MULTIDATAS COMEMORATIVAS

PÁSCOA

Domingo de Páscoa

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A Páscoa é uma festa que possui três significados:

– No cristianismo, a páscoa é a celebração da ressurreição de Jesus.
– Para os judeus, a páscoa celebra o fim da escravidão dos hebreus no Egito.
– Para os grupos pastoris de antigamente, a páscoa era a festa que invocava a proteção de Deus durante a travessia de Canaã para a região das planícies mais férteis.

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A origem do ovo de Páscoa

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Apesar de tantos formatos, o ovo de páscoa sempre esteva ligado à celebração da vida.

Na Páscoa, a celebração da morte e ressurreição de Cristo serve como um momento especial para que os cristãos reflitam sobre o significado da vida e do sacrifício daquele que fundou uma das maiores religiões do mundo. Contudo, muitos não conseguem visualizar qual a relação existente entre essa celebração de caráter religioso com o hábito de se presentear as pessoas com ovos de chocolate.
Para responder a essa pergunta, precisamos voltar no tempo em que o próprio cristianismo estava longe de se tornar uma religião. Em várias antigas culturas espalhadas no Mediterrâneo, no Leste Europeu e no Oriente, observamos que o uso do ovo como presente era algo bastante comum. Em geral, esse tipo de manifestação acontecia quando os fenômenos naturais anunciavam a chegada da primavera.

Não por acaso, vários desses ovos eram pintados com algumas gravuras que tentavam representar algum tipo de planta ou elemento natural. Em outras situações, o enfeite desse ovo festivo era feito através do cozimento deste junto a alguma erva ou raiz impregnada de algum corante natural. Atravessando a Antiguidade, este costume ainda se manteve vivo entre as populações pagãs que habitavam a Europa durante a Idade Média.

Nesse período, muitos desses povos realizavam rituais de adoração para Ostera, a deusa da Primavera. Em suas representações mais comuns, observamos esta deusa pagã representada na figura de uma mulher que observava um coelho saltitante enquanto segurava um ovo nas mãos. Nesta imagem há a conjunção de três símbolos (a mulher, o ovo e o coelho) que reforçavam o ideal de fertilidade comemorado entre os pagãos.

A entrada destes símbolos para o conjunto de festividades cristãs aconteceu com a organização do Concilio de Niceia, em 325 d.C.. Neste período, os clérigos tinham a expressa preocupação de ampliar o seu número de fiéis por meio da adaptação de algumas antigas tradições e símbolos religiosos a outros eventos relacionados ao ideário cristão. A partir de então, observaríamos a pintura de vários ovos com imagens de Jesus Cristo e sua mãe, Maria.

No auge do período medieval, nobres e reis de condição mais abastada costumavam comemorar a Páscoa presenteando os seus com o uso de ovos feitos de ouro e cravejados de pedras preciosas. Até que chegássemos ao famoso (e bem mais acessível!) ovo de chocolate, foi necessário o desenvolvimento da culinária e, antes disso, a descoberta do continente americano.

Ao entrarem em contato com os maias e astecas, os espanhóis foram responsáveis pela divulgação desse alimento sagrado no Velho Mundo. Somente duzentos anos mais tarde, os culinaristas franceses tiveram a ideia de fabricar os primeiros ovos de chocolate da História. Depois disso, a energia desse calórico extrato retirado da semente do cacau também reforçou o ideal de renovação sistematicamente difundido nessa época.

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O coelho

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Na Antiguidade, os povos escolheram a lua para determinar a data da páscoa. Como o coelho era tido como um símbolo da lua, passou também a ser considerado um símbolo da páscoa.

Os coelhos são mamíferos, roedores, que se reproduzem de forma rápida, tendo grande fertilidade. O seu período de gestação não passa de quarenta dias, tornando-se símbolo da preservação da espécie.

Para os cristãos, a páscoa é marcada pela ressurreição de Cristo, pelo Seu renascimento, pelo surgimento de uma vida nova. Além disso, a sexta-feira santa é a data assinalada pelo sofrimento e crucificação de Cristo.

Existem algumas curiosidades sobre a história do coelho da páscoa. Na Alemanha, as crianças esperam ovos dos coelhos. As crianças tchecas confiam que os presentes são ofertados por uma cotovia (ave campestre). Na Suíça, são os cucos que levam os ovos de presente e, no Brasil, a tradição do coelho, que veio no final do século XIX.

Outra história põe sentido à tradição do coelho representar um símbolo da páscoa, uma vez que este simboliza a igreja. A igreja tem a missão fecunda de propagar os ensinamentos cristãos, a palavra de Deus, para todos os povos; sem distinção, ou seja, aumentar a quantidade de discípulos. Assim, uma grande quantidade de pessoas é representada pela fertilidade do coelho.

Há uma lenda que marca a história do coelho da páscoa. Ela conta que uma mulher pobre, que não tinha como presentear seus filhos no domingo de páscoa, cozinhou alguns ovos de galinha e os pintou. Ela teve a ideia de colocá-los dentro de um ninho e escondê-los no quintal da casa, entre as plantas. Quando as crianças encontraram os ovos, um coelho apareceu por perto e fugiu; as crianças acreditaram que ele havia colocado os ovos para elas, assim a história se propagou.

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Curiosidades da Páscoa : mais sobre a  origem; e os porquês do bacalhau!

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A origem da palavra Páscoa é hebraica. Vem de Pessach, que significa Passagem. Comemora um marco na história do povo judeu: a travessia do mar Vermelho ao se libertar de um longo período de escravidão no Egito. Com este sentido, a Páscoa foi instituída no ano 1513 a.C. Antes, a data era utilizada pelos povos que habitavam a bacia do Mediterrâneo para prestar sacrifícios de gratidão aos deuses pela colheita, que ocorria na primeira lua cheia da primavera. O sacrifício era chamado de “primícia” e, nele, se ofertava um pão de cevada com o primeiro cereal.
Com a crucificação e ressurreição de Jesus Cristo, a Páscoa ganhou um terceiro significado: a passagem da morte para a vida. Os cristãos utilizam a comemoração para relembrar a imolação do Filho de Deus, que com seu sacrifício livrou os homens dos pecados. A libertação, que para os judeus foi física, se tornou também espiritual.

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Bacalhau

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• A igreja recomenda que os fieis se abstenham de carne durante a Quaresma, período de 40 dias entre a Quarta-Feira de Cinzas e o Domingo da Páscoa, pois a prática evocaria o sacrifício de Cristo pela humanidade. Segundo a Bíblia, Ele teve sua carne imolada para salvar os pecadores. Hoje, porém, as pessoas costumavam evitá-la apenas na Sexta-Feira Santa.
• Não se sabe muito bem como o bacalhau virou o prato oficial da Páscoa, já que a Igreja permite o consumo de qualquer tipo de peixe. A maioria dos pesquisadores acredita que isto ocorreu por se tratar de um alimento que se conserva por mais tempo. Por isso, é possível transportá-lo para regiões mais distantes.
• Na verdade, o bacalhau que é o processo de salgar a carne – batiza quatro tipos diferentes de peixes (Imperial, Saithe, Zarbo e Ling).
• Acredita-se que tenha sido o explorador italiano Pietro Querini o responsável por apresentar, em 1432, o bacalhau aos europeus.
• Os portugueses conheceram o peixe por volta de 1497, quando chegaram à América do Norte. Sua “descoberta” resolveu um problema sério das expedições marítimas: a conservação dos alimentos durante a viagem.
• O bacalhau foi trazido para o Brasil no século 19 pela corte de D. João VI.
• O peixe vive 20 anos e chega a atingir 1,80 metro e pesar 20 quilos.
• O Jornal do Brasil noticiou certa vez que Machado de Assis comia bacalhau todos os domingos.

 

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Data da Páscoa e  como é calculada

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As primeiras comemorações de páscoa foram feitas pelo povo hebreu (judeu), quando foram libertos da escravidão no Egito. Isso aconteceu em razão das orientações que Moisés recebeu de Deus, de colocar seu cajado sobre o mar vermelho e abrir caminho para que seu povo fugisse.

A páscoa cristã é uma comemoração em homenagem ao renascimento, à ressurreição de Jesus Cristo.

É uma festividade com data móvel, pois foi criada seguindo o calendário judeu, que por sua vez era baseado nas fases da lua.

A escolha da data se deu em razão das comemorações pagãs, da chegada da primavera, época de fartura devido às colheitas, com o renascimento da terra, que se tornaria fértil de novo. Os povos da Idade Média faziam homenagens à Ostera, deusa da estação.

Através do primeiro concílio de Niceia, no ano de 325 d.C, foi estabelecida uma data para a páscoa: o primeiro domingo após o aparecimento da lua cheia, na estação da primavera do hemisfério norte (no hemisfério sul é outono).

É curiosa a forma como esse período de transição, que significa passagem, aparece escrito em várias línguas, sendo no hebreu “peschad”, no latim “pache”, em grego “paskha”, no alemão “ostem” e em inglês “easter”.

Saber calcular a data da páscoa foi fundamental para a criação do calendário cristão. Para isso é preciso dividir o ano escolhido por 19, depois somar 1 ao resto dessa divisão. O número encontrado deve ser consultado na tabela abaixo. É fato certo: a páscoa sempre acontece entre os dias 22 de março e 25 de abril.

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O cálculo

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O Concílio de Nicea (325 d.C.) fixou a data da Páscoa no primeiro domingo após a primeira Lua Cheia da Primavera.

Convém, ainda, notar o seguinte:

  • A data da Páscoa nunca pode ocorrer antes de 22 de Março nem depois de 25 de Abril. Se o cálculo ultrapassar este último limite, passa para o domingo anterior.
  • O dia de Carnaval, sempre à terça-feira, é 47 dias antes da Páscoa. O Dia da Ascensão, numa quinta-feira, 39 dias depois. O Domingo de Pentecostes, 49 dias depois. O Corpo de Deus, numa quinta-feira, 60 dias depois.

  • Os anos múltiplos de 100 não são bissextos, excepto se forem também múltiplos de 400.

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Páscoa 2014, 2015 e mais

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Abaixo encontram-se as datas de, entre outras, Páscoa 2014 e Páscoa 2015. 
Também pode ver em que data este dia festivo recai e quantos dias ainda faltam para esse evento.

Feriado Data Número da semana Número de dias falta/faltam
Páscoa 2014 20 abril 2014 domingo 16 Hoje
Páscoa 2015 5 abril 2015 domingo 14 350
Páscoa 2016 27 março 2016 domingo 12 707
Páscoa 2017 16 abril 2017 domingo 15 1092
Páscoa 2018 1 abril 2018 domingo 13 1442
Páscoa 2019 21 abril 2019 domingo 16 1827
Páscoa 2020 12 abril 2020 domingo 15 2184
Páscoa 2021 4 abril 2021 domingo 13 2541
Páscoa 2022 17 abril 2022 domingo 15 2919
Páscoa 2023 9 abril 2023 domingo 14 3276
Páscoa 2024 31 março 2024 domingo 13 3633

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História da Páscoa

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Páscoa, a renovação do ideário cristão

Desde o mundo antigo, a páscoa consiste em uma das mais importantes datas do calendário de festividades do mundo cristão. Sua mais conhecida conotação religiosa se vincula aos três dias que marcam a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Entretanto, muitos estudiosos tentam dar outra interpretação a esse fato, trazendo uma consideração, uma visão menos denotativa à história da ressurreição.

Em uma perspectiva histórica da formação das crenças cristãs, alguns estudiosos apontam que o cristianismo, ao florescer em sociedades marcadas pelo politeísmo e por várias narrativas míticas, acabou incorporando a ideia de imortalidade presente em outras manifestações religiosas. De acordo com os pesquisadores M. Goguel, C. Guignebert, e A. Loisy, a morte trágica seguida do processo de ressurreição vinculada a Jesus em muito se assemelha às histórias de outros deuses como Osíris, Attis e Adônis.

Estudos mais recentes apontam que essa associação entre a páscoa cristã e outras narrativas mitológicas está equivocada. A própria concepção de mundo e as funções pelas quais o processo de morte e ressurreição assumem nas crenças orientais e greco-romanas não podem ser vistas da mesma maneira que na construção do ideário cristão. O estudioso A. D. Nock aponta para o fato de que no cristianismo a crença na veracidade da história bíblica é uma chave fundamental de seu pensamento ausente na maioria das religiões que coexistiram na Antiguidade.

Interpretações mais vinculadas à própria cultura judaica e à narrativa Bíblica apontam a Páscoa como uma nova resignificação da festividade de libertação dos hebreus do cativeiro egípcio. Nessa visão, a libertação do cativeiro, enquanto um episódio de redenção do povo hebreu, se equipararia à renovação do Cristo que concedeu uma nova esperança aos cristãos. Apesar de a narrativa bíblica afirmar que o episódio da ressurreição foi próximo à festa judaica, a definição do dia da Páscoa causou uma contenda junto aos representantes da Igreja.

No ano de 325, durante o Concílio de Niceia houve a primeira tentativa de se estabelecer uma data que desse fim às contendas com respeito ao dia da Páscoa. Mesmo tentando resolver a questão, só no século XVI – com a adoção do calendário gregoriano – as dificuldades de se precisar a data da páscoa foram amenizadas. A data ficou estipulada no primeiro domingo, após a primeira Lua cheia do Equinócio da Primavera, entre os dias 21 de março e 25 de abril.

Mesmo sendo alvo de tantas explicações e contendas, a Páscoa marca um período de renovação entre os cristãos, onde a morte de Jesus deve ser lembrada com resignação e alegria. Ao mesmo tempo, traz aos cristãos a renovação de todo um conjunto de valores fundamentais à sua prática religiosa.

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O chocolate no organismo : os benefícios

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O chocolate é um alimento produzido a partir do cacau, utiliza-se os grãos, a massa e a manteiga na fabricação de diferentes formas. As formas mais conhecidas do chocolate são: branco, ao leite, crocante e meio-amargo que, altamente calóricos, são retirados de quase todas as dietas.

A exclusão do chocolate do organismo pode não ser tão benéfica como se pensa, pois em sua composição contém vários nutrientes essenciais à saúde do homem. Contém proteínas, gorduras, cálcio, magnésio, ferro, zinco, cobre, caroteno, flavonoides, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12 e C, teobromina, endorfina, cafeína e feniletiamina.

Estes, associados, estimulam moderadamente o sistema nervoso e o sistema muscular, combatem os radicais livres que provocam o envelhecimento, diminui o colesterol ruim (LDL), estimula a produção de serotonina, que combate a depressão e a ansiedade, e ainda estimula o bem-estar, favorece a liberação de endorfinas e encefalinas que produzem sensações prazerosas. No entanto, apesar de tantos benefícios, o chocolate deve ser consumido com moderação, pois além de ser altamente calórico pode provocar dependência por causa da cafeína, teobromina e feniletiamina presentes no alimento. O dependente necessita consumir o chocolate para equilibrar sua ansiedade.

Ao contrário do que se pensa, não há nenhuma comprovação científica relacionada à acne como consequência do consumo do chocolate, salvo em situações em que o indivíduo já tenha disposição à acne, aí sim o chocolate pode contribuir.

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Ovos de Páscoa

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Até o século XV não existiam registros nem costumes ligados à Páscoa, mas, popularmente, dizem que os primeiros povos a presentear com ovos foram os missionários e os cruzados, na Europa ocidental.

Povos medievais pintavam os ovos de vermelho para representar o sangue de Jesus Cristo.

Com isso, os cristãos passaram a adotar a ideia, que se tornou uma tradição de sua cultura.

Porém, a China também tinha o hábito de presentear com ovos de pata pintados, como celebração à vida. Mas estes não eram cozidos, não eram para o consumo.

O ovo tornou-se símbolo da vida em razão da sua capacidade vitalícia. De dentro de uma casquinha tão frágil sai um ser vivo. Através da ciência, foi comprovado que é uma célula e, portanto, origina vida.

No antigo Egito, na Grécia, em Roma e na Pérsia, era comum o consumo de ovos cozidos durante as festividades. Um marco desse costume era a chegada da primavera, onde as pessoas os pintavam com flores e elementos da natureza, para dar de presente.

Ovos pintados à mão e ovos enfeitados com ouro e pedrarias

Ao longo dos anos, o ovo passou a ser reconhecido como o princípio da vida, um elemento cristão que representa a ressurreição de Jesus Cristo.

O rei da Inglaterra, Eduardo I, passou então a presentear a realeza com ovos banhados a ouro e decorados com pedras preciosas.

Curiosamente, as pessoas foram mudando os ovos, dando a eles características mais bonitas e ricas, além de recheios saborosos, para presentear os entes queridos.

Somente no século XVII surgiram ovos mais interessantes, como os recheados de chocolate e bombons.

A primeira fábrica de chocolates surgiu em 1819, criada por François Louis Cailler. Mas somente no século XX, em 1960, que surgiram os primeiros ovos industrializados, feitos de plástico, também recheados de bombons e chocolates.

Com o passar dos anos, com a criação do comércio e a obtenção de lucro, foi que o produto ganhou aperfeiçoamento e qualidade, tornando-se mais saboroso e com recheios mais variados.

Hoje em dia podemos encontrar uma grande diversidade de ovos, a fim de agradar os mais diversos gostos. Existem ovos para crianças, recheados com brinquedinhos; ovos para casais, recheados com bombons de morango e em formato de coração; ovos personalizados, recheados com presentes especiais; dentre outros.

O importante é não esquecer que o ovo é símbolo da ressurreição de Cristo, que representa a vida e por isso faz parte da festa da páscoa.

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Páscoa Cristã

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Para os cristãos, a Páscoa tem o propósito de relembrar a salvação em Cristo através da morte e ressurreição de Jesus.

Na Páscoa, os cristãos comemoram a morte e a ressurreição de Jesus.

Os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó passaram mais de quatrocentos anos escravizados no Egito, assim, Deus decidiu libertá-los dessa escravidão. Moisés foi o escolhido por Deus para libertar o povo, sendo, então, o líder do êxodo.

Moisés, atendendo ao chamado de Deus, foi ter com Faraó, transmitindo-lhe a mensagem divina: “Deixa ir meu povo para que me sirva”. A fim de provar a Faraó a vontade divina, Moisés invocou pragas contra o Egito. As pragas começaram a ser lançadas, mas assim que se cessavam Faraó continuava a pecar, mantendo-se contra a vontade de Deus. Assim, a décima e última praga fora lançada – Deus enviou um anjo destruidor através da terra do Egito a fim de ceifar a vida de todo primogênito: “E eu passarei pela terra do Egito esta noite e ferirei todo primogênito na terra do Egito, desde homens até aos animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR.” (Ex. 12.12).

Contudo, como os israelitas também habitavam no Egito, o Senhor Deus enviou uma ordem ao seu povo. Cada família deveria tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito, e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe; as famílias menores poderiam dividir um único cordeiro. Parte do sangue do cordeiro sacrificado deveria ser passada nas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Assim, o anjo, ao passar por aquela terra, passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue sobre elas – daí o termo Páscoa, do hebreu pesah, que significa “pular além da marca”, “passar por cima” ou “poupar”. Assim, os israelitas foram protegidos da morte, através do sangue do cordeiro morto. É importante ressaltar que Deus ordenou o sinal de sangue não porque Ele não era capaz de identificar seu povo, mas porque queria ensinar a eles sobre a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-os para o advento do “Cordeiro de Deus”, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo (“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” Jo 1,29b).

Naquela noite os israelitas deveriam estar preparados para viajar. Eles deveriam assar o cordeiro, preparar ervas amargas e pães sem fermento (na Bíblia, o fermento simboliza, normalmente, o pecado e a corrupção; esses pães asmos simbolizavam a separação entre os israelitas redimidos e o Egito). O povo deveria estar pronto para a refeição ordenada ao anoitecer, a fim de partir apressadamente. Assim se fez, tal como o Senhor dissera.

O povo de Deus, a partir desse momento da história, passou a celebrar a Páscoa em toda primavera, já que as instruções divinas relatavam ser essa celebração um “estatuto perpétuo”, conforme o livro de Exôdo 12.14: “E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.” Assim, em cada páscoa, os israelitas, juntamente com suas famílias, sacrificavam um cordeiro, retiravam de suas casas todo fermento e comiam ervas amargas e contavam a história de seus ancestrais, de como viveram o êxodo na terra do Egito e a libertação da escravidão ao Faraó – era dever dos pais usar a Páscoa para ensinarem aos filhos a verdade sobre a redenção da escravidão e do pecado, que Deus efetuara em seu favor e que através disso fez deles um povo especial sob seus cuidados.

Nos tempos do Novo Testamento, os judeus (israelitas) observavam a Páscoa da mesma maneira. Jesus, aos doze anos de idade, foi levado a Jerusalém por seus pais para a celebração da Páscoa (Lc 2.41-50), posteriormente, Jesus participou dessa celebração em Jerusalém a cada ano. A última ceia de que Jesus participou com seus discípulos em Jerusalém, pouco antes da cruz, foi a refeição da Páscoa.

Para os cristãos, a Páscoa tem o propósito de lembrar a salvação em Cristo e da redenção do pecado e da escravidão a Satanás, pois Jesus foi crucificado na Páscoa, como cordeiro pascoal (1 Co 5.7), que liberta do pecado e da morte todos aqueles que nEle creem.

Bíblia de Estudo Pentecostal – Antigo e Novo Testamento, Flórida – EUA: Life Publishers, 1995.

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Páscoa Judaica

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Textos e refeições específicas têm importância central na celebração da páscoa judaica

Segundo a tradição judaica, há mais de quatro mil anos, Abraão – o grande patriarca dos judeus – era um dos habitantes da cidade de Ur. Nessa época, toda aquela região era tomada por religiões politeístas que prestavam rituais e as mais variadas homenagens a uma extensa gama de deuses. Foi nesse tempo que, seguindo ao chamado divino, este lendário patriarca abandonou a sua terra natal em busca de Canaã, a terra prometida aos que seguissem o chamado do único e verdadeiro Deus.

Atendendo ao chamado do seu Deus, Abraão alcançou a terra de Canaã e por lá fundou os primeiros descendentes do povo judaico. No entanto, um período de grande estiagem e falta de alimentos forçou os judeus a se transferirem para o Egito em busca de melhores condições de vida. Após uma chegada relativamente amistosa, os hebreus acabaram sendo transformados em escravos dos egípcios e, desse modo, estiveram subjugados durante um bom tempo.

Em tempos de opressão, o governo egípcio ordenou certa vez que toda a população de bebês hebraicos fosse exterminada. Foi nessa época que o jovem Moisés escapou desse terrível decreto ao ser colocado em um cesto que vagueou pelas águas do rio Nilo. Encontrado pela filha do faraó, o jovem acabou sendo criado como um dos súditos da família real. Ao atingir a idade adulta, Deus teria surgido em um arbusto ordenando que ele promovesse a libertação definitiva dos judeus do Egito.

Negando-se a atender ao pedido divino, o faraó foi alertado que sua intransigência seria severamente castigada com o envio de dez pragas que assolariam a população egípcia. Após sofrer com tamanha maldição, o governo egípcio permitiu que os hebreus saíssem daquela terra e voltassem até Canaã. Ao conseguirem tamanha proeza, os judeus determinaram aquela data como uma das mais importantes de seu calendário religioso.

Conhecida como pessach, a Páscoa Judaica celebra a libertação do Egito e reitera o laço para com o Deus que teria possibilitado a execução daquela memorável vitória. Ao longo do tempo, observamos que essa celebração vai ganhando contornos mais estáveis e se aproximando dos eventos e rituais que hoje marcam tal celebração. Para alguns estudiosos, a celebração de tal evento foi crucial para que a comunidade judaica preservasse seus laços nos mais diferentes lugares em que viveram e ainda vivem.

Na noite de celebração da páscoa, as casas devem estar limpas e arrumadas, e todo um conjunto específico de talheres é utilizado na celebração. Além disso, qualquer tipo de alimento fermentado tem o seu consumo proibido. No dia antes do pessach, a família deve jejuar em homenagem aos primogênitos que não foram atingidos pela última das maldiçoes egípcias. Daí em diante, várias refeições e narrativas são intercaladas como forma de se reforçar o significado da páscoa para os judeus.

Cada um dos alimentos empregados relembra a experiência que os judeus tiveram no tempo em que viveram no Cativeiro do Egito, as dez pragas impostas e os milagres divinos que os retiraram daquele lugar. Em diversas ocasiões, vemos que a participação das crianças reforça o ideal de renovação das tradições e sugere que elas internalizem o significado daquela solenidade.

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Pessach = Páscoa judaica

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Judeus em família comemorando o Pessach na Idade Média
A Páscoa judaica, ou Pessach, é comemorada no 14º dia de Nissan (mês do calendário lunar, que é o seguido pelos judeus). Diferente da Páscoa cristã, a festa relembra a libertação dos hebreus de um longo período de escravidão no Egito.
A palavra Pessach, aliás, deriva do hebraico “passach”, que quer dizer “passagem”. Trata-se de uma referência a uma das 10 pragas lançadas sobre os egípcios por Deus com o objetivo de amolecer o coração do faraó e conseguir a liberação do povo. Nela, o Todo-Poderoso tirou a vida de todos os primogênitos que não tivessem suas casas manchadas com o sangue de um cordeiro. Diz a Bíblia que Ele apenas passou sobre as residências marcadas.
Uma série de rituais marcam a festa, celebrada durante 8 dias. Entre eles figura o Seder, um banquete no qual é recontada toda a história da fuga do Egito. Esta refeição inclui uma série de alimentos com função simbólica. Confira a seguir:
Matzá
Espécie de bolacha feita de farinha de trigo e água. Simboliza a pressa com que os antepassados judeus tiveram que deixar o Egito. Como não tiveram tempo de deixar fermentar o pão, ele assou ao Sol e tomou este formato. Consiste no elemento mais importante do Pessach.
Zeroá
Pedaço de osso de cordeiro ou galinha grelhado. Faz referência ao animal que foi sacrificado em honra de Deus.
Maror
Raiz forte, remete ao sofrimento dos judeus enquanto eram escravos no Egito.
Charousset
Pasta feita com nozes, canela, cravo, passas, maçã e vinho tinto kasher (preparado segundo as normas judaicas). Representa a argamassa usada pelos judeus para construir as pirâmides egípcias.
Beitzá
O ovo cozido simboliza a vida.
Karpass
Salsão ou um tipo de verdura mergulhada em água salgada. É uma referência ao “sabor amargo” e ao suor do povo na fuga do Egito.

 

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Páscoa: época de chocolate

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O ovo de chocolate pode ser saboreado, porém com moderação

A Páscoa é o período do ano em que o as prateleiras dos supermercados ficam recheadas de chocolate, são muitos os ovos dispostos em diversas marcas e tamanhos. As pessoas o apreciam e querem degustá-lo, porém a dúvida que permeia suas cabeças é se essa iguaria não irá implicar na boa forma ou na saúde.

Sem exageros, o ovo de páscoa escolhido pode ser saboreado com prazer, pois o chocolate é considerado saudável e nutritivo. O cacau, um de seus componentes, possui flavonoides que atuam como antioxidantes e mantêm o coração saudável. Outra substância é a cafeína, que aumenta a euforia e o raciocínio.

O chocolate passa a ser um perigo à saúde quando consumido em excesso, pois é rico em calorias, carboidratos, gorduras e uma pequena quantidade de proteínas, o que faz dele um dos alimentos que mais engorda. Portanto, observe, além da quantidade, que pode ser uma porção de 30 gr, o tipo de chocolate e o horário que for consumi-lo, de preferência no lanche da tarde ou da manhã.

Os chocolates brancos possuem mais gorduras por serem feitos de manteiga de cacau. O chocolate amargo ou meio amargo é mais benéfico em razão da grande quantidade de cacau. O chocolate ao leite por receber leite em pó na massa, apresenta mais proteína e cálcio.

Ao saborear essa delícia, o que é muito comum em época de páscoa, pois até quem não é muito fã de doces muitas vezes acaba cedendo à tentação, divida-o com amigos e familiares e guarde o que sobrou para ser consumido aos poucos, no decorrer da semana.

Outra dica é acompanhar o chocolate com uma boa fonte de fibra, como por exemplo, uma fruta. Mesmo assim é preciso moderar, para não exceder no carboidrato. Caso haja excessos, compense ingerindo líquidos não calóricos e isentos de glicose, como o chá verde, que tem antioxidante.

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Símbolos da Páscoa

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A última ceia de Jesus com seus Apóstolos e outros símbolos pascais

A páscoa é um evento cristão em comemoração à ressurreição de Cristo, é considerada a maior celebração religiosa. Como Cristo renasceu, acredita-se que todos nós teremos vida eterna.

Na sexta-feira santa, Jesus Cristo foi crucificado e morto por soldados romanos após sofrer fortes espancamentos. O caminho pelo qual Jesus passou carregando sua própria cruz é conhecido como via sacra.

Existem alguns símbolos que marcam a comemoração da páscoa e apresentam um significado específico; os principais são: o cordeiro, o sino, o círio pascal, o girassol, o pão e o vinho e a colomba pascal.

O cordeiro foi sacrificado em homenagem à libertação do povo de Deus, os hebreus, pois fugiram do Egito onde eram escravizados. Moisés sacrificou um animal para representar o sacrifício de seu povo durante vários anos. Para os Cristãos, o cordeiro representa Jesus Cristo, crucificado e sacrificado por nossos pecados.

Como muitas igrejas possuem sinos, este também tornou-se um símbolo da páscoa, pois seu som festivo anuncia o ressurgimento de Jesus, sua ressurreição no domingo de páscoa.

O círio pascal é uma vela acesa, que significa o renascimento, a luz de Cristo que ilumina nossos caminhos e nossas vidas, tendo Ele ressuscitado das trevas. No círio pascal aparecem os símbolos alfa e ômega, demonstrando que Deus é o princípio e o fim de tudo.

O girassol é a forma de mostrar que a humanidade deve seguir a luz de Deus, assim como essa flor segue a luz do sol; onde quer que o sol esteja a flor está voltada para o seu lado.

O pão e o vinho tornaram-se figuras importantes na páscoa, pois Jesus sabia que passaria por todo aquele sofrimento e que morreria na cruz. Assim, chamou seus discípulos e fez a santa ceia, oferecendo pão e vinho para eles. O evangelho segundo Lucas explica essa passagem: “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança [ou Novo Pacto] do meu sangue derramado em favor de vós.” (Lucas 22:19-20). Esses elementos passaram a ser considerados como o corpo e o sangue de Cristo em busca da vida eterna.

A colomba pascal é um pão no formato de uma pomba, criado por um confeiteiro do norte na Itália, representa a vinda do Espírito Santo sobre os povos cristãos, além de ser um símbolo de paz, que representa a paz em Cristo.

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A Páscoa no mundo

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Alemanha e Áustria
Em algumas regiões da Alemanha e da Áustria, ovos verdes são dados na Maundy Thursday (Quinta-feira Sagrada). Há também o costume de tirar o conteúdo do interior de um ovo de galinha furando a casca com uma agulha. Depois, eles são amarrados em árvores e arbustos. Artistas austríacos criam uma decoração especial amarrando plantas em volta dos ovos enquanto estes estão sendo cozidos. Depois as plantas são retiradas, deixando marcas.
Armênia
Durante a Quaresma, os armênios colocam vários tipos de grãos em um tabuleiro com algodão (como as crianças fazem com feijão no Brasil). Na Páscoa, os brotos servem para decorar a mesa da festa. Além disso, há a tradição de decorar cascas de ovos intactos com figuras cristãs, como a da Virgem Maria e outros temas religiosos. Para as crianças, o costume é fazer uma “guerra” de ovos antes de comê-los. Cada criança tenta quebrar a casca do ovo da outra usando seu próprio ovo.
Brasil e América Latina
As crianças costumam preparar ninhos com palha ou papel picado para que o coelho coloque ovos de chocolate de madrugada. Mas também é comum procurar ovos escondidos pela casa. Na cidade de Ouro Preto (MG), são tradicionais os tapetes feitos de flores e serragem colorida, um costume nascido no século XVII e que significa a celebração da Paixão de Cristo.
China
O Ching-Ming é a festa chinesa que ocorre na mesma época da Páscoa. As pessoas visitam túmulos e deixam doces e comidas para agradar os ancestrais.
Eslovênia
Os eslavos decoram os ovos com enfeites de ouro e prata.
Estados Unidos
A tradição mais comum é, na manhã do dia de Páscoa, procurar ovos de chocolate escondidos na casa, no quintal ou até em uma praça pública.
Europa Ocidental
As tradições são pintar ovos cozidos e fazer brincadeiras com os ovos. Uma delas é uma competição jogar um ovo numa ladeira. O que quebrar por último será o vencedor.
Europa Oriental
As pessoas presenteiam parentes e amigos com ovos coloridos. Diz a tradição que as crianças bem comportadas na noite anterior ao domingo ganham ovos coloridos e doces do coelho, que são deixados em um boné escondido.
Grécia
Ovos vermelhos, simbolizando o sangue de Cristo, são oferecidos.
Rússia
Em 1885, o czar Alexandre III presenteou a czarina Maria Feodorovna com um ovo de ouro com pedras preciosas. Depois disso, o czar passou a encomendar um ovo por ano. Seu filho, Nicolau II, manteve a tradição dos ovos Fabergé, que hoje têm status de obra de arte.
Suécia
As crianças se vestem de bruxos na Quinta-Feira Santa ou na véspera da Páscoa e batem na porta dos vizinhos deixando um cartão e esperando receber doces.
Polônia
Para a missa de domingo, cada família leva uma cesta com ovos cozidos e outros alimentos para ser abençoada. Depois, todos se reúnem para tomar o simbólico café da manhã. Há também troca de ovos de galinha decorados. Esses objetos, chamados de pisanki, são talismãs de boa sorte e simbolizam amor, fertilidade e fortuna.
Ucrânia
Na cidade de Vegreville, na Ucrânia, existe um ovo com 8,5 m de comprimento por 6 m de largura, todo coberto com alumínio. Foi montado em 1975, pesa 1,5 tonelada e é sustentado com cerca de 7 mil porcas e parafusos. Essa homenagem ao centenário da polícia montada está decorada com desenhos de estrelas e polígonos, bem ao estilo do país. Além disso, pintar ovos de galinha à mão é uma tradição muito antiga e forte.

 

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Páscoa – Qual o verdadeiro significado?

Qual é a origem e significado da Páscoa? Como surgiu a idéia do coelho e ovos de chocolate? E por que na sexta-feira dizem que não se deve comer carne mas sim peixe?

A páscoa pode cair em qualquer domingo entre 22 de março e 25 de abril. Tem sido modernamente celebrada com ovos e coelhos de chocolate com muita alegria. O moderno ovo de páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930. Porém, o maior ovo e o mais pesado que a história regista, ficou pronto no dia 9 de abril de 1992. É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos. Mas o que é que tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo?

A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem a ressurreição e a vida. A Igreja no século XVIII, adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.

Em 1215 na Alsácia, França, surgiu a lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que esta doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A idéia principal ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, ele continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho…

O Peixe, foi símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: “Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador.” O costume de comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor.

Mas vejamos agora, qual é a verdadeira origem da Páscoa?

Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos – o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios f
ossem mortos.

Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa “passagem” “passar por cima”. Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

A chamada páscoa cristã, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo.

A maior parte das igreja evangélicas porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:

Jesus tomou o pão, “e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha.”

Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a expressão “isso é o meu corpo” signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo “Eu Sou a porta” (João 10:7), “Eu sou o caminho” (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: “Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai.” ( Mateus 26:29)

Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:

1 – O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com deus, com o nosso próximo e conosco mesmo – união – não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve…

2 – A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: “Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai. (Mateus 26:29)

Conclusão:

Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atento, para saber o que realmente deus espera de cada um de nós.

Jesus foi claro “Fazei isto em memória de mim.” Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: “Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.”

Equipe Novo Tempo

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