo.
    Passarinhos vão morrer.
    Se cair em nossas matas,
    o que pode acontecer.
    Já estou arrependido.
    Quanto mal faz um balão.
    Ficarei bem quietinho,
    amarrado num cordão.

    ====

     

    SEM TÍTULO (Djalma da Silveira Allegro e Paulo Soveral)

    ==
    A mesa tá preparada,
    os conviva vão chegando,
    o quentão vai se servido,
    o leitão tá esturricando.

    Tem pipoca, tem pamonha,
    mio verde com fartura.
    Tem cabrito e frango assado,
    tem doce de rapadura.
    Tem tanta coisa gostosa
    que barriga quase fura…

    Chame o Mané Sanfoneiro
    que o baile vai começá!
    Vamos dançá a quadrilha,
    cada um no seu lugar.

    E a festança continua,
    continua o arrasta-pé.
    Dança home com otro home
    e muié com otra muié.
    Um já gastô as butinas,
    otro já sentô cansado.
    As moça dançam com o padre,
    as véia com o delegado.
    Uns ainda tão na mesa
    comendo doce e salgado. A fogueira vai queimando
    que dá gosto a gente vê.
    As estrelas ainda piscando,
    o sol quase pra nascê.
    Tá todo mundo esperando
    otro dia amanhecê…

    ====

    PULA A FOGUEIRA (João B. Filho)

    ==

    Pula a fogueira Iaiá,
    pula a fogueira Ioiô.
    Cuidado para não se queimar.
    Olha que a fogueira
    já queimou o meu amor.

    Nesta noite de festança
    todos caem na dança
    alegrando o coração.
    Foguetes, cantos e troca
    na cidade e na roça
    em louvor a São João.

    Nesta noite de folguedo
    todos brincam sem medo
    a soltar seu pistolão.
    Morena flor do sertão,
    quero saber se tu és
    dona do meu coração.

    DANÇA-GRANDE

     

    Curiosidades da Festa Junina

     

    Os elementos juninos trazem várias curiosidades

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    Por serem de origem europeia, as festas juninas apresentam vários elementos que não são da cultura brasileira, mas que com o passar dos anos tornaram-se fundamentais.

    Ao assistirmos uma dança de quadrilha podemos perceber quantas palavras desconhecidas são ditas pelos puxadores. Anarriê, ampassã, tour, dentre outras, que são de origem francesa, parecida com as festas da aristocracia que abria os bailes mais requintados da época.

    Como eram festas realizadas pelas cortes, as mulheres usavam seus vestidos mais bonitos e rodados, motivo pelo qual se originou os vestidos das quadrilhas, feitos em tecidos de chita, bem coloridos.

    As culturas Greco-romanas e dos celtas também deixaram suas marcas, pois praticavam cerimônias em volta de fogueiras, a fim de agradecer aos deuses pelas boas colheitas.

    A festa popular mais conhecida no Brasil é o carnaval, porém as festas juninas não perdem seu lugar, estando entre as principais festas do país.

    O nordeste é a região que mais valoriza as festas juninas, onde acontecem vários concursos para se eleger a quadrilha mais alegre e bonita do Brasil. A cidade de Campina Grande, na Paraíba, é onde acontece o maior festejo do país. Com uma área de quarenta e dois mil metros quadrados, podemos encontrar o “Parque do Povo”, onde acontecem exposições artesanais, a queima da fogueira gigante, a cidade cenográfica com réplica de uma igreja, há um espaço para a apresentação das quadrilhas, a casa do milho, a corrida de jegue, há também uma área especial para a imprensa.

    Dentre os enfeites das festas juninas, o mais comum são as bandeirolas. Esses apetrechos surgiram porque os três santos homenageados na festa tinham suas imagens pregadas em bandeiras coloridas e imersas em água, a famosa lavagem dos santos. Com isso, acredita-se que a água fica purificada, fazendo a purificação das pessoas que se molham com elas. Com o passar dos anos, essas bandeiras foram sendo substituídas pelas bandeirinhas menores, que trazem a mesma simbologia de purificar o ambiente da festa.

    Além disso, temos Santo Antônio, conhecido como santo casamenteiro. Os mais religiosos contam que as moças pedem um noivo para o santo, mas este só arruma o pretendente quando é castigado pela moça, sendo colocado de cabeça para baixo ou ficando com a cabeça mergulhada numa bacia com água.

    O casamento caipira surgiu como chacota aos casamentos clássicos. A noiva aparece grávida e seu pai obriga o moço a assumir a responsabilidade, fazendo-o casar com uma espingarda apontada para a cabeça. Essa história é muito engraçada, pois o pai da noiva tem todo o apoio do delegado da cidade, que é seu amigo. Durante a cerimônia o noivo, que está bêbado, tenta fugir, mas sem sucesso. Após o enlace, os noivos puxam a dança da quadrilha.
    CampinagrandeEE

    ESPECIAL SOBRE O NORTE E O NORDESTE

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    Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.

    Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.

     

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    Junho é tempo de festa em todo o Nordeste

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    Colaboração para o UOL ViagemAnarriê, anavantu, puxa o fole sanfoneiro!! Assim os nordestinos se comunicam nas quadrilhas juninas durante as comemorações em homenagem a São João nos nove estados da região, no mês de junho. Os três santos católicos (Antonio, João e Pedro) são reverenciados de forma fervorosa do primeiro ao último dia do mês da Bahia ao Maranhão.

    As festas juninas são do chamego, do aconchego, do xodó, da sanfona, do triângulo, da zabumba e de mil outras expressões que só são ouvidas no nordeste. É como se fosse um Natal fora de época, onde as pessoas compram roupas, calçados, perfumes e deixam suas cidades com destino ao interior dos estados em busca de alegria e descontração.

    Assim, surgem rivalidades saudáveis como a de Caruaru e Campina Grande que disputam o simbólico título de maior São João do mundo. Cada uma possui programações com mais de trinta dias de festa.

    Caruaru se declara a capital do forró e possui um belo espetáculo que une o tradicional ao moderno com as apresentações dos fogueteiros, bacamarteiros e forrozeiros do passado e da atualidade. Campina Grande tem o trem do forró e o casamento coletivo realizado em pleno dia dos namorados.

     

    Aliás, o título de maior São João do mundo é reivindicado por todos os nordestinos.

    Na Bahia, os moradores da terra garantem que há festa nos 417 municípios. No entanto, alguns festejos se destacam. Amargosa, Cruz das Almas, Senhor do Bonfim e Salvador, bem como em alguns municípios de regiões como o Recôncavo, a Chapada Diamantina e o Litoral têm festa, principalmente na semana do dia 24 de junho.

    As prefeituras das cidades que fazem grandes festas garantem um retorno de R$ 20 milhões para cada R$ 1 milhão investido.

    Em Sergipe, não é diferente com o Forrocaju e o Arraiá do Povo, ambos realizados na capital. Os eventos garantem quase um mês de animação ao som da sanfona, do triângulo e da zabumba. Cidades como Estância e Areia Branca também arrebentam com a boca do balão e têm festas de fazer inveja às cidades de grande porte.

    No Rio Grande do Norte, a cidade de Assu alia as comemorações religiosas com as batidas do forró. O ponto alto da festa ocorre na Praça São João Batista com direito a shows musicais, procissões e apresentações de quadrilhas. Mossoró também tem festa com forró até o dia clarear.

    De todos os estados nordestinos, os festejos juninos mais diferentes são, sem dúvida, os realizados no Maranhão. Lá, os eventos se concentram no centro e na periferia de São Luís, onde o forró dá espaço ao Bumba-meu-Boi. Personagens como o próprio boi, o dono da fazenda, o vaqueiro, os caboclos e os escravos ganham vida nas ruas da cidade, principalmente entre os dias 23 e 26 de junho.

    Sabores juninos

    Licor, quentão e bebidas à base de vodca e aguardente, sem esquecer da boa e velha cervejinha, são os maiores sucessos entre os foliões de festas juninas espalhados por todo o nordeste.

    Em Caruaru e Campina Grande, o quentão faz mais sucesso. A bebida e feita à base de cachaça e pimenta e também é levada ao fogo. Em alguns casos, a aguardente é substituída por vinho ou conhaque.

    Na Bahia, a preferência maior é pelos licores que são produzidos a partir das frutas nativas. O de jenipapo é o mais requisitado, mas há também licor de passas, menta e maracujá à venda em Salvador e no interior. O local de concentração maior da produção de licor no estado é o Recôncavo, principalmente nos municípios de Santo Amaro e Cachoeira.

    Em Senhor do Bonfim, os drinks feitos com vodca como coquetéis de fruta, capetas, entre outros são bastante servidos para amenizar o friozinho que faz em pleno sertão, no mês de junho.

    As comidas típicas também são bastante disputadas no São João. Os campeões na preferência popular são o amendoim cozido, os bolos de fubá e de tapioca, a pamonha, a canjica e o pé-de-moleque. A carne seca, acompanhada de farofa e macaxeira fazem parte até do café dos nordestinos.

    Em Caruaru, as comidas são produzidas em tamanho gigante e as filas para degustação normalmente reúnem centenas de pessoas. Assim é o São João do Nordeste, um espetáculo de cores, luzes e sabores.

     

    sergipejuninas

    Forrocaju e Arraiá do Povo são as atrações da capital sergipana

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    No Forrocaju, que completa 17 anos em 2010, a música nordestina tomará conta da programação entre os dias 18 e 29 de junho. Artistas como Geraldo Azevedo, Gilberto Gil, Alceu Valença, Elba Ramalho e bandas como Falamansa, Calypso e Aviões do Forró farão a festa para um público estimado de 100 mil pessoas por noite.

     

    Ao todo, são 125 atrações e quase 200 horas de muito forró totalmente grátis para o público que deve promover um dos arrasta-pés mais animados do Nordeste. A estrutura é montada na área onde estão localizados os mercados centrais da cidade.

    Além dos shows, sergipanos e visitantes também curtem o clima de São João na roça. As ruas do centro ficam bastante animadas com as apresentações de trios pés-de-serra e quadrilhas.

    Até quem não sabe dançar forró se dá bem na capital sergipana. Professores de dança dão aulas de graça, principalmente para os visitantes que ainda não pegaram o ritmo.

    Outra atração do Forrocaju é a Marinete do Forró – um ônibus estilo jardineira cuja decoração está inteiramente ligada às festas juninas. O veículo sai de Atalaia e circula os principais pontos turísticos da cidade. O passeio é gratuito.

    Já os ônibus convencionais da capital sergipana são animados por trios pés-de-serra, acompanhados de um casal de matutos com trajes típicos no período de 18 a 29 de junho. Mais informações no site http://www.aracaju.se.gov.br/forrocaju.

     

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    Arraiá do Povo

     

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    O evento ocorre numa cidadezinha cenográfica montada na região da Praia de Atalaia, no período de 9 de junho a 11 de julho. O cenário ganha ainda barracas de comidas típicas, exposições de artesanato e fica bastante colorido com as mais de 200 apresentações de quadrilhas e grupos regionais formados por bacamarteiros (espécie de cangaceiros armados com grandes espingardas) e bandinhas de pífanos (instrumento de sopro comum no Nordeste).

    No interior, algumas das cidades mais animadas são Canindé do São Francisco, Estância e Areia Branca. Durante todo o mês de junho, os municípios realizam quermesses e festas regadas a muito forró. Na semana do dia de São João, as praças locais ficam lotadas com a realização de shows de artistas como Leonardo e bandas como Calcinha Preta e Mastruz com Leite.

     

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    Festa de Amargosa tem atrações para todas as idades

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    A Cravada no Vale do Jiquiriçá, numa das regiões mais belas do Recôncavo Baiano a 240 km de Salvador, a cidade de Amargosa se destaca pela pluralidade dos festejos juninos. Crianças, jovens, adultos e idosos convivem harmonicamente no São João repleto de atrativos.
    O palco principal da festa é montado na Praça do Bosque. Aliás, bosque é o que não falta no município, que é um dos mais arborizados da Bahia – o que lhe rendeu o carinhoso apelido de Cidade Jardim.
    A grade de atrações, como sempre, é bastante diversificada e em 2010 não será diferente. Durante nove dias, a partir de 18 de junho, passarão por lá forrozeiros tradicionais, como o paraibano Flávio José, e também astros da música sertaneja como a dupla César Menotti & Fabiano.
    A prefeitura local estima um público de 100 mil pessoas por noite de festa. Uma das atrações que deve lotar a praça e deixar os 29 mil metros quadrados com dimensões mínimas é o cantor Zé Ramalho, que arrasta uma legião de fãs em todas as apresentações que faz na Bahia.

     

    Enquanto os adultos arrastam o pé até o dia raiar, as crianças podem chegar mais cedo e curtir o ambiente rural. A Vila Amargosa, que mostra um pouco do clima da roça do interior abriga uma cidade cenográfica de 1.000 m² e uma fazendinha, onde são expostos animais de produção e exóticos. Lá também é possível saborear comidas e bebidas típicas e apreciar o artesanato e outras manifestações culturais da terra.
    Uma réplica de uma casa de barro também chama a atenção e funciona como um grande espaço para dançar forró o dia todo. Batizado de Sala de Reboco, o espaço homenageia o Rei do Baião, Luiz Gonzaga.
    A badalação fica por conta do Forró do Piu Piu, que reúne mais milhares pessoas na Fazenda Colibri, na zona rural do município. O passaporte, que custa de R$ 130 (o dia) a R$ 690 (três dias) garante acesso gratuito a bebidas como cervejas, refrigerantes e caipiroscas. As atrações misturam nomes do Forró com os da Axé Music durante os dias 24, 25 e 26 de junho.

    http://www.amargosa.ba.gov.br

     

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    Em junho, Senhor do Bonfim se transforma na capital baiana do forró

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    Com o céu iluminado pelas estrelas e pelos fogos de artifício, incluindo aí as espadas juninas, a cidade de Senhor do Bonfim, a 380 km de Salvador, tem seus festejos oficialmente abertos no início de junho, com o tradicional São João dos bairros. A festa de aspecto familiar cede espaço aos grandes agitos do dia 22 ao dia 27, quando a folia se transfere para o Parque da Cidade.
    Lá, uma mega estrutura é armada para receber os principais artistas da música nordestina. Para os festejos deste ano, estão confirmados grandes expoentes do forró e da MPB como Gilberto Gil, Targino Gondim, Adelmário Coelho e a Banda Calcinha Preta. Todas as apresentações no Parque da Cidade são gratuitas.

     

    Quem prefere algo menos agitado tem como opção o Espaço Forrobodó, no centro da cidade. A programação é variada e inclui as apresentações de trios nordestinos e bandas de pífanos locais, como o tradicional Grupo do Calumbi.
    Duas atrações que não podem faltar no São João de Bonfim, que já tem mais de um século de tradição, são a Alvorada e o Show de Espadas. Na Alvorada, centenas de pessoas rompem a aurora do dia espalhando alegria e descontração ao som de fanfarras e bandinhas de forró pé-de-serra.
    Já o Show de Espadas é um pouco mais arriscado e requer cuidados aos mais desavisados. A farra com os fogos de artifício feitos à base de bambu ocorre das 18h às 23h do dia 23 de junho nas ruas da cidade. Os moradores locais, que geralmente são os mais experientes, utilizam uma verdadeira armadura improvisada para evitar as queimaduras. Calças e jaquetas jeans, luvas e capacete de motociclistas são os instrumentos indispensáveis na brincadeira.

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    Atrações à parte

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    Este ano, quem for passar os festejos juninos em Senhor do Bonfim pode embarcar numa viagem bastante descontraída. O “Trem do forró” percorrerá a zona rural do município num trajeto de 50 minutos regados ao som da zabumba, da sanfona e do triângulo.
    Os desfiles dos blocos puxados por jumentos que transportam litros e litros de licor também são atrações imperdíveis na cidade, que ainda possui como atrativos o Casamento de Maria e as apresentações de quadrilhas e grupos folclóricos regionais.
    A Copa do Mundo, com os jogos da Seleção Brasileira realizados no mês de junho, são um aperitivo para animar ainda mais os festejos de São João.
    Outra atração à parte de Senhor do Bonfim é a criatividade dos vendedores de bebidas. Os drinks preparados à base de vodca e cachaça ganham nomes variados como xibiu, príncipe maluco e capeta assim como a companhia de ingredientes como leite condensado, guaraná em pó e energéticos. Os sanduíches de pernil também são imperdíveis.

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    Forró do Sfrega

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    Quem está afim de paquera e badalação no São João de Senhor do Bonfim tem como uma das principais opções o Forró do Sfrega. A festa privada, cujos ingressos variam de R$ 200 a R$ 600 para dois dias de agitos, reúne um mix de atrações que vão desde a bandas de Axé como Asa de Águia a grupos de forró eletrônico como a banda cearense Aviões do Forró, além das apresentações de DJ’s. Apesar do grande apelo de mídia, o maior atrativo são as bebidas já inclusas no passaporte de entrada.
    Mais informações
    http://www.forrodosfrega.com.br

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    Junho em Campina Grande (PB) tem forró o mês inteiro

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    Com mega shows e apresentações que vão do dia 4 de junho a 4 julho, a cidade respira São João em todas as suas ruas, praças, avenidas e esquinas. Este ano, o tamanho da festa pode ser ainda maior, caso a Seleção Brasileira avance às finais da Copa do Mundo, na África do Sul.
    Vila Nova da Rainha traz espetáculos das quadrilhas, em Campina Grande, na Paraíba
    Com mais de 40 mil metros quadrados de área, incluindo um grande palco, três ilhas de forró e mais de 250 barracas e quiosques, o Quartel General do Forró deve receber no Arraial Hilton Mota, diversos nomes da música nordestina como Elba Ramalho, Zé Ramalho, Flávio José, Dominguinhos, Aviões do Forró, Waldonys, Garota Safada, Nando Cordel, Jorge de Altinho. No palco principal, serão pelo menos seis horas de música sem parar durante os dias de festejos.

    Ponto tradicional dos festejos em Campina Grande, a Pirâmide Jackson do Pandeiro, que fica na parte de cima do Quartel General, é o local onde as quadrilhas juninas e os trios de forró se apresentam.

    Na parte inferior está o Arraial Hilton Mota, local onde ficam os camarotes e o palco principal da festa. Também no Parque do Povo está a Vila Nova da Rainha (espaço onde são comercializados produtos do artesanato local) e a Cidade Cenográfica lugares que retratam a história de Campina Grande.

    A fogueira gigante, com 18 metros de altura é uma das principais atrações do parque.

    O Trem do Forró também entrará nos trilhos da alegria em 2010. Batizada de Expresso Forroviário, a atração vai da Estrada Velha, na sede de Campina Grande, até o Distrito de Galante, na zona rural, ao som de muito xote, xaxado e baião, a partir do dia 5 de junho, sempre aos sábados e domingos. O percurso tem 12km de extensão.

    Os sete vagões são devidamente decorados com bandeirolas juninas e balões de papel. Cada um tem um trio nordestino que garante a animação que é reforçada pela paisagem rústica do sertão.

    Em Galante, há uma recepção para lá de “arretada” com quadrilhas e grupos de forró pé-de-serra. Na volta, o som do forró não deixa ninguém ficar parado e todos caem na dança. O trem sai às 10h e retorna às 15h.

    Outro evento tradicional de Campina Grande é o casamento coletivo, no Dia dos Namorados (12 de junho). Este ano, a cerimônia realizada por um juiz de paz reunirá 120 pessoas. Durante o casamento, clássicos da música nordestina serão entoados pela Orquestra Filarmônica Epitácio Pessoa.

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    Wi fi

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    Além de estar presente nos folhetos, a programação dos festejos de Campina Grande também serão enviadas gratuitamente via Bluetooth para as pessoas interessadas. Quem não for à cidade poderá assistir aos shows que acontecem no Palco Principal ao vivo através do endereço eletrônico do São João (www.saojoaodecampina.pb.gov.br).

     

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    Forró dá lugar ao Bumba-meu-Boi e manifestações culturais no Maranhão

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    Fantasias representam espetáculo de cores em São Luís, no Maranhão

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    Os festejos são realizados durante todo o mês de junho e alguns dias de julho nas partes nova e antiga de São Luís. As comemorações com a festa do Bumba-meu-Boi ocorrem nos arraiais do centro da capital, e na periferia da cidade. Alguns shoppings também se rendem aos encantos do São João maranhense.

     

    Este ano, o tema é ‘São Luís do São João, cidade de todos os brincantes’. O Arraial da Maria Aragão contará com uma extensa programação de 34 dias que ocorrerá até o dia 4 de julho.

     

    Serão 35 shows musicais com artistas maranhenses, 200 apresentações de grupos folclóricos (tambor de crioula, cacuriá, dança do boiadeiro, quadrilha, dança portuguesa, dança do coco, bumba-meu-boi), além do barracão do forró que terá 26 apresentações de grupos de forró pé-de-serra.
    O público estimado em cada dia de apresentações é de dez mil pessoas com o Arraial funcionando até a meia-noite durante a semana e até as duas da madrugada nos fins de semana e feriados.
    Em São Luís há cerca de cem grupos de bumba-meu-boi, subdivididos em diversos sotaques. Cada um tem características próprias que se manifestam nas roupas, na escolha dos instrumentos, no tipo de cadência da música e nas coreografias.

     

    No tambor de Crioula, a principal caracteristica é a informalidade. A principal manifestação, entretanto é “punga” ou “umbigada”, ou seja, uma forma de convite para que outra dançarina assuma a evolução no centro da roda. Já o Cacuriá é uma dança que explora a malícia e a sensualidade.

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    História da festa

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    O enredo da festa do Bumba-meu-boi resgata as relações sociais e econômicas nordestinas do período colonial. Segundo a lenda, a história do Bumba-meu-Boi surgiu quando Pai Francisco matou um boi de estimação de seu senhor para satisfazer o desejo de sua esposa grávida, Mãe Catirina, que queria comer língua.

    Quando descobre o sumiço do animal, o senhor fica furioso e, após investigar entre seus escravos e índios, descobre o autor do crime e obriga Pai Francisco a trazer o boi de volta. O boi ressucita e todos participam de uma enorme festa para comemorar o milagre.

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    Conheça os sotaques

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    Sotaque de matraca – Surgiu em São Luís e é o preferido de seus habitantes. O instrumento que dá nome ao sotaque é composto por dois pequenos pedaços de madeira, o que motiva os fãs de cada boi a engrossarem a massa sonora de cada “Batalhão”. Além das matracas, são usados pandeiros e tambores-onça (uma espécie de cuíca com som mais grave). Na frente do grupo fica o cordão de rajados, com caboclos de pena. Os principais representantes desse sotaque são o Boi de Maracanã, o Boi da Maioba, o Boi da Pindoba, o Boi de Iguaíba, o Boi da Madre Deus e o Boi do Bairro de Fátima.

    Sotaque de Zabumba – Ritmo original do Bumba-meu-boi, este sotaque marca a forte presença africana na festa. Pandeirinhos, maracás e tantãs, além das zabumbas, dão ritmo para os brincantes.
    No vestuário destacam-se golas e saiotas de veludo preto bordado e chapéus com fitas coloridas. O sotaque de zabumba passa por grande crise nos últimos anos devido à falta de novos brincantes interessados em manter as tradições do mais antigo estilo de boi. Os principais representantes desse sotaque são o Boi de Guimarães de Seu Marcelino Azevedo, o Boi da Areinha de Seu Constâncio, o Boi da Fé em Deus de Dona Teresinha Jansen, o Boi da Liberdade de Seu Leonardo, o Boi da Vila Passos de Seu Canuto e o Boi do Bairro de Fátima de Dona Zeca.

    Sotaque de Orquestra – Ao incorporar outras influências musicais, o Bumba-meu-boi ganha neste sotaque o acompanhamento de diversos instrumentos de sopro e cordas, como o saxofone, clarinete e banjo. Peitilhos (coletes) e saiotes de veludo com miçangas e canutilhos são alguns dos detalhes nas roupas do brincantes. Os principais representantes desse sotaque são o Boi de Axixá, o Boi de Morros, o Boi de Nina Rodrigues, o Boi da Lua e o Boi do CEIC.

    Sotaque da Baixada – Embalado por matracas e pandeiros pequenos, um dos destaques deste sotaque é o personagem Cazumbá, uma mistura de homem e bicho que, vestido com uma bata comprida, máscara de madeira e de chocalho na mão, diverte os brincantes e o público. Outros usam um chapeú de vaqueiro com penas de ema. Os principais representantes desse sotaque são o Boi de Pindaré, o Boi de São João Batista, o Boi de São Vicente de Ferrer, o Boi de Viana e o Boi de Santa Fé.

    Sotaque Costa de Mão – Típico da região de Cururupu, ganhou este nome devido a uns pequenos pandeiros tocados com as costas da mão. Caixas e maracás completam o conjunto percussivo. Além de roupa em veludo bordado, os brincantes usam chapéus em forma de cogumelo, com fitas coloridas e grinaldas de flores. O principal representante desse sotaque é o Boi de Cururupu.

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    Quem são os personagens

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    Dono da Fazenda É o senhor dono da fazenda. Usa a roupa mais rica e um apito para coordenar a festa. É o responsável pela organização do Batalhão e, em alguns casos, é também o cantador

    Pai Francisco Vaqueiro, veste-se com roupas mais simples. Seu papel durante a brincadeira é provocar risos na platéia. Cada boi pode ter vários deste personagem

    Mãe Catirina Mulher de Pai Francisco. Normalmente representada por um homem vestido de mulher

    Índias Mulheres cobertas por penas no peito, mãos e pernas

    Miolo Brincante responsável pelas evoluções e coreografias do boi

    Vaqueiros Empregados da fazenda. Usam roupas de veludo e chapéus de pena com longas fitas coloridas

    Mutuca Para não deixarem os brincantes dormirem durante as maratonas de apresentação do bois, os mutucas são responsáveis pela distribuição de cachaça a todos

    Caboclo de fita Brincantes enfeitados com chapéus de fita coloridos e que se misturam aos vaqueiros durante a festa

    Caboclo de pena Homens cobertos por penas e com um grandé chapéu ou cocá que também é feito de penas, representando os homens da tribo nos rituais

    cruzdasalmasss
    Cruz das Almas faz São João em clima de Copa do Mundo

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    Conhecida como a cidade das espadas, por conta do espetáculo proporcionado pelos fogos de artifício, Cruz das Almas também se destaca como um dos principais pólos de festas juninas da Bahia. O município localizado a 146 km de Salvador alia a tradição das quadrilhas com os grandes shows de forró.

    Este ano, os festejos, que ocorrem de 23 a 27 de junho, homenageiam a Copa do Mundo da África e, em especial, a Seleção Brasileira. Com isso, o verde e o amarelo tomarão conta da ornamentação das praças que receberão mais de oito atrações por dia.

    O espaço mais tradicional do São João de Cruz das Almas é o Parque Sumaúma que receberá artistas como Elba Ramalho, Flávio José, Alcimar Monteiro e Calcinha Preta, que junto com outros intérpretes e bandas de forró farão mais de 60 horas de shows.

    Quem prefere algo mais tranqüilo pode curtir as atrações do Espaço Multiuso. O local, que normalmente recebe muitas famílias e crianças, vai contar com as apresentações de artistas regionais e grupos folclóricos da zona rural. Um dos atrativos é o Casamento na Roça, onde os moradores locais improvisam como atores.

    Antes de anoitecer, a pedida são os pequenos bares e botecos da cidade que ficam lotados durante todo o dia. O som é variado, mas o forró é tocado na maioria dos aparelhos automotivos e também nos equipamentos dos estabelecimentos.

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    Adrenalina

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    Além dos tradicionais acordes e melodias da zabumba, da sanfona e do triângulo, bem como do clima de alegria que toma conta da cidade, o São João de Cruz das Almas tem na sua Guerra de Espadas um espetáculo à parte. Nem mesmo o risco de se queimar com os fogos de artifício desanima os espadeiros que promovem uma festa de cores e luzes.

    Para praticar o “esporte radical” do São João é preciso tomar alguns cuidados. O uso de luvas e de equipamentos de segurança como capacetes, jaquetas especiais e botas é indispensável, sobretudo para os espadeiros de primeira viagem.

    O principal espaço para a guerra, que é sempre realizada no dia 24 de junho, é a Praça senador Temístocles, onde está localizada a prefeitura local. Por questões de segurança, fica proibida a queima de espadas em determinadas ruas da cidade.

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    Distância mais curta permite hospedagem em Salvador

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    Um dos grandes diferenciais de Cruz das Almas é a proximidade com a capital, que está a menos de duas horas da cidade do interior. Isso faz com que muitos turistas optem pelos conhecidos bate-voltas, que são as operações realizadas por agências de viagem para transportar os visitantes que preferem se hospedar nos hotéis de Salvador.

    Quem preferir curtir o São João e dormir em Cruz das Almas deve se apressar nas reservas de hotéis e pousadas. Os pacotes para o São João variam de R$1 mil a R$3 mil e se esgotam rapidamente nos meios de hospedagem da cidade.
    Entre os jovens, os destaques são as excursões que levam milhares de universitários para a cidade. Eles geralmente ficam hospedados em escolas e casas cujo aluguel pode chegar a R$10 mil.

    Quando o assunto é festa privada, o principal atrativo de Cruz das Almas é o Forró do Bosque. Durante o evento, os fãs do Chiclete com Banana gozam de uma experiência única que é a de ver a banda tocando clássicos do forró. O pacote que inclui o transporte e uma camisa do evento custa em média R$150 por dia. A empresa credenciada que realiza as operações de bate-volta é a Veromundo. Mais informações no site http://www.veromundo.com.br.

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    Fé e alegria se misturam no São João de Assu, no Rio Grande do Norte

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    Este ano, a abertura se dará no dia 13 de junho, com um festival de quadrilhas juninas. No dia seguinte, uma procissão motorizada, seguida de missa solene em homenagem a São João Batista. A saída será feita do Batalhão da Polícia Militar e o cortejo seguirá pelas principais ruas da cidade.

    Em cada dia de festa (de 13 a 24 de junho), a programação será diversificada e dividida em atrações regionais, nacionais e cerimônias religiosas. Entre os principais artistas que se apresentarão em Assu, destaque para Mastruz Com Leite, Aviões do Forró e Forró do Muído.

    Na Praça São João Batista são armados dois palcos que animam a população até o dia clarear. No palco de maior estrutura passam os grandes nomes do forró nacional.

    Durante todo o período de festas em Assu, as noites são temáticas e de homenagens. Entre os agraciados estão as famílias, os agricultores, os motoristas, as crianças, os adolescentes, entre outros.
    Outro momento tradicional dos festejos da cidade é a Passagem do Ramalhete, quando o padre da paróquia local entrega flores para o homenageado do dia.
    Mais informações
    http://www.assu.rn.gov.br/

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    Mossoró

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    Na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, 28 atrações devem fazer a alegria dos foliões durante o São João. A programação inclui quadrilhas, arraial nas praças, comboio junino, shows musicais.
    A grade com a programação da festa ainda não foi divulgada, mas artistas como Elba Ramalho e Alcimar Monteiro devem fazer parte do leque de atrações do palco principal.
    Os artistas locais se apresentarão na Estação das Artes e Cidadela, espécie de cidade cenográfica montada ao lado da Igreja de São Vicente. O local reproduz o ambiente da expulsão do bando de Lampião de Mossoró, no fim da década de 1920. Outro espetáculo tradicional é Chuva de Bala no País de Mossoró, que mais uma vez ficará a cargo do artista João Marcelino.
    O Arraial da Melhor Idade, a Fórmula Jegue e os concursos de penteados e maquetes juninas, assim como as eleições do rei e rainha do milho e encontros de bandas de pífanos encantam os moradores locais e os turistas. Outra atração imperdível é o Festival de Quadrilhas realizado no município.
    Este ano, uma das novidades será a decoração junina montada ao longo do Corredor Cultural e da Avenida Augusto Severo, do entorno do cemitério em direção ao centro da cidade.

     

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    Capital do forró, a pernambucana Caruaru

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    Citada em diversos hits de forró, a cidade de Caruaru, localizada no Agreste Pernambucano, ficou conhecida em todo o Brasil como a Capital do Forró, numa alusão à dimensão de seus festejos juninos. Na cidade de 300 mil habitantes, a 130 km de Recife, o São João vai de 28 de maio a 29 de junho, totalizando mais 180 horas de shows de forró somente no palco principal.
    Todos os anos, os organizadores da festa elegem os seus homenageados. Em 2010, os escolhidos foram a Banda de Pífanos de Caruaru, o instrumentista Tavares da Gaita, o poeta Rafael Barros e os humoristas Luiz Jacinto Silva e Irandir Peres, todos considerados ícones da cultura local.

     

    O “imortal” e sempre Rei do Baião, Luiz Gonzaga é eternamente homenageado nos festejos de Caruaru. O maior artista da música nordestina dá nome a ruas, praças, palcos e alguns de seus sucessos também batizam quadrilhas, emissoras de TV e estabelecimentos comerciais.

     

    O principal espaço, por onde passam os maiores artistas da música nordestina é o Parque de Eventos Luiz Gonzaga, onde há a vila e o pátio do forró. Para o pátio, que deve receber até 100 mil pessoas por dia, estão programados mais de 400 shows de artistas como Gilberto Gil, Zé Ramalho, Alceu Valença, Elba Ramalho e outros nomes da música local e nacional. A praça também contará com camarotes que receberão 2,5 mil pessoas a cada noite de festa.

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    Cultura nordestina

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    Quem vai a Caruaru tem, além do arrastapé que não deixa ninguém parado, diversas opções para curtir o melhor da cultura nordestina. As atrações são distribuídas em cinco pólos que abrigam desde o artesanato local até os grandes shows de artistas como Elba Ramalho, Flávio José e bandas de forró como Magníficos, Mastruz com Leite, entre outros.
    Logo na entrada do arraial, batizado de Mestre Vitalino, turistas e foliões podem observar réplicas de casas tipicamente nordestinas que recebem o nome de artistas locais e nacionais. O cenário sertanejo é complementado por personagens do campo e instrumentos da zona rural como casas de farinha e currais de gado.

     

    O local conta ainda com espaço infantil e o Pólo das Quadrilhas, onde são realizadas as apresentações de dança. As quadrilhas recebem o nome de Drilhas e possuem vários temas. As apresentações ocorrem na avenida Agamenon Magalhães e encantam pelo colorido e diversidade de coreografias.
    Outra atração do São João de Caruaru é a Casa das Fofoqueiras, onde os visitantes podem conferir apresentações teatrais que retratam o dia-a-dia da dona de casa nordestina. Quem tem o espírito mais tradicional pode conferir o Forró do Candeeiro e as atrações do Alto do Moura. Nestes espaços, há a predominância dos trios pé-de-serra e dos grupos regionais.
    Neste leque de opções, o visitante não pode deixar de conferir apresentações culturais e históricas de Caruaru como o Festival dos Bacamarteiros, que ocorre no dia 24 de junho. O desfile, que é um espetáculo de som e luz, reúne cerca de 700 participantes devidamente equipados com seus bacamartes (espingardas comuns no sertão nordestino) e vestidos como cangaceiros. Os festivais dos sanfoneiros e dos fogueteiros também chamam a atenção de mais de 20 mil pessoas.

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    Comidas e fogueiras gigantes

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    Quem aprecia a culinária nordestina tem em Caruaru um lugar de muita fartura e variedade. A fartura vem exatamente do tamanho dos pratos típicos servidos durante o São João. Comidas como pamonha, canjica e bolos de milho ganham proporções gigantes e chamam a atenção de quem passa pela cidade.
    O encontro das comidas gigantes, que é organizado por uma associação especializada, acontece no Pólo das Quadrilhas, na Estação Ferroviária da Cidade. Lá é possível saborear também iguarias como o cuscuz, o pé-de-moleque e o quentão, bebida típica à base de pimenta e aguardente.
    O festival da fogueira gigante é realizado no dia 28 de junho, no Largo do Convento dos Capuchinhos e é feito em homenagem a São Pedro.

    Mais informações

    http://www.caruaru.com.br

    zfestajunina

     

    Cidade com tradição no carnaval, Salvador se rende aos agitos de São João

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    Tida como a capital brasileira da alegria, Salvador se rende ao ritmo nordestino durante os festejos São João. Uma vez terminado o carnaval, os moradores da cidade voltam as energias para os agitos regidos pelo xote, xaxado e baião durante os meses de abril, maio e junho.
    O São João é sempre comemorado na área central da capital baiana em lugares como o Pelourinho e o Terreiro de Jesus. Este ano, os principais shows foram transferidos para a Praça Castro Alves, local famoso pelos encontros de trios elétricos realizados nos anos 80 e 90.

    Durante todo o mês de junho, serão oito noites de festas na terra dos orixás com apresentações de Gilberto Gil, Elba Ramalho, Adelmário Coelho, Targino Gondim, Geraldo Azevedo e Banda Estakazero. O calendário da festa promovida pela Secretaria de Turismo do Estado prevê shows nos dias 11 e 12, 18 e 19 e 23, 24, 25 e 26.
    Além da Praça Castro Alves, os festejos também concentram atrações na Praça Municipal, perto do Elevador Lacerda e no Pelourinho. Na praça, a principal atração é o concurso de quadrilhas juninas que fazem um espetáculo de danças, cores e músicas. Já no Arraiá do Pelô, a animação ficará por conta dos trios de forró pé-de-serra e apresentações de grupos de sambas juninos nos principais largos, becos e praças do bairro.
    Antes dos festejos oficiais tem o Arraiá da Capitá, que é uma grande prévia do São João de Salvador. A festa de caráter privado aconteceu este ano nos dias 28 e 29 de maio. Flávio José, Estakazero e Adelmário Coelho integraram a grade de atrações.
    Quem aprecia a culinária de São João tem na capital baiana um grande pólo. Bolo de fubá, pé-de-moleque, canjicas, mingaus e pamonhas são facilmente encontrados em barracas montadas nos circuitos da festa. Entre as bebidas típicas dos festejos, o destaque vai para os licores de jenipapo, passas e de sabores exóticos, como menta e chocolate.
    Além do São João, o Santo Antonio também é muito festejado na cidade com a tradicional trezena, realizada em diversos bairros da cidade e, nas duas igrejas que levam o nome do santo, no Centro Histórico e também no bairro da Barra.

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    Trem do Forró

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    Sob o comando do forrozeiro Carlos Pitta, o Trem do Forró é uma das opções para quem pretende curtir um São João diferente em Salvador. Num percurso de 4km entre os bairros da Calçada, na Cidade Baixa e Paripe, o trem faz algumas paradas nas principais estações do roteiro.

     

    A atração ocorrerá durante quatro domingos do mês de junho, a partir do dia 6. A camiseta que garante a entrada no passeio custa R$ 25. Mais informações no telefone: (71) 8767-0491.

     

    Já o Salvador Bus, que normalmente percorre os cartões-postais da capital baiana, durante o São João transportará de graça os hóspedes dos principais hotéis da cidade para o local dos festejos, no centro. Ao final dos shows, os turistas são levados de volta para os hotéis.

     

    Em alguns bairros da cidade, a folia junina ainda conserva os ares do interior com desfile de carroças e apresentações de quadrilhas. No bairro da Ribeira, que está localizado na Península Itapagipana, eleita um dos sete pontos mágicos de Salvador, algumas características de festejos da zona rural são vistas no Forró da Jega. Este ano, a festa será animada pelo forrozeiro Gereba, que já foi parceiro de Luiz Gonzaga, Elba Ramalho e Dominguinhos.

    ====

    Serviço

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    Quem busca informações sobre os festejos em Salvador e também no interior do Estado pode obtê-las no Disque Bahia Turismo, por meio do número (71) 3103-3103, ao custo de uma ligação convencional para telefone fixo ou acessar o site http://www.saojoaobahia.com.br. Tanto na web quanto no call center, os interessados nas festas juninas da Bahia podem conhecer a programação, curiosidades e tudo sobre o evento que os baianos chamam de maior festa regional do Brasil.

     

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    Como Organizar uma Festa Junina Educativa

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    A Festa Junina, festa tipicamente religiosa, é realizada em todo o país de diferentes formas. É comum que sejam realizadas festas juninas nas escolas. A quadrilha é indispensável, sem falar nos comes e bebes. Mas como organizar uma festa junina educativa? Essa é a missão da maioria das escolas: conseguir transmitir algo educativo com a festa. Muitas instituições esquecem de passar o lado educativo da festa junina, ou seja, da onde veio ou por que há tantos alimentos do milho, enfim.

    É preciso unir as comemorações aos ensinamentos históricos da festa de junina. Um exemplo é ressaltar que a festa “Junina” não recebe esse nome apenas por que acontece no mês de junho, mas também por que é a Festa de São João. Nesse mesmo mês se comemoram o dia d Santo Antonio e São Pedro. Os três santos são reverenciados com as festividades Juninas. Entre as dicas de pedagogos estão:

    • Valorizar o brincar
  • Estimular a participação da família

  • Envolver os estudantes no assunto

  • Trazer os alunos para a preparação da festa

  • Associar o conteúdo escolar à festa junina

  • Não fazer a festa no horário das aulas

  • Não usar a festa para arrecadar dinheiro

  • Procurar o sentido original da festa

  • Descaricaturizar o homem do campo

  • Resgatar as manifestações culturais

  • Descobrir isso pode ser o primeiro passo para a contextualização da festa. Qual a origem dessa festa? Os professores devem motivar os alunos para buscar a resposta dessa indagação. É essa busca que eles estudam, se informam sobre o assunto. O que pode despertar interesse na historia, por exemplo, é saber que a tradição vem dos festejos de agradecimento aos santos pela colheita do meio do ano e que, por isso, a maioria dos quitutes é feita de milho, o que muitos adultos nem imaginam.

    Outro detalhe é o deboche em relação ao homem do campo, o chamado “caipira”. É preciso tirar essa imagem da cabeça das crianças. Um homem do campo não é um “Jeca Tatu”. A festa junina pode ser ótima oportunidade também para apresentar novos instrumentos musicais para as crianças, como a sanfona. As escolas devem buscar profissionais que trabalhem com a música e dança típicas da festa. Além da quadrilha, existem inúmeros tipos de dança que são realizadas em todo o país, como o pau de fita ou o frevo.
    A festa junina não pode ser apenas um pretexto para se arrecadar dinheiro para melhorias na escola, que é o que acontece em muitas escolas mais carentes. É claro que a verba pode se voltar para o colégio, mas em algumas instituições acontece a ação beneficente, ou seja, a entrada para a festa é um quilo de alimento ou produtos de higiene que depois serão doados para uma instituição carente. Com algumas dicas você pode organizar festa junina na escola que vai passar toda uma educação para os alunos, além de divertir toda uma comunidade.

    Essas foram algumas sugestões para festa junina educativa. Você pode ainda usar brincadeiras que aguçam a criatividade e coordenação motora das crianças. A maioria das brincadeiras tem prêmios, o que conquista ainda mais a criançada.
    desenhos-festa-juninaN
    Frases de Festa Junina

    A festa
    É sinônimo de alegria…
    Arde uma fogueira no chão
    Assam-se batatas
    Bebem quentão
    A menina pula a fogueira
    E esquenta meu coração
    É noite de festa
    É noite de S. João
    E me cintila uma alegria
    E sobe o balão
    Que vai brilhar lá com as estrelas
    Ah que paixão!

    Mais Frases…

    Ronaldo Rosa
    A festa
    É sinônimo de alegria…
    Arde uma fogueira no chão
    Assam-se batatas
    Bebem quentão
    A menina pula a fogueira
    E esquenta meu coração
    É noite de festa
    É noite de S. João
    E me cintila uma alegria
    E sobe o balão
    Que vai brilhar lá com as estrelas
    Ah que paixão!

     

     

    DANCA-CULTURA-GRANDE

     

     

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